Ocupação na América do Sul e no Oriente Médio têm origem no mesmo colonialismo britânico

Arte: Felipe Talles
Texto: Norberto Liberator

A ocupação do Reino Unido na América do Sul e do Estado sionista no Oriente Médio têm origem no mesmo projeto: o imperialismo britânico.

Da mesma forma que, em 1833, colonos ingleses desalojaram os habitantes locais e autoridades argentinas das Ilhas Malvinas, o ministro das Relações Exteriores britânico Arthur Balfour escreveu, em 1917, a famosa declaração em que se comprometeu a criar, na Palestina, um Estado de ocupação para judeus europeus.

À época, o território palestino vivia sob o domínio da Coroa inglesa. O plano seria concretizado em 1948 com a proclamação do Estado de Israel, resultado de um processo de limpeza étnica conhecido como “Nakba” (“tragédia” em árabe).

Atualmente, o governo de extrema direita de Javier Milei se alinha a ambas as pautas: entregar as Ilhas Malvinas ao domínio britânico e apoiar o genocídio do povo palestino. E mais do que isso, incentivar a entrega de territórios da Patagônia argentina a Israel. A política subserviente de Milei, no entanto, enfrenta a resistência de amplos setores da sociedade argentina.

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