Com Etienne reitor, Danielle propõe UFGD mais comprometida com as mulheres

“Quando a universidade amplia os espaços para as mulheres, toda a comunidade avança junto, inclusive os homens”, afirma a candidata da Chapa 1 Da redação Professora da Universidade Federal da Grande Dourados há 15 anos, engenheira agrônoma, doutora em Ciência dos Alimentos e atual diretora da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, Danielle Marques Vilela é candidata a vice-reitora pela Chapa 1, Avança UFGD, ao lado de Etienne Biasotto. Com trajetória no ensino, na pesquisa e na gestão da universidade, ela defende uma UFGD mais democrática, acolhedora e comprometida com políticas de acessibilidade e inclusão, permanência estudantil, enfrentamento às violências e fortalecimento do Hospital Universitário. Nesta entrevista, Danielle fala sobre o protagonismo das mulheres na UFGD, os desafios que ainda persistem e os compromissos da chapa para que a universidade siga avançando, com diálogo e responsabilidade social. A participação das mulheres na universidade tem crescido. Como você avalia esse processo na UFGD? A presença das mulheres sempre foi fundamental na universidade, mas hoje esse protagonismo aparece também com mais força nos espaços de decisão, na pesquisa, ensino, extensão e na gestão. Isso é resultado de muita luta e de mudanças institucionais importantes. Na UFGD, as mulheres ocupam a universidade, ajudam a construir seus caminhos e impulsionam transformações que beneficiam toda a comunidade acadêmica. Esse avanço também se refletiu em políticas institucionais? Sim. A UFGD avançou em políticas de enfrentamento às violências, prevenção ao assédio e acolhimento. O desafio agora é garantir continuidade e estrutura para essas conquistas. Defendemos fortalecer a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, implementar plenamente o Protocolo de Não Revitimização, ampliar a Ouvidoria da Mulher e Diversidade e consolidar mecanismos de monitoramento dessas políticas. Ainda existem desafios para as mulheres no ambiente universitário? Sim. Persistem desigualdades no acesso a espaços de poder, na permanência acadêmica e no enfrentamento das violências e discriminações. Por isso, é essencial garantir condições para que mulheres possam estudar, trabalhar, pesquisar e ocupar espaços de liderança com segurança e dignidade, especialmente mães e cuidadoras. Que políticas podem ajudar a transformar essa realidade? Defendemos ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão, fortalecer políticas de permanência e desenvolver ações institucionais de cuidado relacionadas à maternidade, paternidade e responsabilidades familiares. Também propomos o programa Ler Mulheres na Universidade, incentivando a presença de autoras mulheres nas bibliografias e atividades formativas, além de editais específicos de fomento à pesquisa e extensão coordenadas por mulheres. Como a sua trajetória na UFGD influenciou essa visão? Sou professora da UFGD há 15 anos, mãe de dois filhos e sou filha da universidade pública. Foi por meio dela que minha história e a da minha família foram transformadas. Essa trajetória me mostrou que a universidade pública muda vidas e que os avanços dependem de compromisso institucional, planejamento e trabalho coletivo. Também queremos uma universidade que enfrente a violência com seriedade, escuta qualificada e fluxos institucionais mais humanizados. Quando a instituição assume esse compromisso de forma estruturada, ela deixa de apenas reagir aos problemas e passa a criar um ambiente mais justo, mais seguro e mais coerente com sua função social. Nesta eleição, duas chapas são lideradas por mulheres e você é candidata a vice. Como você vê esse momento? Para mim, esta eleição não é só uma escolha entre homens e mulheres, mas entre projetos de universidade. Estou ao lado do Etienne porque construímos uma chapa comprometida em ampliar os espaços das mulheres na gestão, fortalecer políticas de enfrentamento às violências e avançar em ações concretas de permanência e cuidado. Quando aceitei ser vice do Etienne é por acreditar que ele está disposto a construir um projeto que assume o compromisso de transformar em políticas as demandas das mulheres da universidade, o que também exige homens dispostos a dividir poder e atuar de forma coerente com essa mudança. Qual é o principal compromisso da Chapa 1 para os próximos anos? Nosso compromisso é fortalecer a UFGD como uma universidade pública de qualidade, socialmente comprometida e aberta à diversidade. Isso passa pela valorização do ensino, da pesquisa e da extensão, pela permanência estudantil, pelo acolhimento, pela sustentabilidade, pela defesa das ações afirmativas e por uma gestão democrática e dialogada. Qual é o papel do Hospital Universitário dentro desse projeto? O Hospital Universitário é UFGD. E, como tal, é estratégico para a universidade, mas, principalmente, para toda a região. Ele atende a população, forma profissionais de saúde e produz conhecimento. Defendemos ampliar a integração entre HU e universidade, fortalecer as residências e garantir um ambiente de formação e trabalho mais qualificado e humano. Que mensagem você deixa para a comunidade universitária? A UFGD é uma construção coletiva. Tudo o que a universidade conquistou é resultado do trabalho de muitas pessoas. No dia 26 de março, a comunidade universitária decidirá os próximos rumos da instituição. Nosso convite é para que conheçam as propostas da Chapa 1 e participem dessa escolha com responsabilidade e compromisso com o futuro da universidade. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Secretaria do Patrimônio da União iniciou em Corumbá agendas para demarcação do Rio Paraguai

