Tiago Botelho deixa a SPU/MS e formaliza pré-candidatura a deputado estadual

Com R$ 350 milhões em entregas de imóveis no MS, ex-superintendente visa ocupar uma das cadeiras destinadas ao Partido dos Trabalhadores na Alems Da redação Foto: Divulgação O professor e advogado Tiago Botelho anunciou oficialmente sua exoneração da Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS). Após conquistar 178 mil votos na disputa pelo Senado em 2022, Botelho marca o início de sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. A solicitação de dispensa da SPU tem como objetivo garantir a ética no processo eleitoral e a dedicação integral ao diálogo com os eleitores de Mato Grosso do Sul, para a construção de um projeto junto à sociedade. Em três anos à frente da SPU/MS, Tiago Botelho promoveu uma reestruturação técnica e atuou na destinação de cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União para o Governo e prefeituras do estado. Seu desempenho teve o reconhecimento da ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, que destacou a atuação da SPU em Mato Grosso do Sul como referência em gestão patrimonial, durante a Conferência das Cidades.  Botelho ressalta na sua gestão iniciativas voltadas à preservação do Pantanal, a viabilização da Casa da Mulher Brasileira em Corumbá e a destinação de áreas para a construção do Fórum da Mulher, da Criança e do Adolescente e de moradias populares, além da cessão de imóveis para o fortalecimento da educação básica, fundamental e de todas as universidades públicas de Mato Grosso do Sul.

Com o encerramento do ciclo à frente da Superintendência, Botelho retorna às suas funções como professor concursado do curso de Direito na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).  Botelho agradece ao presidente Lula pela oportunidade de contribuir com o avanço de políticas públicas no Mato Grosso do Sul e analisa a sua atuação durante os últimos três anos: “Conseguimos dar uma nova dinâmica à SPU e transformar patrimônio público em políticas concretas para a população. Agora, meu foco é percorrer o estado para ouvir as pessoas, dialogar olho no olho e construir esse novo projeto legislativo junto com a sociedade”, concluiu. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Marquinhos deixa PDT e se filia ao PV para concorrer à Câmara federal

Vereador mudou de partido no último dia da janela partidária Por Norberto Liberator Foto: Reprodução/redes sociais O vereador Marquinhos Trad, até então no PDT de Campo Grande, anunciou sua filiação ao PV durante a última sexta-feira (3 de março). O parlamentar deve concorrer à vaga de deputado federal pelo partido ambientalista. O anúncio foi feito por Marquinhos nas redes sociais. O ex-prefeito de Campo Grande publicou o momento da assinatura da ficha de filiação, ao lado do presidente estadual do PV, Marcelo Bluma. Marquinhos também recebeu um documento de anuência do PDT, ou seja, uma permissão do partido para que a mudança não desemboque em infidelidade partidária. O documento foi assinado pelo vice-presidente estadual do partido, Enelvo Iradi Felini. Assine a Badaró e receba nossos materiais em sua casa Instagram Twitter Youtube Tiktok

Justiça barra adesivaço do PL em Dourados por indícios de propaganda antecipada

A ação foi apresentada pelo Diretório Municipal do PT de Dourados Da redação A Justiça Eleitoral determinou a proibição da distribuição de adesivos e de qualquer material gráfico de campanha durante ato político marcado para este sábado (21), em Dourados. A decisão aponta indícios de propaganda eleitoral antecipada e possível uso irregular de recursos fora do período permitido por lei. A medida foi adotada após representação por propaganda irregular analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A ação foi apresentada pelo Diretório Municipal do PT de Dourados contra o vereador Rubens de Gomes Prates (Sargento Prates) e o Diretório Estadual do PL. O questionamento ocorreu devido à ampla divulgação do evento intitulado “1º Adesivaço Flávio Bolsonaro em Dourados MS”, promovido em redes sociais e aplicativos de mensagens, com convocação pública para distribuição massiva de adesivos prática vedada antes do início oficial da campanha.  Indícios de campanha antecipada  Embora tenha feito considerações sobre a legitimidade formal da ação, o magistrado ressaltou que a Justiça Eleitoral deve agir sempre que houver indícios de irregularidades. Segundo a decisão, a organização prévia do evento e a previsão de distribuição de material gráfico em fevereiro caracterizam, em tese, campanha antecipada, comprometendo a igualdade de condições entre pré-candidatos e afrontando a legislação eleitoral. Com base no poder de polícia, a Justiça determinou:•Proibição imediata da distribuição de adesivos ou qualquer material gráfico de campanha;•Expedição de mandado de constatação e fiscalização, a ser cumprido por Oficial de Justiça no local e horário do evento;•Encaminhamento do caso à Procuradoria Regional Eleitoral para apuração das responsabilidades. O descumprimento da decisão pode configurar crime de desobediência eleitoral. A decisão reforça que atos típicos de campanha especialmente os que envolvem produção e distribuição de material gráfico com finalidade eleitoral mnão podem ocorrer antes do período legal, sob pena de desequilibrar o pleito e violar o princípio da isonomia que rege o processo eleitoral. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Mesmo após decisão em Dourados, Rodolfo Nogueira mantém outdoor irregular em Itaporã e Justiça determina nova retirada

