Gleice Jane quer impedir parcerias de entidades misóginas com o poder público

Para Gleice Jane, a medida responde a um cenário de ampliação da violência de gênero, inclusive em ambientes virtuais Da redação A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) protocolou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um projeto de lei que altera regras para concessão de utilidade pública no Estado. A proposta impede que entidades que promovam misoginia, discriminação ou violência de gênero recebam reconhecimento institucional. A iniciativa modifica a Lei nº 3.498/2008, que estabelece critérios para o título de utilidade pública. Pela nova redação, organizações que incentivem ou legitimem práticas misóginas, inclusive associadas a grupos como a chamada “machosfera” ou movimentos “red pill”, ficam impedidas de obter o status, que hoje garante legitimidade institucional e amplia o acesso a parcerias com o poder público. Segundo a parlamentar, a proposta é simples do ponto de vista jurídico, mas relevante em seus efeitos. “É uma alteração objetiva em uma lei que já existe, mas que passa a deixar claro que o Estado não pode reconhecer como de utilidade pública entidades que promovem ódio, desigualdade e violência contra mulheres”, afirmou. O texto detalha condutas vedadas, como a promoção de misoginia, a banalização da violência de gênero, o assédio e ataques direcionados a mulheres, além da disseminação de discursos que reforcem hierarquias entre homens e mulheres. Também inclui a atuação em ambientes digitais como critério de análise, diante do crescimento de redes organizadas de desinformação e violência simbólica. Para Gleice Jane, a medida responde a um cenário de ampliação da violência de gênero, inclusive em ambientes virtuais. “Nos últimos anos, a gente tem visto o crescimento de comunidades que transformam frustrações em violência contra mulheres. O Estado precisa ser firme em não legitimar esse tipo de atuação”, disse. A apresentação do projeto ocorre no encerramento do mês das mulheres, mas, segundo a deputada, o enfrentamento à violência exige continuidade. “Março é simbólico, mas a luta não pode ser pontual. As políticas públicas precisam ser permanentes e estruturadas”, afirmou. Nesse contexto, Gleice também destaca a tramitação de outro projeto de sua autoria: o que cria o Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Meninas (FEVIMM). A proposta prevê a destinação de recursos para ações de prevenção, proteção e atendimento às vítimas em Mato Grosso do Sul. De acordo com a parlamentar, o fundo busca dar sustentação financeira às políticas públicas. “Mato Grosso do Sul está entre os estados com maiores índices de feminicídio. Não basta reconhecer o problema, é preciso garantir investimento contínuo para enfrentá-lo”, disse. Ao relacionar as duas propostas, Gleice Jane afirma que o combate à violência de gênero exige tanto regulação quanto investimento. “Para erradicarmos a violência contra mulheres, além de políticas educativas, precisamos de investimento. E é por isso que o fundo de enfrentamento à violência é imprescindível”, concluiu. Instagram Twitter Youtube Tiktok

SPU viabiliza mais de R$ 51 milhões e impulsiona desenvolvimento em Ponta Porã

Ao todo, os projetos envolvem uma área mínima somada de 144.278 m² e investimentos que ultrapassam R$ 51 milhões Da redação A Superintendência do Patrimônio da União (SPU) vem promovendo uma série de iniciativas estratégicas em Ponta Porã, consolidando o município como um polo de desenvolvimento urbano, tecnológico e social. As ações integram o programa Imóvel da Gente, do Governo Federal, que tem como objetivo dar função social a áreas da União, transformando espaços ociosos em oportunidades para a população. Ao todo, os projetos envolvem uma área mínima somada de 144.278 m² e investimentos que ultrapassam R$ 51 milhões, considerando a soma das destinações patrimoniais e investimentos federais em habitação, contemplando inovação, educação, desenvolvimento econômico e moradia. Entre os destaques está a destinação de uma área de 3.555 m², avaliada em mais de R$ 4 milhões, para a implantação do Parque Tecnológico Industrial de Ponta Porã (PTIn), iniciativa que deve impulsionar a inovação e atrair novos investimentos para a cidade. Outro projeto relevante é a área de mais de 33 mil m², com valor estimado superior a R$ 7 milhões, destinada à implantação de um Centro Tecnológico Educacional, reforçando o compromisso com a formação e qualificação profissional. Na área de desenvolvimento econômico, a SPU viabilizou um terreno de 27.723 m², avaliado em mais de R$ 12 milhões, para a construção do Mercado Municipal, espaço que deve fortalecer o comércio local e gerar emprego e renda. Já no campo da habitação, foram destinados 60 mil m² para a construção de 185 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Professora Elfrida Winckler, com investimento federal de R$ 24,18 milhões. Outro ponto importante é o trabalho de regularização dos moradores que ocupam a faixa da rede ferroviária. A ação depende da transferência da área pelo DNIT à SPU, prevista para junho de 2026, etapa fundamental para garantir segurança jurídica às famílias. Com esse conjunto de iniciativas, a SPU reforça seu papel estratégico no desenvolvimento regional, colocando o patrimônio da União a serviço da população e promovendo inclusão social com geração de oportunidades. Instagram Twitter Youtube Tiktok

