Flávio Bolsonaro é investigado por superfaturamento na compra de vacinas durante encontros com empresários e prostitutas
Por Norberto Liberator
Em julho de 2020, o Brasil e o mundo viviam o auge da pandemia de Covid-19. Lockdown, isolamento, máscaras e álcool em gel eram termos comuns no dia a dia. Enquanto isso, lobistas da empresa farmacêutica Covaxin se encontraram, em uma lancha, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e garotas de programa.
De acordo com documentos obtidos pela revista Piauí, o passeio foi bancado por Danilo Trento e Francisco Maximiliano, da Precisa Medicamentos, empresa atravessadora da Covaxin. Dentre as marcas que ofereciam vacina para o governo brasileiro à época, a Covaxin era a que cobrava mais caro.
Enquanto a AstraZeneca pedia R$18 e a Pfizer queria R$56,30 por dose, a Covaxin previu o pagamento de R$80. O relatório da CPI da Covid, apresentado em outubro de 2021, pediu o indiciamento de Flávio Bolsonaro por negociar o superfaturamento de vacinas.
Conforme apurado pela revista, Trento tirou um relógio Rolex de seu pulso e deu a Flávio Bolsonaro durante o supracitado rolê da lancha. Junto a Flávio, estava o ex-sócio Alexandre Santini, que já havia bancado encontros do senador com garotas de programa, de acordo com arquivos obtidos pelo PlatôBR.


