Flávio e o apego ao poder

Em entrevista à TV Globo, Flávio Bolsonaro disse não ter apego ao poder; sua trajetória, no entanto diz outra coisa

Durante a sabatina concedida à jornalista Renata Lo Prete no Jornal Nacional, da TV Globo, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou não ter “apego ao poder” e aproveitou para fazer tal acusação ao PT. A trajetória do político, no entanto, contradiz sua afirmação.

O primeiro emprego de Flávio Bolsonaro foi tarde para a média do Brasil: aos 19 anos, em 2000, foi funcionário fantasma na Câmara dos Deputados em Brasília, enquanto cursava faculdade de Direito e estagiava no Rio de Janeiro. Já em 2002, aos 21 anos, foi eleito deputado estadual.

Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), se manteve como parlamentar até 2018, quando foi eleito senador. Durante o período na Alerj, se destacou por defender abertamente a atuação de milícias, chegando a condecorar o miliciano Adriano da Nóbrega, cuja esposa foi empregada em seu gabinete.

No Senado atualmente, disputa o cargo de presidente da República. Cabe lembrar, ainda, que Flávio Bolsonaro é um dos senadores mais faltosos, tendo se ausentado em 43% das votações em 2026.

Embora nunca tenha trabalhado formalmente fora da função de parlamentar, Flávio Bolsonaro propõe uma escala de trabalho em que o funcionário receba por horas trabalhadas e não tenha descanso remunerado.

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