Franklin cobra Riedel por obra de 2 milhões em Dourados

Parlamentar já havia encaminhado um requerimento ao órgão responsável, mas não obteve resposta O vereador Franklin (PT), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Dourados, voltou a cobrar agilidade da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e do Governo do Estado para o início da construção do CEU – Centro de Artes e Esportes Unificados no município. Em agosto de 2025, o parlamentar já havia encaminhado um requerimento de informações à Agesul, responsável pela execução da obra, mas não obteve resposta. Diante da falta de posicionamento e da demora de mais de dois anos desde a aprovação do recurso, Franklin intensificou as cobranças públicas. Processo de licitação Segundo o vereador, que vem acompanhando o portal de licitações do Estado, o edital para contratação da empresa responsável pela obra foi publicado no Diário Oficial em 13 de fevereiro, com abertura das propostas prevista para 9 de março. No entanto, após um mês sem movimentações, Franklin enviou um novo ofício à Agesul no dia 14 de abril. No dia seguinte (15), foi publicada a reabertura da sessão de julgamento das propostas no Diário Oficial do estado. “A contemplação do município para receber a obra foi publicada em 7 de março de 2024. Ou seja, já se passaram mais de dois anos. É inadmissível que o Governo do Estado demore todo esse tempo para executar um recurso que já está disponível e, além disso, o Ministério da Cultura disponibilizou todos os projetos estruturais”, criticou. O vereador também informou que, no dia 27 de abril, houve nova sessão de análise das empresas participantes. A expectativa, segundo ele, é de que nos próximos dias haja novidades, com a definição da empresa responsável pela execução da obra. “Quem sabe ainda em maio tenhamos essa confirmação”, afirmou. Praça do Cinquentenário Em visita à Praça do Cinquentenário, local onde o CEU da Cultura será construído, Franklin denunciou o estado de abandono do espaço público. Para ele, a área tem grande potencial para atender a população com atividades de arte, cultura e esporte, mas precisa de revitalização e vigilância permanente. O parlamentar avalia que a implantação do CEU pode contribuir para reativar o local e, por isso, reforçou a cobrança ao governador Eduardo Riedel para que não haja novos atrasos. Projeto e investimento A iniciativa integra o Novo PAC Seleções, do Governo Federal, que destinou R$ 2.043.169,94 para a implantação do CEU da Cultura em Dourados. O modelo adota projetos arquitetônicos padronizados para agilizar as etapas de licitação e execução. Os CEUs da Cultura são equipamentos públicos multifuncionais, voltados ao uso comunitário, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica. Os espaços reúnem atividades de arte, educação, esporte, qualificação profissional e geração de renda, ampliando o acesso à cultura e à cidadania. O programa faz parte da política Territórios da Cultura e é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com a meta de construir 300 unidades em todo o país até 2026. Além de Dourados, outros três municípios de Mato Grosso do Sul: Amambai, Campo Grande e Naviraí foram contemplados em março de 2024. Até o momento, as obras ainda não foram iniciadas nessas cidades. Para Franklin, esses projetos simbolizam a retomada dos investimentos federais para a cultura. Ele destaca que o Governo Lula tem sido protagonista no financiamento da cultura por todo o Brasil e cobra que Governo Estadual e Municipal precisam fazer sua parte e dar mais atenção ao setor cultural. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Gleice Jane critica lei transfóbica e defende manifestantes em Campo Grande

Deputada classifica medida como inconstitucional e um retrocesso em direitos fundamentais Da redação Foto: Assessoria A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) se posicionou contra a lei aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos, classificando a medida como inconstitucional e um retrocesso em direitos fundamentais. A manifestação ocorre após sessão realizada nesta terça-feira (28), marcada por protestos de movimentos sociais no plenário da Casa. Os manifestantes criticaram tanto a legislação sobre o uso de banheiros quanto propostas relacionadas à pauta fundiária. Para a parlamentar, a proibição fere princípios garantidos pela Constituição Federal, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade e a não discriminação. “Não é possível que o poder público utilize a lei para excluir e expor ainda mais uma população que já vive em situação de vulnerabilidade. Essa medida não se sustenta juridicamente”, afirma. Gleice Jane também destacou que a manifestação realizada na Câmara é legítima e faz parte do processo democrático. “Quando direitos são ameaçados, a sociedade se mobiliza. O que vimos foi o exercício legítimo da democracia”, pontua. Em relação às propostas que envolvem o debate sobre terra e movimentos sociais, a deputada afirma que iniciativas que tentam deslegitimar essas organizações ignoram a complexidade histórica da questão fundiária no Brasil. “Não se resolve um problema estrutural com medidas simbólicas ou de enfrentamento ideológico. É preciso diálogo, política pública e respeito à função social da terra”, diz. A parlamentar reforça que o papel do poder público deve ser o de garantir direitos e promover soluções, e não aprofundar desigualdades. “O caminho não é restringir direitos, mas ampliá-los. O Estado precisa estar comprometido com a Constituição e com a dignidade de todas as pessoas”, conclui. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Após cobranças de Franklin, Prefeitura reforça coleta de lixo em aldeias de Dourados

