20 anos da morte de Leonel Brizola

Político gaúcho foi uma das principais lideranças de esquerda da América Latina Nesta sexta-feira, 21 de junho, completam-se 20 anos da morte de Leonel Brizola. O político gaúcho foi uma das mais importantes lideranças da esquerda latino-americana, tendo governado dois estados brasileiros (RS e RJ), implementando políticas como reforma agrária e campanhas contra o analfabetismo. Notabilizou-se também por liderar a Rede da Legalidade, que garantiu a posse de João Goulart em 1961, e a resistência ao golpe militar-empresarial de 1964. No governo do Rio, teve embates históricos com o grupo Globo, chegando a conseguir um direito de resposta em pleno Jornal Nacional. Defensor incondicional dos povos oprimidos, foi responsável por uma debandada da delegação sionista na Internacional Socialista, ao fazer um forte discurso contra o regime de agressão israelense. 20 anos após sua morte, Brizola segue sendo uma referência para aqueles que buscam uma sociedade mais justa e a autodeterminação dos povos. Instagram Twitter Youtube Tiktok
México: continuidade e desafios

Vitória de Claudia Sheinbaum e maioria no Congresso consolidam projeto de López Obrador, mas há políticas que precisam ser revistas Por Norberto Liberator Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Instagram Twitter Youtube Tiktok
A goleada de Riquelme contra o neoliberalismo

Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes.
Rebeldes na Casa de Nariño

Economista que atuou em guerrilha e advogada ligada à causa ambiental formam primeiro governo de esquerda na Colômbia Por Norberto Liberator Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente e artes. Autor da graphic novel “Diasporados”. Twitter Youtube Facebook Instagram
Em meio a tensões políticas, Chile decide novo presidente

Segundo turno coloca, frente a frente, jovem socialista e candidato de extrema direita ligado a Pinochet Por Norberto Liberator e Guilherme Correia O Chile decide, neste domingo (19), qual rumo deve tomar nos próximos quatro anos. O país sul-americano, que enterrou neste ano a Constituição elaborada pelo governo do ex-ditador Augusto Pinochet, vive um segundo turno acirrado entre José Antonio Kast, do Partido Republicano (extrema direita) e Gabriel Boric, da Convergência Social (esquerda). Herdeiro de um clã de origem alemã que atuou ativamente na ditadura pinochetista, Kast é deputado federal e se apresenta como “Bolsonaro chileno”. Seu pai, Michael Kast, foi filiado ao Partido Nazista, conforme revelou a agência de notícias Associated Press. Seu irmão, Miguel Kast, foi presidente do Banco Central chileno durante o governo Pinochet. O candidato se apresenta como defensor “da família” e mira em pautas conservadoras, além de atacar imigrantes, sobretudo haitianos e venezuelanos, a quem atribui suposto aumento da criminalidade no Chile. Tem apoio do presidente Sebastián Piñera, cuja truculência contra manifestações em 2019 culminou na nova Constituinte. Gabriel Boric, candidato pela Frente Ampla, que reúne partidos de esquerda, é uma jovem promessa da política chilena (tem apenas 35 anos) e também é deputado. Iniciou sua militância no movimento estudantil. Em busca de uma aliança de esquerda, aglutinou em torno de sua candidatura mais de 10 partidos e movimentos sociais, na coligação Apruebo Dignidad (“eu aprovo a dignidade”), consolidada com a entrada do Partido Comunista, uma das principais e mais tradicionais forças políticas entre a classe trabalhadora chilena. Na segunda etapa, Boric conta com apoio de artistas e intelectuais, como Pedro Pascal, Mon Laferte e a ex-presidenta Michelle Bachelet, hoje alta comissária de Direitos Humanos da ONU. No primeiro turno, Kast teve dois pontos de vantagem contra Boric. O candidato da extrema direita somou 27,91% dos votos, contra 25,83% do socialista. As pesquisas para a segunda volta variam, tendo se iniciado com vantagem de Boric, mas aos poucos apontando proximidade e, em alguns casos, vitória do neofascista.
