“Não é reajuste, é perda”: Gleice Jane pressiona Riedel sobre abandono dos servidores

A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores Da redação Com o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ocupado por servidores públicos de diversas categorias, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez críticas contundentes à política salarial do governador Eduardo Riedel (PP), durante debate realizado nesta terça-feira (31). A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores, percentual que, segundo parlamentares da oposição e representantes sindicais, não repõe sequer a inflação e tem aprofundado a defasagem salarial. Para Gleice Jane, o índice não pode ser tratado como reajuste. “Não se trata de RGA. Trata-se de uma política de achatamento salarial dos servidores públicos, e isso nós não podemos aceitar”, afirmou na tribuna. A deputada também relacionou o descontentamento dos servidores ao não cumprimento de promessas feitas durante o período eleitoral. Segundo ela, compromissos como a equiparação salarial entre professores contratados e efetivos seguem sem avanço. “Os servidores já tomaram sua decisão, inclusive no processo eleitoral. E é justo. Foram muitas promessas. Eu me lembro de estar em sala de aula ouvindo essas promessas, e até hoje sequer começou uma política real de recuperação salarial”, disse. Gleice relembrou ainda medidas adotadas em gestões anteriores que impactaram diretamente a categoria, como a redução salarial de professores contratados em 2019 e a implementação do desconto de 14% sobre aposentadorias. “Teve professor que saiu de férias com um salário e voltou recebendo muito menos. Aposentados foram dormir com uma organização financeira e acordaram tendo que pagar 14% do próprio salário. E agora, mais uma vez, o trabalhador paga a conta”, afirmou. A parlamentar também criticou a política fiscal de Riedel, apontando contradições entre benefícios concedidos a empresas e o tratamento dado aos servidores.”Desconto e isenção fiscal para empresas tem de sobra. Enquanto isso, servidores enfrentam perdas salariais e trabalhadores são empurrados para condições precárias de vida”, disse. Como exemplo, citou visita recente ao município de Ribas do Rio Pardo, onde, segundo ela, a instalação de grandes empreendimentos têm provocado aumento no custo de vida e agravamento de problemas sociais. “Você vê trabalhadores vivendo em áreas precárias enquanto há estruturas empresariais vazias ao lado. É uma política que beneficia quem já tem muito, enquanto o povo perde dignidade”, afirmou. Outro ponto levantado pela deputada foi a falta de transparência na gestão estadual, especialmente em relação ao não atendimento de pedidos de informação sobre a aplicação de recursos públicos, o que, segundo ela, compromete o acompanhamento por parte da sociedade. Ao final, Gleice Jane avaliou que a mobilização dos servidores extrapola demandas pontuais de categorias e reflete um descontentamento mais amplo, marcado pela frustração diante de promessas não cumpridas e pela percepção de perda contínua de direitos e condições de trabalho. E concluiu com um recado direto ao governo estadual. “Ou o governo enxerga os servidores e respeita quem sustenta o Estado, ou precisa parar de prometer aquilo que não vai cumprir.” Instagram Twitter Youtube Tiktok
Nos braços do povo, Lula chega a Campo Grande para COP15

Presidente confraternizou com militância, encontrou lideranças políticas e reforçou chapa com Fábio Trad e Gilda Maria para governo de MS Por Norberto Liberator O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Campo Grande neste domingo, 22 de março, para participar da COP15, a conferência da ONU que trata da preservação de animais silvestres. O evento se inicia nesta segunda-feira, 23, e vai até o dia 29 do mesmo mês. Ao descer do aeroporto, Lula saiu do carro presidencial e se encontrou com a militância que o esperava para dar boas-vindas. “O presidente Lula é nosso, é trabalhador como a gente”, declarou o bancário e líder sindical Orlando de Almeida, o Orlandinho, que esteve presente na recepção. Mais tarde, Lula se encontrou com lideranças políticas locais, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Junto à primeira-dama Janja Lula da Silva, o presidente esteve com o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT e ex-deputado federal Fábio Trad; a senadora Soraya Thronicke (Podemos); a pré-candidata a vice-governadora e ex-coordenadora-especial de Políticas Públicas para a Mulher em MS, Gilda Maria dos Santos; o deputado estadual e ex-governador Zeca do PT; os deputados estaduais Pedro Kemp e Gleice Jane; o superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho; os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, todos do PT. Lula também encontrou o superintendente estadual da Pesca, Marcelo Heitor Miranda dos Santos; e os vereadores petistas Landmark Rios, Jean Ferreira e Luiza Ribeiro, de Campo Grande. Janja Lula da Silva, Flávia Trad, Zeca do PT, Camila Jara, Fábio Trad, Luiz Inácio Lula da Silva, Tiago Botelho, Gilda Maria dos Santos, Soraya Thronicke, Pedro Kemp, Gleice Jane e Vander Loubet durante visita do presidente. Foto: Ricardo Stuckert À imprensa, Fábio Trad confirmou o apoio de Lula à chapa para o governo de MS, formada pelo ex-deputado e pela ex-coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres e ex-primeira-dama do estado, Gilda Maria dos Santos. “[O presidente Lula] Ficou muito satisfeito quando soube que Dona Gilda estará como vice pela amizade e afeto que os une há mais de 40 anos. Mostrou imenso otimismo com as perspectivas eleitorais em Mato Grosso do Sul. E ao final afirmou: vamos vencer as eleições”, afirmou Trad. No Segmento de Alto Nível do evento, que antecede a abertura, Lula esteve ainda com o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o chanceler boliviano, Fernando Aramayo; a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB); o governador Eduardo Riedel (PP); o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy, entre outras autoridades. A COP15 contará com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, além de presenças internacionais, como Santiago Peña, Fernando Aramayo e delegações de países como Uruguai, Canadá, Portugal e Itália, além de membros da ONU. O objetivo é estabelecer metas para a preservação da fauna migratória e seus habitats. — Assine a Badaró e receba nossos materiais impressos! Instagram Twitter Youtube Tiktok
Proposta de Gleice Jane contra racismo religioso é aprovada e vira lei em MS