Superintendente da SPU/MS, Tiago Botelho representa o Governo Federal em audiências públicas para proteção do Pantanal Da redação O superintendente da SPU em MS, Tiago Botelho, durante a audiência. Foto: Divulgação A Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS) iniciou no último mês o processo de demarcação de áreas no entorno do Rio Paraguai. Por meio de audiências públicas, o Governo Federal visa abrir diálogos para atuar na proteção dos rios sul-mato-grossenses. O superintendente da SPU/MS, Tiago Botelho, representou a União na abertura de diálogos, que já aconteceram em Miranda, Ladário, Corumbá, Aquidauana e Anastácio. As próximas audiências estão previstas para Maracaju, Bonito, Jardim, Porto Murtinho, Naviraí, Itaquiraí e Jateí, nos meses de março e abril. As audiências ocorrem em um momento considerado estratégico, após a revogação do decreto nº 12.856, que previa a inclusão de trechos de rios federais no Programa Nacional de Desestatização (PND). Corumbá recebeu a abertura oficial do procedimento administrativo de definição da linha média de enchente ordinária, parâmetro técnico que delimita as áreas de domínio público federal ao longo do rio Paraguai. As conversas têm como objetivo discutir a separação de áreas públicas e privadas, com base em estudos técnicos, ambientais e jurídicos, para assegurar a transparência e participação social. O superintendente da SPU/MS, Tiago Botelho, destacou que o processo visa cumprir a atribuição legal da União, acima de qualquer decisão política isolada. “A demarcação tem metodologia técnica e embasamento jurídico. É um instrumento fundamental para proteger as margens do Rio Paraguai, ordenar o uso do solo e evitar conflitos fundiários”, afirmou Botelho ao ressaltar o papel da SPU em proteger o patrimônio público e garantir que ele cumpra sua função social. Entre os objetivos das audiências públicas estão a apresentação dos estudos técnicos que fundamentam a delimitação, a escuta de moradores, prefeituras, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, além da coleta de contribuições e eventuais contestações. O processo também subsidia a decisão final da SPU quanto à homologação ou retificação dos limites, orientando medidas posteriores como registro cartográfico, regularização de ocupações, restrições de uso quando necessárias e ações de fiscalização. Durante a audiência, a SPU/MS também apresentou balanço das ações recentes no estado. Entre 2023 e 2026, cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União foram destinados a políticas públicas. Segundo a superintendência, áreas antes ociosas ou com pendências administrativas passaram a ser direcionadas para finalidades como saúde, educação, assistência social e regularização fundiária. Com a realização das audiências, a SPU/MS dá início a uma etapa formal de organização territorial ao longo do Rio Paraguai, combinando critérios técnicos, participação social e preservação ambiental em uma das regiões mais sensíveis do país. Instagram Twitter Youtube Tiktok
“O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive defendendo e servindo o Brasil”, afirma Gleice Jane

A parlamentar acompanhou a formatura da primeira turma do Serviço Militar Inicial Feminino no CMO Da redação A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) acompanhou, nesta segunda-feira (2), a formatura da primeira turma do Serviço Militar Inicial Feminino no Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. A cerimônia marcou a incorporação oficial de 93 mulheres às fileiras do Exército Brasileiro na região, em um momento considerado histórico para as Forças Armadas e para a ampliação da presença feminina em espaços tradicionalmente ocupados por homens. A solenidade ocorreu no Pátio General Plínio Pitaluga e reuniu familiares das novas soldados, autoridades civis e militares. A formatura integra uma ação nacional que, neste ano, incorporou 1.010 mulheres em 38 organizações militares, distribuídas em 14 cidades do país, selecionadas entre mais de 30 mil inscritas. Para a deputada estadual Gleice Jane (PT), o ato tem um significado ainda mais simbólico por acontecer em março, mês dedicado à luta e às conquistas das mulheres. “Estamos no mês em que reafirmamos a importância da presença das mulheres em todos os espaços de decisão e de construção do país. Ver mulheres ocupando também as Forças Armadas é um marco histórico, que representa igualdade, respeito e reconhecimento da nossa capacidade. O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive defendendo e servindo o Brasil”, destacou a parlamentar. A deputada ressaltou que a incorporação feminina fortalece as instituições e contribui para uma sociedade mais justa e diversa. “A presença das mulheres transforma, amplia olhares e fortalece as instituições. As Forças Armadas não serão mais as mesmas com a participação feminina, e isso é um avanço para o Brasil. É um passo importante na construção de um país mais democrático e igualitário”, afirmou. As novas soldados passarão por um período de adaptação à rotina militar e poderão atuar em diferentes áreas, como o Hospital Militar, o Colégio Militar e unidades administrativas, com possibilidade de permanência no serviço por até oito anos. A cerimônia no CMO simboliza não apenas o início da trajetória militar das incorporadas, mas também a quebra de barreiras históricas e a consolidação de direitos, em um momento emblemático para as mulheres brasileiras. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Em audiência, Gleice Jane defende mais políticas culturais em Dourados
