Jean fecha semestre como campeão em projetos na Câmara

Vereador apresentou 65 projetos na Câmara Municipal de Campo Grande Norberto LiberatorFoto: Danilo Gonçalves O vereador Jean Ferreira (PT) foi o que mais apresentou projetos de lei durante o primeiro semestre de 2025 na Câmara Municipal de Campo Grande. Ao todo, foram 65 PLs apresentados. Até o momento, seis projetos de autoria ou com coautoria de Jean foram aprovados e se tornaram leis municipais. Além disso, Jean conseguiu aprovar 36 emendas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define os investimentos do município para 2026. Os projetos aprovados são das áreas de direitos humanos, atenção à saúde, meio ambiente e inclusão. Um dos destaques é a emenda que prevê a divulgação de listas atualizadas dos medicamentos e insumos ofertados pelo programa Farmácia Popular, nas unidades de saúde de Campo Grande. A emenda foi incluída na lei que institui o Programa Municipal de Transparência na Assistência Farmacêutica, de autoria do vereador Marquinhos Trad (PDT). O projeto original previa transparência na divulgação, através do site da Prefeitura, do estoque de medicamentos disponíveis na rede municipal com atualização diária. Jean também é autor da lei que institui o Programa Municipal de Combate à Ludopatia, ou seja, ao vício em apostas e jogos de azar. Conhecida popularmente como “Lei anti-bets”, a nova legislação prevê campanhas de conscientização para alertar sobre os malefícios que a prática pode causar. Outra lei que conta com a coautoria de Jean é a que institui o programa Banho Solidário em Campo Grande. O projeto, em parceria com o vereador Landmark Rios (PT), prevê a instalação de chuveiros fixos e itinerantes, com a devida privacidade, para o uso por pessoas em situação de rua. Também foi aprovado o projeto que cria auxílio para famílias de crianças atípicas na compra de medicamentos, fraldas e alimentos especiais, em coautoria com os vereadores Marquinhos Trad (PDT), Júnior Coringa (MDB) e Ronilço Guerreiro (Podemos). De iniciativa da vereadora Luiza Ribeiro (PT), o projeto inicialmente foi vetado pela prefeita Adriane Lopes (PP), mas a Câmara derrubou o veto por unanimidade. Foram instituídas, ainda, as leis que criam duas medalhas para valorização de parte considerável da população campo-grandense: a Medalha Papa Francisco, que distingue líderes religiosos de destaque no município; e a Medalha Alanys Matheusa, que homenageia pessoas LGBTQIA+ de relevância por seu trabalho ou pela dedicação à causa. LDO Ao todo, foram 36 emendas de autoria de Jean Ferreira incluídas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ou seja, indicações para o orçamento municipal de 2026. O vereador apresentou 41 emendas, com 87,8% de aprovação nas propostas apresentadas. Entre as emendas de Jean aprovadas na LDO, está a criação da Casa de Acolhimento LGBTQIA+, que prevê um espaço para pessoas que sofrem violência devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero. “O esforço para viabilizar a Casa é uma das nossas prioridades, já que Campo Grande tem um alto número de agressão contra essa parcela da população que precisa de dignidade”, destaca Jean. O resguardo de orçamento específico para a área do meio ambiente também é uma emenda de iniciativa de Jean Ferreira. O vereador aponta que a pauta deve ser prioritária, portanto precisa de atenção própria na política orçamentária da Prefeitura. “Essa aplicação deve ser realizada tanto em políticas de prevenção quanto de contenção de danos, como incêndios e enchentes, por exemplo. E para isso, é preciso haver recursos”, explica o parlamentar. Foi aprovada, também, a emenda que estabelece incentivos fiscais para empresas que disponibilizarem o cartão Vale-Cultura a seus funcionários, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico e Social (Prodes). “Essa medida não só promove o acesso a atividades culturais para a população, como também fortalece o setor cultural local”, destaca Jean. O vereador também conseguiu que fossem aprovadas suas emendas para investimento na melhoria da infraestrutura cicloviária, interligação modal, preservação de recursos hídricos, ampliação da cobertura vegetal em bairros periféricos, revitalização do centro, construção do sambódromo e fortalecimento da Liga de Escolas de Samba de Campo Grande (Lienca). Instagram Twitter Youtube Tiktok
De Jair para Jair

“Chega de mimimi” Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok
PGR pede prisão de Bolsonaro