Foram contratadas empresas para atar em áreas consideradas críticas Da redação A Prefeitura de Dourados oficializou, na última sexta-feira, dia 17, a contratação emergencial de empresas para reforçar os serviços de limpeza urbana nas aldeias indígenas do município. A medida ocorre após cobranças públicas do vereador Franklin, que vinha alertando sobre a grave situação de acúmulo de lixo e o avanço de doenças como dengue e chikungunya na região. A contratação foi realizada por meio de dispensa de licitação, nº 013/2026, com base na Lei Federal nº 14.133/2021, e prevê a atuação de empresas especializadas em áreas consideradas críticas, especialmente na Reserva Indígena de Dourados, onde já foram identificados milhares de focos do mosquito transmissor e há registro de mortes. Ao todo, foram contratadas duas empresas para a execução dos serviços: a Financial Construtora Industrial Ltda, com valor de R$ 188.640,00; e a Litucera Limpeza e Engenharia Ltda, com valor de R$ 737.706,33. O investimento total ultrapassa R$ 926 mil e será destinado a ações emergenciais de coleta de lixo e limpeza urbana, com foco no combate às arboviroses, como a chikungunya. Mutirão após pressão e agravamento do cenário Na segunda-feira, dia 20, mesmo durante o ponto facultativo do feriado de Tiradentes, a Prefeitura iniciou um mutirão de limpeza na Reserva Indígena, com atuação concentrada inicialmente na Aldeia Bororó. A força-tarefa reúne equipes da Defesa Civil, estadual e municipal, Semsur, Secretaria Municipal de Saúde, CCZ, Dsei e Sesai, com apoio logístico das empresas contratadas para acelerar a retirada de resíduos sólidos. As ações ocorrem em meio a um cenário crítico. Dourados já soma mais de 5 mil casos prováveis de chikungunya, com mais de 2 mil confirmações e ao menos oito mortes registradas. Diante da situação, o município teve o estado de emergência reconhecido pelo Governo Federal, com liberação de aproximadamente R$ 974 mil para ações de enfrentamento à epidemia. Pelo período inicial de 15 dias, as equipes atuam com reforço de caminhões e maquinário pesado para retirada de entulhos nas aldeias Bororó e Jaguapiru, além de frentes simultâneas em bairros da área urbana, como o Jardim Colibri. Dados da própria administração indicam que, desde o início de março, mais de 1.100 toneladas de resíduos já foram recolhidas no município. Nos últimos dias, Franklin vinha denunciando a situação enfrentada pelas comunidades indígenas, destacando o acúmulo de resíduos em locais sensíveis, como escolas, e cobrando um mutirão emergencial por parte do poder público. Um dos pontos levantados foi a presença de tonéis de lixo acumulado na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, onde funciona um espaço de atendimento à população no enfrentamento à doença. Após as cobranças, os tonéis que estavam posicionados próximos à quadra de esportes, área onde foi montado um ambulatório, foram retirados. Segundo o vereador, os recipientes permaneciam no local há anos, sem que a unidade escolar tivesse condições de resolver a situação. “Montaram o ambulatório de atendimento na quadra e tinha quatro tonéis da minha altura cheios de lixo ao redor de onde as pessoas estavam sendo atendidas”, afirmou. “Não dá pra tratar isso só com orientação. A coleta de lixo é responsabilidade da Prefeitura e precisa acontecer com urgência”, afirmou o vereador em publicação recente. Crise expõe falhas estruturais A situação nas aldeias de Dourados evidencia a necessidade de atuação contínua entre população e poder público. Enquanto os moradores são orientados a eliminar possíveis criadouros, cabe ao município garantir condições adequadas de limpeza e coleta regular de resíduos, o que, segundo relatos, não vinha ocorrendo de forma satisfatória. A resposta emergencial, iniciada apenas após cobranças públicas e com o cenário já agravado, reforça a dimensão do problema enfrentado pelas comunidades indígenas. O vereador Franklin afirma que seguirá acompanhando de perto a execução dos serviços e cobrando continuidade nas ações. “Estamos falando de uma crise de saúde pública. Não basta uma resposta pontual, é preciso garantir regularidade, eficiência e respeito com quem vive nas aldeias”, destacou. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Justiça condena autor de ameaças LGBTfóbicas contra Franklin após 3 anos