A nova norma estabelece diretrizes para prevenção e enfrentamento da discriminação religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, afro-brasileiras, povos de terreiro e espiritualidades indígenas Da redação Racismo religioso contra comunidades negras e indígenas passa a ter ações de combate em Mato Grosso do Sul. A medida foi instituída pela Lei nº 6.556/2026, de autoria da deputada estadual professora Gleice Jane (PT). A nova norma estabelece diretrizes para prevenção e enfrentamento da discriminação religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, afro-brasileiras, povos de terreiro e espiritualidades indígenas. A lei foi sancionada pelo governador Eduardo Riedel e publicada no Diário Oficial do Estado. “A sanção desta lei é um passo importante para garantir respeito às religiões de matriz africana e às espiritualidades indígenas. A liberdade religiosa é um direito constitucional e precisa ser assegurada na prática. Combater o racismo religioso também é defender a dignidade e os direitos das comunidades que historicamente foram alvo de discriminação”, afirmou a parlamentar. A lei estabelece ações voltadas à promoção dos valores democráticos da liberdade religiosa e da laicidade do Estado, além de incentivar campanhas de conscientização sobre o direito constitucional à liberdade de crença e culto. Entre as diretrizes previstas estão também medidas para enfrentar a intolerância religiosa, combater a estigmatização de religiões de matriz africana e das cosmovisões indígenas, além de prevenir a violência direcionada a praticantes, símbolos, vestimentas e locais de culto. Definição de racismo religioso A legislação define racismo religioso como qualquer ato praticado por indivíduos do setor público ou privado que resulte em discriminação ou restrição de direitos contra comunidades negras ou indígenas devido à prática de religiões de matriz africana ou espiritualidades indígenas. O texto também reforça direitos aos praticantes dessas religiões e espiritualidades, como o tratamento digno e respeitoso, a realização de rituais em espaços públicos ou privados e o uso de vestimentas e adornos religiosos. A norma ainda assegura o acesso de lideranças religiosas indígenas e de religiões de matriz africana a instituições civis e militares para prestação de assistência religiosa, nas mesmas condições conferidas a outras religiões. Com a sanção da lei, Mato Grosso do Sul passa a contar com um instrumento legal específico para fortalecer o enfrentamento ao racismo religioso e promover o respeito à diversidade religiosa no Estado. Instagram Twitter Youtube Tiktok
“O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive defendendo e servindo o Brasil”, afirma Gleice Jane

A parlamentar acompanhou a formatura da primeira turma do Serviço Militar Inicial Feminino no CMO Da redação A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) acompanhou, nesta segunda-feira (2), a formatura da primeira turma do Serviço Militar Inicial Feminino no Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. A cerimônia marcou a incorporação oficial de 93 mulheres às fileiras do Exército Brasileiro na região, em um momento considerado histórico para as Forças Armadas e para a ampliação da presença feminina em espaços tradicionalmente ocupados por homens. A solenidade ocorreu no Pátio General Plínio Pitaluga e reuniu familiares das novas soldados, autoridades civis e militares. A formatura integra uma ação nacional que, neste ano, incorporou 1.010 mulheres em 38 organizações militares, distribuídas em 14 cidades do país, selecionadas entre mais de 30 mil inscritas. Para a deputada estadual Gleice Jane (PT), o ato tem um significado ainda mais simbólico por acontecer em março, mês dedicado à luta e às conquistas das mulheres. “Estamos no mês em que reafirmamos a importância da presença das mulheres em todos os espaços de decisão e de construção do país. Ver mulheres ocupando também as Forças Armadas é um marco histórico, que representa igualdade, respeito e reconhecimento da nossa capacidade. O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive defendendo e servindo o Brasil”, destacou a parlamentar. A deputada ressaltou que a incorporação feminina fortalece as instituições e contribui para uma sociedade mais justa e diversa. “A presença das mulheres transforma, amplia olhares e fortalece as instituições. As Forças Armadas não serão mais as mesmas com a participação feminina, e isso é um avanço para o Brasil. É um passo importante na construção de um país mais democrático e igualitário”, afirmou. As novas soldados passarão por um período de adaptação à rotina militar e poderão atuar em diferentes áreas, como o Hospital Militar, o Colégio Militar e unidades administrativas, com possibilidade de permanência no serviço por até oito anos. A cerimônia no CMO simboliza não apenas o início da trajetória militar das incorporadas, mas também a quebra de barreiras históricas e a consolidação de direitos, em um momento emblemático para as mulheres brasileiras. Instagram Twitter Youtube Tiktok
10 dias da Audiência: O que foi feito pelas favelas?