Ex-presidente é acusado de tentativa de golpe, abolição violenta do Estado democrático de Direito e outros crimes Vitória Regina (texto) e Norberto Liberator (arte) A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (14), um pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, aponta crimes como tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de patrimônio público tombado. A ação penal também envolve outras figuras do núcleo político e militar ligado ao bolsonarismo, como Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos são acusados de integrar um projeto que tentou romper com a ordem constitucional, utilizando-se de mecanismos institucionais e militares para sustentar um plano de poder autoritário. A PGR também solicitou a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados. Com a manifestação da PGR, a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no caso, terá 15 dias para apresentar resposta. Em seguida, os demais réus do chamado “núcleo crucial” também terão o mesmo prazo para enviar suas alegações finais ao STF. O julgamento se insere em um contexto mais amplo de disputa institucional sobre os rumos da democracia no país. Instagram Twitter Youtube Tiktok
A impulsionar a grande roda da história

Bruno Lira dedicou vida a uma causa e deixa legado de luta Texto: Norberto LiberatorArte: Yuirê Campos “Perdemos o melhor de nós”. Esta frase ficou em minha mente, como se soprada por uma voz externa, após a notícia de que o quadro de Bruno Lira Rodrigues, que tratava um câncer, era irreversível. Militante, assessor parlamentar, publicitário, estudante, atleta, músico, pai. As funções de Bruno eram múltiplas. Esta é a primeira vez que escrevo a partir de experiências pessoais para a Badaró, que a esta altura está em seus quase seis anos de existência. Conheci Bruno – também chamado de Lira – durante a graduação, quando estudava Jornalismo e ele, Ciências Sociais. Provavelmente em 2016 ou 2017. Tínhamos em comum o gosto pelo punk rock e heavy metal, pela moda de viola e pela política. Dividia o tempo de estudo com a função de gerente da Chilli Beans. Uma das primeiras pessoas a saber sobre o projeto de criação de uma revista inovadora e politicamente de esquerda em Campo Grande. “Eu já conhecia a Badaró antes de ela existir”, diria posteriormente. “O poeta está vivo com seus moinhos de vento, a impulsionar a grande roda da história”, diz a canção do Barão Vermelho dedicada a Cazuza. Bruno impulsionou o ciclo histórico sendo um homem de ação. Um dos fundadores e primeiro presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Joaquim Murtinho, maior colégio público campo-grandense; fundou também o Centro de Treinamento Thai 67. Participou da ocupação do Bloco VI da UFMS, em 2019, que rendeu processos da própria universidade contra estudantes. Na comunicação, sua atuação enquanto publicitário não se deu por título acadêmico, mas pela prática. Foi um dos fundadores da Agência Prosa e, entre muitas coisas, marketeiro das campanhas de Jean Ferreira. A primeira, para deputado estadual em 2022; a segunda, a corrida vitoriosa para vereador por Campo Grande, em 2024. Arte: Yuirê Campos Foi no contexto do marketing político que nos reaproximamos. Bruno indicou meu nome para assumir a assessoria de imprensa do mandato recém-eleito. A convivência com a burocracia de uma casa legislativa era algo novo para nós. O gabinete do vereador Jean Ferreira, com um bando de jovens vestindo calças cargo ou sarja, destoava dos demais desde a estética. Bruno não aderiu ao paletó e continuou indo à Câmara trajado em camisetas pretas, com estampas de bandas ou frases políticas. Em uma demonstração de sensibilidade por parte da família, Bruno foi enterrado com a camiseta do álbum “Kill’Em All”, do Metallica. Mas apenas seu corpo físico, pois sua contribuição para um mundo melhor permanece, seja nas memórias, seja no legado que construiu. Bruno Lira era essencialmente político, portanto desrespeitoso seria que sua morte não fosse politizada. Não é o que ele gostaria. A luta foi um elemento importante de sua vida, em muitos aspectos: na política; no jiu-jitsu e muay thai; como pai atípico do pequeno Noah e na luta pela sobrevivência após a identificação de um câncer. As pessoas morrem, mas suas ações ficam. O que Bruno deixou mostra que sua existência não foi uma mera passagem. Como diz a música já citada: “Amanheceu o pensamento que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento”. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Casos mais graves que o de Glauber nunca foram punidos na Câmara

Processo de cassação de Glauber Braga evidencia seletividade ao tratar de casos de agressão e quebra de decoro Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok