As Malvinas são argentinas / A Palestina é palestina

Ocupação na América do Sul e no Oriente Médio têm origem no mesmo colonialismo britânico Arte: Felipe TallesTexto: Norberto Liberator A ocupação do Reino Unido na América do Sul e do Estado sionista no Oriente Médio têm origem no mesmo projeto: o imperialismo britânico. Da mesma forma que, em 1833, colonos ingleses desalojaram os habitantes locais e autoridades argentinas das Ilhas Malvinas, o ministro das Relações Exteriores britânico Arthur Balfour escreveu, em 1917, a famosa declaração em que se comprometeu a criar, na Palestina, um Estado de ocupação para judeus europeus. À época, o território palestino vivia sob o domínio da Coroa inglesa. O plano seria concretizado em 1948 com a proclamação do Estado de Israel, resultado de um processo de limpeza étnica conhecido como “Nakba” (“tragédia” em árabe). Atualmente, o governo de extrema direita de Javier Milei se alinha a ambas as pautas: entregar as Ilhas Malvinas ao domínio britânico e apoiar o genocídio do povo palestino. E mais do que isso, incentivar a entrega de territórios da Patagônia argentina a Israel. A política subserviente de Milei, no entanto, enfrenta a resistência de amplos setores da sociedade argentina. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Como Milei reagiu à eliminação da Inglaterra?

Tira do argentino César Agite Tradução: Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok
Ajude Cuba a se manter frente ao bloqueio imperialista

Arte: Norberto Liberator Cuba tem passado por um momento de extrema urgência. Com a intensificação do bloqueio econômico criminoso contra a ilha, iniciada em janeiro, o país enfrenta racionamento de luz, escassez de alimentos e produtos de higiene básica, falta de remédios, entre outros graves problemas sociais e econômicos. A pesquisadora e ativista Aline Recalcatti, que integra movimentos de solidariedade à ilha socialista, parte em nova viagem a Cuba durante o mês de julho. O objetivo é levar mantimentos e insumos à população. Você pode ajudar com um Pix solidário em qualquer valor. Chave: 46 99919-7451 – Aline Recalcatti de Andrade Instagram Twitter Youtube Tiktok
Brasileiro e palestino-espanhol seguem sequestrados por Israel

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram capturados em águas internacionais enquanto integravam Global Sumud Flotilla Otávio Marinho Israel segue mantendo como reféns o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek. Ambos foram sequestrados em águas internacionais e levados ao território de ocupação autointitulado país enquanto tentavam levar ajuda humanitári a Gaza, em clara agressão ao direito internacional. Brasil e Espanha emitiram nota conjunta exigindo a soltura dos militantes da Global Sumud Flotilla. Dos 211 membros da flotilha, a grande maioria foi solta, mas Ávila e Abu Keshek seguem sequestrados. Israel os acusa de “envolvimento com terrorismo”. Leia nota na íntegra: Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel. Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta. Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições. Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Comboio Nuestra América chega a Cuba com toneladas de ajuda humanitária

Embarcações levam remédios e insumos para a ilha após recrudescimento de bloqueio Norberto Liberatôr; colaborou Aline Recalcatti comboio/flotilha Nuestra América, que tem levado ajuda humanitária a Cuba, começou a chegar ao país caribenho na quarta-feira, 18 de março. Só da delegação brasileira, são mais de 20 toneladas de insumos médicos e outras doações. O grupo de solidariedade tem arrecadado fundos para doar mantimentos a Cuba. A ilha socialista tem passado por racionamentos desde que Donald Trump ampliou o bloqueio econômico, ao anunciar um tarifaço contra países que mantenham relações com o país. As doações têm sido realizadas através de algumas plataformas, como o site da Internacional Progressista e são enviadas para a Flotilha Nuestra América, composta por embarcações que levam ajuda humanitária essencial (remédios, alimentos e suprimentos). Anteriormente, a iniciativa foi censurada por plataformas britânicas de doações. Os sites Crowdfunding UK e JustGiving fecharam campanhas de financiamento coletivo que visavam arrecadações para a ilha, assolada por racionamentos Antes da flotilha, houve arrecadações iniciadas durante o evento de 60 anos da Tricontinental (1966), ocorrido em fevereiro. Participaram acadêmicos e militantes de diversos países. Os membros da Tricontinental se uniram posteriormente à iniciativa da Nuestra América Convoy. Durante o evento, Havana estava recebendo os restos dos 32 militares cubanos que morreram no ataque à Venezuela no dia 3 de janeiro – o mesmo que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. O evento foi, assim, um espaço de mobilização política anti-imperialista. Um grupo, que depois se denominou Solidariedade Tricontinental, que havia se reunido em maioria no Hostel Red em Vedado, seguiu o contato e a busca de um envolvimento direto nos movimentos de solidariedade a Cuba. As iniciativas estavam se intensificando pelo bloqueio criminoso dos Estados Unidos. Foi decidido, entre o grupo, contactar a organizadora do evento Paar Kumaraswami para se comunicar com os demais participantes que atenderam o evento, muitos da Europa e Estados Unidos, e arrecadar dinheiro para doações a Cuba. A pesquisadora e militante brasileira Aline Recalcatti, que integra a missão, explicou como ocorreu o bloqueio da arrecadação e a atual situação das doações. De acordo com Aline: Paar criou uma página no site JustGiving censurando o nome de Cuba no dia 13 de fevereiro de 2026. O objetivo era 20 mil libras que iriam ser divididas em doações 50% para a Flotilha Nuestra America e 50% iria para o Oriente da ilha, a parte em situação mais crítica. Até o dia 16 de fevereiro havíamos já arrecadado 19% do valor, quase 4 mil libras. Mas no dia 17 o site foi bloqueado, fecharam nossa plataforma de pagamento e não foi mais possível fazer doações. A boa notícia é que site assegurou que ainda dará o valor arrecadado até então. Foi decidido que esse dinheiro irá exclusivamente para o Oriente, pois a maioria das mercadorias chegam no Porto de Mariel, em Havana. Fomos impedidos de alcançar o objetivo total da ajuda. Porém, seguimos divulgando outros meios, como diretamente à Flotilha; ou a outros contatos da Tricontinental. Foi conseguido recuperar, com o site, 5000 libras que já haviam sido arrecadadas, no qual foi decidido que seriam mandadas todos para o Oriente, devido à sua situação urgente. Instagram Twitter Youtube Tiktok