Deputada estadual Gleice Jane protocolou requerimentos para cobrar informações e soluções para moradores de comunidades Da redação Audiência pública lotou plenário da Câmara Municipal de Campo Grande. Foto: Reprodução/Assecom Gleice Jane Passados 10 dias corridos da Audiência Pública das Favelas, cabe o questionamento: o que foi feito até então para solucionar o problema que atinge mais de 20 mil famílias campo-grandenses? Na última semana, a deputada estadual Gleice Jane protocolou requerimento de informação ao governador do estado, Eduardo Riedel, para esclarecimentos sobre políticas habitacionais voltadas à população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. No documento, entre os requerimentos está a exigência de um levantamento atualizado do déficit habitacional de Mato Grosso do Sul, quais são as políticas para a redução desse déficit e qual a previsão oficial para obter resultados. A deputada defende que o movimento realizado em parceria com o vereador de Campo Grande Landmark Rios (PT) e os deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT) precisa da parceria dos executivos municipal e estadual. “Nós conseguimos avançar bastante nessa pauta, mas reforçamos o convite para que a prefeita Adriane Lopes e o governador Eduardo Riedel somem com a gente nessa iniciativa. Precisamos de dados atualizados e que as verbas sejam aplicadas de maneira estratégica e eficiente”. O documento reforça que R$ 47 milhões foram assegurados para urbanização de favelas em Campo Grande. Gleice Jane levanta a preocupação sobre o cumprimento do art. 54 do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul, que determina a destinação anual de no mínimo 1% das receitas descritas ao Fundo de Habitação de Interesse Social. No requerimento, ela questiona o percentual efetivamente aplicado pelo governador Eduardo Riedel em políticas de habitação e redução do déficit habitacional. Parcerias pelas favelas O vereador de Campo Grande, Landmark Rios (PT), apresentou Projeto de Lei Complementar para eliminar a aplicação indiscriminada do marco temporal de 22 de dezembro de 2016, que tem sido utilizado para impedir regularizações. O texto também prevê a isenção total de custas e emolumentos para população de baixa renda. Para imóveis de até 200 metros quadrados, o valor cobrado será de R$ 20 mil, com financiamento em até 300 meses e parcelas reajustáveis pelo IPCA-E. O vereador também enviou ofícios para a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), Defesa Civil, Solurb e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para ações imediatas na comunidade: poda de árvores, coleta de lixo, retirada de entulhos, levantamento de dados e cadastros necessários para a regularização fundiária. O deputado federal, Vander Loubet (PT/MS), anunciou que Campo Grande receberá o investimento de R$ 47 milhões do governo federal. A capital foi selecionada no Programa Periferia Viva e tem prevista a construção de 472 unidades habitacionais, além de drenagem de água pluvial, pavimentação asfáltica, ampliação de rede de água e esgoto, construção de uma Unidade Básica de Saúde e uma creche no bairro Promessas Durante a Audiência Pública pela Regularização das Favelas, o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Cláudio Marques, representou a Prefeitura de Campo Grande e anunciou a meta de regularizar 10 mil lotes em 36 meses. A ação faz parte do Programa Sonho Seguro, que identificou 236 ocupações na capital. “Nunca houve uma audiência pública para tratar habitação como pauta prioritária deste município. E agora é a hora da vez”, afirmou. O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy (PSDB), propôs a criação de um Projeto de Lei para garantir celeridade nas ações da prefeitura. Em metáfora, o presidente da Câmara explicou que o papel da Casa de Leis é de servir ferramentas para que a prefeitura possa executar o trabalho de maneira mais ágil e eficiente. “Você pode martelar um prego com uma pedra, mas você é muito mais eficiente se martelar com o martelo. Quem cria o instrumento que o executivo consegue martelar o prego somos nós da Câmara”. Instagram Twitter Youtube Tiktok