Gleice Jane cobra transparência da Cassems após reajuste para cônjuges

Parlamentar defende fiscalização sobre recursos públicos repassados pelo Estado e mais participação dos servidores nas decisões Da redação Foto: Divulgação/Assessoria A deputada estadual Gleice Jane criticou o reajuste anunciado pela Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) para a contribuição fixa de cônjuges dos beneficiários. A partir da competência de maio de 2026, com vencimento em 10 de junho, o valor passará a ser de R$ 450 mensais. Segundo a direção da entidade, a medida foi tomada após estudos técnicos apontarem desequilíbrio no modelo atual de custeio desse grupo.  Líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gleice Jane afirmou que o partido se posicionou contra o reajuste e solicitou formalmente que a presidência da Cassems reveja a decisão. “Nos posicionamos contra o reajuste do cônjuge na Cassems. Solicitamos ao presidente da Caixa que faça uma revisão dessa posição, que discuta com os servidores, realize reuniões regionais, seja transparente e mostre o que está acontecendo na instituição para que os próprios servidores possam participar das decisões sobre os rumos da Cassems, declarou a parlamentar. A deputada também afirmou que se somou ao deputado estadual Paulo Duarte em uma série de questionamentos sobre a situação financeira da instituição e os fatores que levaram à adoção da medida. “O que queremos compreender é qual é a real condição da Cassems neste momento e o que levou a entidade a chegar nessa situação. Transparência é necessária para que possamos também prestar esclarecimentos aos servidores públicos”, afirmou. Durante a sessão desta terça-feira (20), houve uma proposta de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para discutir a situação da Cassems.  No entanto, Gleice Jane ponderou que existem limites legais para a atuação da Assembleia Legislativa nesse caso. A Cassems possui natureza privada e autônoma, o que impede a abertura de CPI pela ALEMS exclusivamente para investigar a entidade. Ainda assim, segundo a deputada, é legítimo que o Parlamento cobre transparência sobre os recursos públicos destinados à instituição e os impactos das decisões sobre os servidores estaduais. “Podemos e estamos cobrando transparência, diálogo e respostas sobre medidas que impactam diretamente os servidores públicos e suas famílias”, afirmou.  A parlamentar também defendeu maior clareza sobre os repasses feitos pelo Governo do Estado à instituição. “É legítimo questionar os repasses de recursos públicos do Governo do Estado para a Cassems e exigir clareza sobre como esses recursos estão sendo utilizados. Quem contribui com a Cassems e sustenta o serviço público merece transparência e participação nas decisões”, disse.  Para Gleice Jane, a principal preocupação é que a mudança rompa com o modelo histórico de funcionamento da Caixa, criado sob a lógica da solidariedade entre os servidores. “A Cassems foi criada como um plano familiar e solidário. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos, mas todos devem ter acesso ao mesmo tratamento. Esse sempre foi o princípio da Caixa, e eu não concordo que esse princípio deixe de existir”, declarou. Instagram Twitter Youtube Tiktok

“Não é reajuste, é perda”: Gleice Jane pressiona Riedel sobre abandono dos servidores

A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores Da redação Com o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ocupado por servidores públicos de diversas categorias, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez críticas contundentes à política salarial do governador Eduardo Riedel (PP), durante debate realizado nesta terça-feira (31). A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores, percentual que, segundo parlamentares da oposição e representantes sindicais, não repõe sequer a inflação e tem aprofundado a defasagem salarial. Para Gleice Jane, o índice não pode ser tratado como reajuste. “Não se trata de RGA. Trata-se de uma política de achatamento salarial dos servidores públicos, e isso nós não podemos aceitar”, afirmou na tribuna. A deputada também relacionou o descontentamento dos servidores ao não cumprimento de promessas feitas durante o período eleitoral. Segundo ela, compromissos como a equiparação salarial entre professores contratados e efetivos seguem sem avanço. “Os servidores já tomaram sua decisão, inclusive no processo eleitoral. E é justo. Foram muitas promessas. Eu me lembro de estar em sala de aula ouvindo essas promessas, e até hoje sequer começou uma política real de recuperação salarial”, disse. Gleice relembrou ainda medidas adotadas em gestões anteriores que impactaram diretamente a categoria, como a redução salarial de professores contratados em 2019 e a implementação do desconto de 14% sobre aposentadorias. “Teve professor que saiu de férias com um salário e voltou recebendo muito menos. Aposentados foram dormir com uma organização financeira e acordaram tendo que pagar 14% do próprio salário. E agora, mais uma vez, o trabalhador paga a conta”, afirmou. A parlamentar também criticou a política fiscal de Riedel, apontando contradições entre benefícios concedidos a empresas e o tratamento dado aos servidores.”Desconto e isenção fiscal para empresas tem de sobra. Enquanto isso, servidores enfrentam perdas salariais e trabalhadores são empurrados para condições precárias de vida”, disse. Como exemplo, citou visita recente ao município de Ribas do Rio Pardo, onde, segundo ela, a instalação de grandes empreendimentos têm provocado aumento no custo de vida e agravamento de problemas sociais. “Você vê trabalhadores vivendo em áreas precárias enquanto há estruturas empresariais vazias ao lado. É uma política que beneficia quem já tem muito, enquanto o povo perde dignidade”, afirmou. Outro ponto levantado pela deputada foi a falta de transparência na gestão estadual, especialmente em relação ao não atendimento de pedidos de informação sobre a aplicação de recursos públicos, o que, segundo ela, compromete o acompanhamento por parte da sociedade. Ao final, Gleice Jane avaliou que a mobilização dos servidores extrapola demandas pontuais de categorias e reflete um descontentamento mais amplo, marcado pela frustração diante de promessas não cumpridas e pela percepção de perda contínua de direitos e condições de trabalho. E concluiu com um recado direto ao governo estadual. “Ou o governo enxerga os servidores e respeita quem sustenta o Estado, ou precisa parar de prometer aquilo que não vai cumprir.” Instagram Twitter Youtube Tiktok