“Não é reajuste, é perda”: Gleice Jane pressiona Riedel sobre abandono dos servidores

A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores Da redação Com o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ocupado por servidores públicos de diversas categorias, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez críticas contundentes à política salarial do governador Eduardo Riedel (PP), durante debate realizado nesta terça-feira (31). A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores, percentual que, segundo parlamentares da oposição e representantes sindicais, não repõe sequer a inflação e tem aprofundado a defasagem salarial. Para Gleice Jane, o índice não pode ser tratado como reajuste. “Não se trata de RGA. Trata-se de uma política de achatamento salarial dos servidores públicos, e isso nós não podemos aceitar”, afirmou na tribuna. A deputada também relacionou o descontentamento dos servidores ao não cumprimento de promessas feitas durante o período eleitoral. Segundo ela, compromissos como a equiparação salarial entre professores contratados e efetivos seguem sem avanço. “Os servidores já tomaram sua decisão, inclusive no processo eleitoral. E é justo. Foram muitas promessas. Eu me lembro de estar em sala de aula ouvindo essas promessas, e até hoje sequer começou uma política real de recuperação salarial”, disse. Gleice relembrou ainda medidas adotadas em gestões anteriores que impactaram diretamente a categoria, como a redução salarial de professores contratados em 2019 e a implementação do desconto de 14% sobre aposentadorias. “Teve professor que saiu de férias com um salário e voltou recebendo muito menos. Aposentados foram dormir com uma organização financeira e acordaram tendo que pagar 14% do próprio salário. E agora, mais uma vez, o trabalhador paga a conta”, afirmou. A parlamentar também criticou a política fiscal de Riedel, apontando contradições entre benefícios concedidos a empresas e o tratamento dado aos servidores.”Desconto e isenção fiscal para empresas tem de sobra. Enquanto isso, servidores enfrentam perdas salariais e trabalhadores são empurrados para condições precárias de vida”, disse. Como exemplo, citou visita recente ao município de Ribas do Rio Pardo, onde, segundo ela, a instalação de grandes empreendimentos têm provocado aumento no custo de vida e agravamento de problemas sociais. “Você vê trabalhadores vivendo em áreas precárias enquanto há estruturas empresariais vazias ao lado. É uma política que beneficia quem já tem muito, enquanto o povo perde dignidade”, afirmou. Outro ponto levantado pela deputada foi a falta de transparência na gestão estadual, especialmente em relação ao não atendimento de pedidos de informação sobre a aplicação de recursos públicos, o que, segundo ela, compromete o acompanhamento por parte da sociedade. Ao final, Gleice Jane avaliou que a mobilização dos servidores extrapola demandas pontuais de categorias e reflete um descontentamento mais amplo, marcado pela frustração diante de promessas não cumpridas e pela percepção de perda contínua de direitos e condições de trabalho. E concluiu com um recado direto ao governo estadual. “Ou o governo enxerga os servidores e respeita quem sustenta o Estado, ou precisa parar de prometer aquilo que não vai cumprir.” Instagram Twitter Youtube Tiktok

Cruz Vermelha abre inscrições para cursos de primeiros socorros em Campo Grande

Capacitações atendem desde cidadãos comuns até profissionais que precisam se adequar a normas legais Da redação A Cruz Vermelha Brasileira, filial Mato Grosso do Sul, está com inscrições abertas para dois cursos de capacitação em primeiros socorros, que serão realizados no mês de abril, em Campo Grande. A iniciativa busca preparar a população para agir com segurança em situações de emergência, desde ocorrências domésticas até atendimentos em ambientes profissionais. O Curso Básico de Primeiros Socorros será realizado no dia 18 de abril e é voltado a qualquer pessoa interessada em aprender como agir diante de acidentes e situações de risco. A capacitação também atende profissionais da educação, considerando a Lei Lucas, que prevê a necessidade de formação em primeiros socorros no ambiente escolar. O curso acontece na sede do Sinticop-MS (Rua Vicente Solari, 67). Já no dia 25 de abril, será realizado o Curso Básico de Primeiros Socorros Psicológicos, com foco na abordagem inicial de pessoas em sofrimento emocional, situações de crise ou eventos traumáticos. A capacitação será realizada na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559), na sala de formação da Biblioteca. A formação é especialmente relevante para ambientes corporativos, devido às exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1). No entanto, também é indicada a todos que desejam desenvolver habilidades de escuta, acolhimento e resposta em situações críticas. Ambos os cursos serão realizados das 8h às 17h, com certificação válida em todo o território nacional. O investimento é de R$ 100 para o curso de primeiros socorros e R$ 275 para o curso de primeiros socorros psicológicos, com possibilidade de parcelamento em até 12 vezes. As inscrições podem ser feitas pelos links: Primeiros Socorros: clique aqui Primeiros Socorros Psicológicos: clique aqui Instagram Twitter Youtube Tiktok