Comboio Nuestra América chega a Cuba com toneladas de ajuda humanitária

Embarcações levam remédios e insumos para a ilha após recrudescimento de bloqueio Norberto Liberatôr; colaborou Aline Recalcatti comboio/flotilha Nuestra América, que tem levado ajuda humanitária a Cuba, começou a chegar ao país caribenho na quarta-feira, 18 de março. Só da delegação brasileira, são mais de 20 toneladas de insumos médicos e outras doações. O grupo de solidariedade tem arrecadado fundos para doar mantimentos a Cuba. A ilha socialista tem passado por racionamentos desde que Donald Trump ampliou o bloqueio econômico, ao anunciar um tarifaço contra países que mantenham relações com o país. As doações têm sido realizadas através de algumas plataformas, como o site da Internacional Progressista e são enviadas para a Flotilha Nuestra América, composta por embarcações que levam ajuda humanitária essencial (remédios, alimentos e suprimentos). Anteriormente, a iniciativa foi censurada por plataformas britânicas de doações. Os sites Crowdfunding UK e JustGiving fecharam campanhas de financiamento coletivo que visavam arrecadações para a ilha, assolada por racionamentos Antes da flotilha, houve arrecadações iniciadas durante o evento de 60 anos da Tricontinental (1966), ocorrido em fevereiro. Participaram acadêmicos e militantes de diversos países. Os membros da Tricontinental se uniram posteriormente à iniciativa da Nuestra América Convoy. Durante o evento, Havana estava recebendo os restos dos 32 militares cubanos que morreram no ataque à Venezuela no dia 3 de janeiro – o mesmo que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. O evento foi, assim, um espaço de mobilização política anti-imperialista. Um grupo, que depois se denominou Solidariedade Tricontinental, que havia se reunido em maioria no Hostel Red em Vedado, seguiu o contato e a busca de um envolvimento direto nos movimentos de solidariedade a Cuba. As iniciativas estavam se intensificando pelo bloqueio criminoso dos Estados Unidos. Foi decidido, entre o grupo, contactar a organizadora do evento Paar Kumaraswami para se comunicar com os demais participantes que atenderam o evento, muitos da Europa e Estados Unidos, e arrecadar dinheiro para doações a Cuba. A pesquisadora e militante brasileira Aline Recalcatti, que integra a missão, explicou como ocorreu o bloqueio da arrecadação e a atual situação das doações. De acordo com Aline: Paar criou uma página no site JustGiving censurando o nome de Cuba no dia 13 de fevereiro de 2026. O objetivo era 20 mil libras que iriam ser divididas em doações 50% para a Flotilha Nuestra America e 50% iria para o Oriente da ilha, a parte em situação mais crítica. Até o dia 16 de fevereiro havíamos já arrecadado 19% do valor, quase 4 mil libras. Mas no dia 17 o site foi bloqueado, fecharam nossa plataforma de pagamento e não foi mais possível fazer doações. A boa notícia é que site assegurou que ainda dará o valor arrecadado até então. Foi decidido que esse dinheiro irá exclusivamente para o Oriente, pois a maioria das mercadorias chegam no Porto de Mariel, em Havana. Fomos impedidos de alcançar o objetivo total da ajuda. Porém, seguimos divulgando outros meios, como diretamente à Flotilha; ou a outros contatos da Tricontinental. Foi conseguido recuperar, com o site, 5000 libras que já haviam sido arrecadadas, no qual foi decidido que seriam mandadas todos para o Oriente, devido à sua situação urgente. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Editorial: Cuba vencerá (outra vez)

Agressões à ilha socialista não são novidade e resistência ao imperialismo se tornou fator cultural entre a população Arte: Norberto Liberatôr Mais uma vez, Cuba se vê diante da agressão imperialista que pretende sufocar a ilha socialista. No entanto, resistir a tais investidas não é uma tarefa nova para o povo cubano e seu Estado, erguido a partir da revolta popular em favor dos mais desassistidos. A iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países que negociem com Cuba, é mais uma das tentativas de sabotagem que se alastram por décadas. O questionamento é inevitável: se Cuba é um fracasso e o socialismo não deu certo, por que é necessário tanto esforço para tentar desestabilizar o pequeno país? O imperialismo não suporta que o povo cubano permaneça de pé e que se levante a cada dificuldade, mantendo um sistema de saúde pública que causa inveja a qualquer cidadão estadunidense que não pertença à elite financeira. Que Cuba siga espalhando médicos por todo o mundo, encantando o planeta com sua música e literatura, produzindo o melhor rum e os melhores charutos da Terra, além de formar atletas de ponta e cidadãos de senso crítico, conscientes de que suas dificuldades não provêm da economia planificada e sim daqueles que tentam atacá-la. Cuba vencerá mais uma vez. Como venceu o colonialismo espanhol, a tentativa de golpe e invasão na Baía dos Porcos, o embargo econômico criminoso que se mantém por décadas e tantas outras agressões. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Venezuela: enfrentar o avanço da agressão imperialista

Ataques dos Estados Unidos à soberania venezuelana e ameaças de invasão devem ser repudiadas por todo o chamado Sul global Por Norberto Liberator Señores imperialistas, ¡no les tenemos absolutamente ningún miedo! Que o chamado sul global se una em repúdio à ofensiva imperialista na Venezuela e em solidariedade ao povo venezuelano, o maior ameaçado neste momento. Instagram Twitter Youtube Tiktok