Deputado bolsonarista teve de retirar material inserido ilegalmente após ação do PT Da redação Foto: Reprodução A manutenção de outdoor com conteúdo político irregular em Itaporã, mesmo após decisão judicial anterior em Dourados, tornou necessária uma nova ação judicial para que a legislação eleitoral fosse cumprida. Diante da permanência da propaganda, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Itaporã ingressou com nova representação junto à Justiça Eleitoral. O ponto central do caso é que a retirada do outdoor em Itaporã não ocorreu de forma espontânea, nem como consequência automática da decisão judicial proferida anteriormente em Dourados. Mesmo após a atuação da Justiça Eleitoral em outro município, o material permanece exposto, exigindo nova intervenção do Judiciário. A necessidade de uma segunda ação, em curto intervalo de tempo e envolvendo o mesmo parlamentar e o mesmo tipo de propaganda proibida, afasta qualquer alegação de desconhecimento da legislação eleitoral e evidencia a reiteração da conduta, que segue pendente de cumprimento da ordem judicial. O outdoor instalado em Itaporã exibe a imagem do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, acompanhada da frase “Para o povo voltar a sorrir, precisamos varrer o PT do Brasil”. O material foi divulgado em local de grande circulação e possui caráter político-partidário evidente. Especialistas em direito eleitoral avaliam que situações como essa reforçam a importância da fiscalização contínua e da atuação dos partidos políticos na defesa das regras do processo democrático, sobretudo quando decisões judiciais anteriores não são suficientes para garantir o cumprimento da lei. O processo segue em tramitação, com prazo para apresentação de defesa e posterior manifestação do Ministério Público Eleitoral, antes do julgamento do mérito. Detalhamento da decisão judicial A liminar foi concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que determinou a retirada imediata do outdoor por configurar propaganda eleitoral em meio expressamente proibido, reafirmando entendimento já adotado recentemente em outro município do Estado. Segundo a decisão, o uso de outdoors para fins político-partidários é vedado de forma absoluta pela Lei nº 9.504/1997, independentemente do período eleitoral ou da existência de pedido explícito de voto. O magistrado ressaltou que a permanência da propaganda amplia seus efeitos a cada dia de exposição e compromete a igualdade de oportunidades entre partidos e possíveis candidatos. Para o relator, o conteúdo veiculado extrapola a mera manifestação de opinião e se enquadra como propaganda política em meio de alto impacto visual, capaz de gerar vantagem indevida no processo eleitoral. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Cuiabá: Lúdio Cabral e as rodas da cidadania