Nos braços do povo, Lula chega a Campo Grande para COP15

Presidente confraternizou com militância, encontrou lideranças políticas e reforçou chapa com Fábio Trad e Gilda Maria para governo de MS Por Norberto Liberator O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Campo Grande neste domingo, 22 de março, para participar da COP15, a conferência da ONU que trata da preservação de animais silvestres. O evento se inicia nesta segunda-feira, 23, e vai até o dia 29 do mesmo mês. Ao descer do aeroporto, Lula saiu do carro presidencial e se encontrou com a militância que o esperava para dar boas-vindas. “O presidente Lula é nosso, é trabalhador como a gente”, declarou o bancário e líder sindical Orlando de Almeida, o Orlandinho, que esteve presente na recepção. Mais tarde, Lula se encontrou com lideranças políticas locais, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Junto à primeira-dama Janja Lula da Silva, o presidente esteve com o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT e ex-deputado federal Fábio Trad; a senadora Soraya Thronicke (Podemos); a pré-candidata a vice-governadora e ex-coordenadora-especial de Políticas Públicas para a Mulher em MS, Gilda Maria dos Santos; o deputado estadual e ex-governador Zeca do PT; os deputados estaduais Pedro Kemp e Gleice Jane; o superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho; os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, todos do PT. Lula também encontrou o superintendente estadual da Pesca, Marcelo Heitor Miranda dos Santos; e os vereadores petistas Landmark Rios, Jean Ferreira e Luiza Ribeiro, de Campo Grande.   Janja Lula da Silva, Flávia Trad, Zeca do PT, Camila Jara, Fábio Trad, Luiz Inácio Lula da Silva, Tiago Botelho, Gilda Maria dos Santos, Soraya Thronicke, Pedro Kemp, Gleice Jane e Vander Loubet durante visita do presidente. Foto: Ricardo Stuckert À imprensa, Fábio Trad confirmou o apoio de Lula à chapa para o governo de MS, formada pelo ex-deputado e pela ex-coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres e ex-primeira-dama do estado, Gilda Maria dos Santos. “[O presidente Lula] Ficou muito satisfeito quando soube que Dona Gilda estará como vice pela amizade e afeto que os une há mais de 40 anos. Mostrou imenso otimismo com as perspectivas eleitorais em Mato Grosso do Sul. E ao final afirmou: vamos vencer as eleições”, afirmou Trad.  No Segmento de Alto Nível do evento, que antecede a abertura, Lula esteve ainda com o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o chanceler boliviano, Fernando Aramayo; a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB); o governador Eduardo Riedel (PP); o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy, entre outras autoridades. A COP15 contará com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, além de presenças internacionais, como Santiago Peña, Fernando Aramayo e delegações de países como Uruguai, Canadá, Portugal e Itália, além de membros da ONU. O objetivo é estabelecer metas para a preservação da fauna migratória e seus habitats. — Assine a Badaró e receba nossos materiais impressos! Instagram Twitter Youtube Tiktok

Proposta de Gleice Jane contra racismo religioso é aprovada e vira lei em MS

A nova norma estabelece diretrizes para prevenção e enfrentamento da discriminação religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, afro-brasileiras, povos de terreiro e espiritualidades indígenas Da redação Racismo religioso contra comunidades negras e indígenas passa a ter ações de combate em Mato Grosso do Sul. A medida foi instituída pela Lei nº 6.556/2026, de autoria da deputada estadual professora Gleice Jane (PT). A nova norma estabelece diretrizes para prevenção e enfrentamento da discriminação religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, afro-brasileiras, povos de terreiro e espiritualidades indígenas. A lei foi sancionada pelo governador Eduardo Riedel e publicada no Diário Oficial do Estado. “A sanção desta lei é um passo importante para garantir respeito às religiões de matriz africana e às espiritualidades indígenas. A liberdade religiosa é um direito constitucional e precisa ser assegurada na prática. Combater o racismo religioso também é defender a dignidade e os direitos das comunidades que historicamente foram alvo de discriminação”, afirmou a parlamentar. A lei estabelece ações voltadas à promoção dos valores democráticos da liberdade religiosa e da laicidade do Estado, além de incentivar campanhas de conscientização sobre o direito constitucional à liberdade de crença e culto. Entre as diretrizes previstas estão também medidas para enfrentar a intolerância religiosa, combater a estigmatização de religiões de matriz africana e das cosmovisões indígenas, além de prevenir a violência direcionada a praticantes, símbolos, vestimentas e locais de culto. Definição de racismo religioso A legislação define racismo religioso como qualquer ato praticado por indivíduos do setor público ou privado que resulte em discriminação ou restrição de direitos contra comunidades negras ou indígenas devido à prática de religiões de matriz africana ou espiritualidades indígenas. O texto também reforça direitos aos praticantes dessas religiões e espiritualidades, como o tratamento digno e respeitoso, a realização de rituais em espaços públicos ou privados e o uso de vestimentas e adornos religiosos. A norma ainda assegura o acesso de lideranças religiosas indígenas e de religiões de matriz africana a instituições civis e militares para prestação de assistência religiosa, nas mesmas condições conferidas a outras religiões. Com a sanção da lei, Mato Grosso do Sul passa a contar com um instrumento legal específico para fortalecer o enfrentamento ao racismo religioso e promover o respeito à diversidade religiosa no Estado. Instagram Twitter Youtube Tiktok