O evento foi promovido pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Dourados Foto: Assessoria de Comunicação A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) participou, nesta quarta-feira (25), de uma audiência pública que debateu a construção do Plano Municipal de Cultura de Dourados e a necessidade de garantir financiamento permanente para o setor cultural no município. O encontro teve como tema “Que cultura nós queremos para Dourados?” e reuniu representantes do poder público, artistas, produtores culturais e membros da sociedade civil. Durante a audiência, Gleice Jane destacou a importância de consolidar políticas públicas estruturantes para a cultura e defendeu a destinação mínima de 1% do orçamento municipal para o setor. Segundo a parlamentar, investir em cultura é fundamental para fortalecer a identidade local, valorizar a diversidade e impulsionar a economia. “A cultura molda a identidade de um território. Investir em cultura é investir na diversidade, na pluralidade e também na economia do município”, afirmou a deputada. Ela ressaltou ainda a riqueza cultural de Dourados, marcada pela convivência de diferentes povos e tradições. “Temos uma diversidade enorme, com pessoas que falam português, espanhol, guarani, japonês, entre outras línguas. Mas muitas vezes essa riqueza não é conhecida, porque faltam espaços e políticas de difusão cultural”, pontuou. A audiência pública foi promovida pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Dourados e contou com a participação do vereador Franklin Schmalz (PT), presidente da comissão e responsável pela condução dos trabalhos de elaboração do Plano Municipal de Cultura. O plano é um instrumento estratégico que irá orientar as políticas culturais do município pelos próximos dez anos, estabelecendo metas, diretrizes e ações para o setor. Franklin explicou que o plano é uma exigência prevista na legislação federal e condição para que o município continue tendo acesso a recursos e financiamentos da União. “A partir do próximo ano, municípios que não tiverem o Plano Municipal de Cultura instituído por lei podem deixar de receber repasses federais do Sistema Nacional de Cultura. O plano garante continuidade às políticas públicas, independentemente das mudanças de gestão”, afirmou. O vereador também destacou o papel da cultura como geradora de desenvolvimento econômico. “A cultura movimenta a hotelaria, os restaurantes, os serviços de som, iluminação, limpeza e comunicação. Além disso, é um direito humano, essencial para a identidade dos povos e para o lazer da população”, ressaltou. Durante o encontro, Franklin anunciou a viabilização de uma emenda de R$ 350 mil junto ao Ministério da Cultura para a criação de um Circuito Cultural em Dourados, com início previsto para abril, além de mencionar esforços para a reforma do Teatro Municipal, fechado há quase três anos. Ao final da audiência, os organizadores reforçaram o convite para que artistas, trabalhadores da cultura, empresários, associações e movimentos culturais participem ativamente do processo de construção do Plano Municipal de Cultura, contribuindo com propostas e prioridades para o fortalecimento do setor no município. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Justiça barra adesivaço do PL em Dourados por indícios de propaganda antecipada

A ação foi apresentada pelo Diretório Municipal do PT de Dourados Da redação A Justiça Eleitoral determinou a proibição da distribuição de adesivos e de qualquer material gráfico de campanha durante ato político marcado para este sábado (21), em Dourados. A decisão aponta indícios de propaganda eleitoral antecipada e possível uso irregular de recursos fora do período permitido por lei. A medida foi adotada após representação por propaganda irregular analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A ação foi apresentada pelo Diretório Municipal do PT de Dourados contra o vereador Rubens de Gomes Prates (Sargento Prates) e o Diretório Estadual do PL. O questionamento ocorreu devido à ampla divulgação do evento intitulado “1º Adesivaço Flávio Bolsonaro em Dourados MS”, promovido em redes sociais e aplicativos de mensagens, com convocação pública para distribuição massiva de adesivos prática vedada antes do início oficial da campanha. Indícios de campanha antecipada Embora tenha feito considerações sobre a legitimidade formal da ação, o magistrado ressaltou que a Justiça Eleitoral deve agir sempre que houver indícios de irregularidades. Segundo a decisão, a organização prévia do evento e a previsão de distribuição de material gráfico em fevereiro caracterizam, em tese, campanha antecipada, comprometendo a igualdade de condições entre pré-candidatos e afrontando a legislação eleitoral. Com base no poder de polícia, a Justiça determinou:•Proibição imediata da distribuição de adesivos ou qualquer material gráfico de campanha;•Expedição de mandado de constatação e fiscalização, a ser cumprido por Oficial de Justiça no local e horário do evento;•Encaminhamento do caso à Procuradoria Regional Eleitoral para apuração das responsabilidades. O descumprimento da decisão pode configurar crime de desobediência eleitoral. A decisão reforça que atos típicos de campanha especialmente os que envolvem produção e distribuição de material gráfico com finalidade eleitoral mnão podem ocorrer antes do período legal, sob pena de desequilibrar o pleito e violar o princípio da isonomia que rege o processo eleitoral. Instagram Twitter Youtube Tiktok