Candidato petista pode fazer história como primeiro prefeito pelo partido na capital mato-grossense Por Gibran Lachowski Arte: Norberto Liberator Domingo, 27, pode ser um dia histórico para o PT e a esquerda em Cuiabá, com a possibilidade real de vitória do primeiro petista à Prefeitura da capital mato-grossense, o médico sanitarista Lúdio Cabral. É o que se tem visto nas duas semanas subsequentes ao final do primeiro turno, quando Lúdio passou à próxima etapa da disputa superando o deputado presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso Eduardo Botelho, candidato do governador Mauro Mendes – ambos do União. Botelho, cuja maioria dos institutos de pesquisa apontava com larga vantagem sobre os demais concorrentes e que há anos vem fazendo campanha pelo Palácio Alencastro, foi o fiasco do pleito municipal, puxando para baixo Mauro Mendes, até então alguém que pairava sobre a política estadual e, hoje, tido como o maior derrotado do primeiro turno na capital. Mas o cenário é complexo e teve como primeiro colocado no domingo, 6, o arquiteto Abílio Brunini, deputado federal pelo PL e conhecido fanfarrão da política no pior estilo da extrema direita – preconceituoso, falastrão e metido a lacrador. As pesquisas que apontavam Abílio e Lúdio no segundo turno hoje dão os dois praticamente empatados, com tendência constante de subida do petista, que terminou a etapa inicial com 11% atrás (39,6% a 28,3%). O derretimento da campanha do candidato da extrema direita pode ser mais bem explicado pela capacidade de trabalho e articulação da campanha do candidato Lúdio Cabral. Investindo numa estratégia eleitoral que diminui a incidência do PT ao mesmo tempo em que valoriza a proximidade do petista com o Governo Federal, Lúdio tem preenchido uma agenda política com vários ministros, incluindo o vice-presidente e ministro da Indústria Geraldo Alckmin (PSB). Em contrapartida, seu principal cabo eleitoral no governo federal é o ministro da Agricultura e senador licenciado Carlos Fávaro, umas das lideranças do PSD, partido que mais se consolidou nas eleições municipais de 2024 conforme os resultados do primeiro turno, e, ainda, a aposta (pouco difundida) de Lula para disputar o governo de Mato Grosso em 2026. Fávaro, que projetou-se como liderança do agronegócio e já foi bastante próximo de Mauro Mendes, tende a ser um elemento de disputa e confusão no meio do “empresariado da soja”. Na propaganda eleitoral, Lúdio fala como prefeito, mencionando o perfil do futuro secretariado, que deve ter “qualificação técnica”, “capacidade de diálogo com os diferentes” e “sensibilidade humana”, enquanto seu opositor insiste na ideia de que “Cuiabá nunca será do PT”. O jogo que se joga na atual campanha em Cuiabá é um jogo pragmático, complexo, repleto de paixões. Desenha a próxima disputa ao governo do estado, provavelmente com Fávaro como candidato de Lula/PT/Governo Federal e Otaviano Pivetta (Republicanos), o vice de Mauro Mendes, postulante do grupo ocupante do Palácio Paiaguás. Leva o PT a um exercício muito delicado, de se mostrar menos à população, sob o slogan do “governar para todos”, podendo diminuir o estigma sobre o partido, porém correndo o risco de perder o simbolismo aguerrido que permeia ainda o imaginário de parcela da sociedade. Talvez a capacidade de Lúdio de dialogar com os mais variados grupos populares seja a sua principal ferramenta de luta – e promoção de condições para viabilizar a melhoria de vida da população cuiabana. E nessa prática constante de articulação popular, um tipo de ação talvez ajude seu governo a ter uma singularidade amplamente reconhecida: o exercício de fazer rodas de discussão em torno de questões prementes, as chamadas “rodas da cidadania”. Lúdio é o único político petista em Mato Grosso com mandato e projeção, que hoje implementa com afinco essa prática pautada na disposição das pessoas em círculo e no espaço aberto de fala, mesmo que depois o volume de apontamentos precise de um trabalho de síntese e encaminhamento mais executivo. Imaginar que isso possa ser uma forma de governar uma cidade é animador, contudo é também um enorme desafio diante do engessamento e da burocratização que sustenta a institucionalidade da máquina pública neste Centro-Oeste ainda muito iludido com as invenções do Ocidente estadunidense, francês, inglês e alemão. A campanha de Lúdio tem acentuado suas lutas sociais nos mandatos parlamentares que ocupa desde 2004, duas vezes como vereador e, agora, no segundo mandato de deputado estadual. As atuações do petista são fruto de trabalho de escuta e conversas com a base, em diversas áreas como: transporte coletivo; juventude; saúde pública; gestão democrática nas escolas; defesa dos pescadores; defesa dos direitos dos servidores públicos; crítica ao modelo socioeconômico e ambiental centrado no agronegócio de exportação; e proposta de um modelo de sociedade pautado nos saberes populares dos diversos grupos marginalizados que indicam uma perspectiva mais holística, sistêmica e sustentável de vida.. Essa história de roda da cidadania é um exemplo de como o Sul Global pode se estabelecer gradativamente no terreno da política de Estado a partir de uma prática política de caráter coletivo-popular. No entanto, antes, é preciso ganhar a eleição. Gibran Luis Lachowski Jornalista, professor universitário em Mato Grosso e doutor em Estudos de Cultura Contemporânea Norberto Liberator       Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. 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