Acredita-se que a postagem foi compartilhada em grupos específicos com a intenção de direcionar discurso de ódio Da redação O vereador de Dourados, Franklin Schmalz (PT), anunciou na última segunda-feira (13), durante sessão da Câmara Municipal, que recebeu intimação com a decisão pela condenação de um indivíduo que o ofendeu com comentários em rede social durante as eleições de 2022. No contexto da disputa política daquele ano, em que Franklin foi candidato a deputado federal, uma publicação em seu perfil no Instagram recebeu uma enxurrada de comentários e críticas. No post, o então candidato pelo PSOL criticava o modelo de exploração do agronegócio latifundiário e defendia maior presença de pessoas LGBTs na política. Devido ao alto número de compartilhamentos e comentários (quase mil), acredita-se que a postagem foi compartilhada em grupos específicos com a intenção de direcionar discurso de ódio. O contexto de acirramento da disputa nacional alimentou ainda mais as manifestações, pois muitas vieram de apoiadores do então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro. Para Franklin, como afirmou à época, o problema não foram as críticas ao seu posicionamento político, mas os ataques ofensivos e preconceituosos que passou a receber em razão de sua orientação sexual. Ele registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e apresentou denúncia ao Ministério Público Estadual por injúria, incitação à violência, ameaça e LGBTfobia (crime de ódio). Naquela eleição, Franklin era o único candidato à Câmara dos Deputados de Mato Grosso do Sul assumidamente homossexual. Após os procedimentos de investigação conduzidos pelos órgãos competentes, apenas um dos autores dos comentários foi identificado. O Ministério Público, então, apresentou denúncia. Em março de 2026, já atuando como vereador, Franklin foi intimado a comparecer à audiência e, ontem (13 de abril), recebeu nova intimação durante a sessão da Câmara, quando tomou conhecimento do desfecho. Franklin foi o segundo mais votado na eleição de 2024 e o primeiro homossexual assumido a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Dourados. Ele repercutiu o caso na tribuna: “Eu não comemoro essa condenação, porque acredito que precisamos avançar muito em educação e conscientização. Mas a Justiça foi feita”. O parlamentar destacou que sua atuação política está diretamente ligada à representatividade de grupos historicamente marginalizados e reforçou que ataques motivados por preconceito não podem ser normalizados. “Eu quero que as pessoas me julguem pelo meu trabalho, pela minha ética e pelo meu compromisso público, não pela minha orientação sexual”, disse. Franklin também ressaltou que sua trajetória é fruto da luta coletiva da população LGBTQIA+. “Se estou aqui hoje, é pela luta das pessoas que vieram antes de mim e muitas pessoas LGBTs já morreram por causa desse preconceito”, completou. O caso chama atenção para a importância de denunciar crimes de ódio, inclusive no ambiente digital. Especialistas reforçam que o anonimato na internet não impede a identificação e responsabilização de autores de violência. Como denunciar Vítimas ou testemunhas de LGBTfobia podem recorrer aos seguintes canais: Disque 100 (Direitos Humanos – atendimento 24h e gratuito) Polícia Militar (190), em situações de emergência Delegacia Civil ou Delegacia Virtual O registro de ocorrência é fundamental para que os órgãos competentes possam investigar e punir os responsáveis. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Zé Carioca comemora 20 anos de rock com festival que une gerações

Evento também conta com exibição de documentários sobre cena local Da redação Há exatos 20 anos, o que hoje é o tradicional Bar do Zé Carioca (antigo Bar do Carioca) recebia o primeiro evento underground organizado por uma turma que se recusava a ver a cena local silenciada. Duas décadas depois, o espaço na rua General Melo segue de pé, vivo e mais barulhento do que nunca. O aniversário será comemorado neste sábado (11 de abril), com uma programação que mistura música autoral, cinema independente e ocupação cultural. A noite musical começa a partir das 18h e reúne um recorte potente da produção atual do rock campo-grandense. Entre as atrações confirmadas está a banda Dor de Ouvido (DxDxOx), veterana do hardcore/grindcore local que retorna ao palco para marcar a data histórica. Completam o line-up as bandas Wedding Vows, Mystical Perversion, Burning Universe e Os Alquimistas. O repertório passeia por diferentes vertentes do rock e do underground, prometendo uma experiência intensa e diversa para quem curte som autoral e distorção de verdade. Antes e durante a programação musical, a calçada do bar se transforma em sala de cinema a céu aberto. Em parceria com a TransCine – Cinema em Trânsito, a Casa Holandês Voador apresenta uma sessão especial com dois documentários que atravessam a música e a memória de Mato Grosso do Sul. O primeiro é CenAlternativa: MS Geração 20, que mergulha na nova cena musical autoral pós-pandemia, revelando artistas, desafios e caminhos da produção contemporânea no estado. O segundo, Barulho do Mato, resgata a história da cena heavy metal das décadas de 80 e 90 em Campo Grande, destacando a resistência e a força do underground sul-mato-grossense.“Chega junto, traz a cadeira e soma com a gente”, convida a organização. O underground, como sempre, não vive de patrocínio: sobrevive de teimosia, amizade e muito barulho. Vinte anos depois, o recado é claro: “Ainda estamos aqui, mais velhos e mais barulhentos”. Serviço 20 Anos de Barulho no ZéData: 11 de abril (sábado)Horário: A partir das 18h (pontualmente)Local: Bar do Zé Carioca – Rua General Melo, 91Centro, Campo Grande (MS) Entrada: R$ 15 A nova edição impressa da Badaró já está disponível. Adquira a sua! Instagram Twitter Youtube Tiktok