Carta aberta ao governador Eduardo Riedel

Sem anistia: a escolha pela democracia e contra o revisionismo golpista Diego Mariano Quando um governador se posiciona publicamente em defesa da anistia para os responsáveis pela tentativa de golpe de Estado em 2023, ele não está apenas expressando uma opinião — está escolhendo um lado. E, ao fazê-lo, se alinha não apenas aos que tentaram subverter a ordem democrática no presente, mas também àqueles que, em 1964, rasgaram a Constituição e instauraram mais de duas décadas de ditadura, censura, tortura e assassinatos. Governador Riedel, não se tratava de manifestantes pacíficos. Aqueles que tomaram parte nos atos golpistas estavam conscientes de seu intento: derrubar as instituições democraticamente constituídas e convocar uma intervenção militar. Queriam reencenar 1964. Felizmente, fracassaram. E justamente por termos preservado o Estado de Direito, esses indivíduos hoje enfrentam julgamento dentro dos marcos legais — diferentemente do destino de Rubens Paiva e tantos outros, sequestrados, torturados e mortos sob o manto da impunidade militar. Se tivessem triunfado, talvez eu — como tantos outros — sequer estivesse vivo para escrever esta reflexão. Sua escolha, governador, é grave: ao defender os golpistas, o senhor põe em risco não apenas os pilares da democracia, mas também a integridade física e moral daqueles que a sustentam. Antes, eu via seu governo como ineficaz, sem entregas relevantes. Agora, a crítica torna-se urgente, vital: opor-se ao seu projeto é, também, defender a democracia, a memória histórica e o direito à existência de todos os que não se curvam ao autoritarismo. A história já deu seu veredito sobre os que atacam a democracia: o lugar deles é a cadeia. E o dos que os defendem, o lixo da história. Façamos nossa parte: que cada um vá para onde merece. Porque sim, venceremos. E venceremos com memória, com justiça — e sem anistia. *Diego Mariano é assessor parlamentar, jornalista e foi subsecretário de Juventude do Estado de Mato Grosso do Sul

Jean assume presidência da Comissão de Meio Ambiente em Campo Grande

Petista também passa a ser vice nas comissões de Juventude e Mobilidade Urbana Da redação O vereador Jean Ferreira (PT) assumiu, nesta terça-feira (18), a presidência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Campo Grande. Além de Jean, também compõem a mesa o vice-presidente Veterinário Francisco (União), Maicon Nogueira (PP), Júnior Coringa (MDB) e Luiza Ribeiro (PT). Aos 26 anos, Jean é o mais jovem da casa e está em seu primeiro mandato. A Comissão de Meio Ambiente era prioridade do vereador mesmo antes de haver consenso sobre seu nome. A pauta ambiental é uma das principais bandeiras do petista e foi um dos temas de sua campanha eleitoral. As comissões permanentes da Câmara foram reorganizadas durante a primeira sessão desde o retorno das atividades parlamentares. Jean também passou a ser o vice-presidente das comissões de Juventude, presidida por Maicon Nogueira, e de Mobilidade Urbana, que tem Wilson Lands (Avante) como presidente. Para Jean, as comissões que passa a presidir e vice-presidir são complementares. “Mobilidade urbana se relaciona diretamente com meio ambiente, pois envolve soluções sustentáveis no transporte e na estrutura da cidade”, afirma o parlamentar.  “As novas gerações serão impactadas mais diretamente pelas mudanças climáticas, portanto faz todo sentido que deleguem ao vereador mais jovem da casa uma atuação destacada nos temas ambientais”. “Pensar juventude no século XXI é pensar meio ambiente. Quais as expectativas para gerações que chegam à vida adulta em meio ao colapso climático?”, questiona o vereador. Jean defende que as políticas públicas para a juventude devem incluir soluções ambientais e levar em consideração a ansiedade climática, ou seja, a falta de perspectivas diante das alterações no clima. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean rebate acusações e reforça defesa de CPI em Campo Grande

Vereador acredita que é o momento para investigar contrato do consórcio Da Redação Após uma matéria em veículo de imprensa da capital mencionar uma suposta acusação de “intempestividade” por parte de lideranças partidárias, devido à defesa de abertura de uma CPI para investigar o Consórcio Guaicurus, o vereador Jean Ferreira (PT) se defendeu afirmando que o momento para investigação é o atual. Para o petista, o aumento da tarifa não se justifica e gerou pressão popular contra o consórcio. “Se este não é o momento, qual seria?”, questionou o parlamentar. De acordo com Jean, o reajuste no valor da passagem deve ser levado em conta, já que a população precisa de explicações. “A criação da CPI não impede que esperemos a perícia encomendada no Judiciário”, afirma o vereador. “Não há precipitação alguma”, prossegue Jean. “Na verdade o que temos é um atraso, pois essa questão do transporte coletivo é uma dor da sociedade há muito tempo. O custo só sobe e a qualidade piora”. Jean concorda com o presidente da Câmara Municipal, o vereador Papy (PSDB), segundo o qual não é possível precisar uma data para a criação de uma CPI. “Se alguém tentou impor uma data para abertura, não fui eu. De qualquer forma, o tempo para estudo do tema não pode ser uma justificativa para interdição do debate”. “Vazamento” De acordo com um jornal campo-grandense, Jean teria “vazado” a informação sobre articulação da CPI, que teria surgido em um grupo de WhatsApp que reúne parlamentares. No entanto, Jean não foi o primeiro vereador a pautar o tema publicamente. Em matéria publicada no site da Câmara no dia 18 de janeiro, o vereador Coringa (PSD) afirmou a eventual necessidade de abertura da CPI. “Não podemos aceitar, não é hora de aumentar, e sim de investir em melhorias no setor, no serviço; se for preciso, vamos até abrir CPI para garantir o direito dos trabalhadores e usuários”, afirmou o parlamentar, que é vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor. Já Jean veio a publicar em suas contas nas redes sociais X e Instagram, no dia 25 de janeiro, sobre a possibilidade de uma CPI para investigar o consórcio e, em último caso, rever o contrato com a Prefeitura. O vereador petista concorda com o colega e defende que a pressão dos parlamentares é importante para a instalação da Comissão. “Faz parte da nossa função, enquanto representantes dos anseios da população, pautar as demandas populares. Esta sem dúvida é uma delas”. Jean destaca a participação de usuários do transporte público nas mobilizações contra o aumento da passagem. “Fizemos um ato que reuniu muitas pessoas no Terminal Morenão, e muitas delas me questionaram quando vamos agir enquanto parlamentares. É um anseio do povo”, afirma. Instagram Twitter Youtube Tiktok

PEC ameaça ciência em Mato Grosso do Sul

Projeto do tucano Londres Machado pretende tirar de entidade pública de pesquisa a exclusividade sobre bolsas estaduais Por Norberto Liberator/AsCom Adufms Pesquisadores e agentes da ciência em Mato Grosso do Sul expressam preocupação com os impactos de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada pelo deputado estadual Londres Machado (PSDB), que pode sucatear a produção científica no estado. A PEC propõe retirar da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect) a prioridade no financiamento de pesquisas, abrindo espaço para instituições privadas e ampliando o foco da fundação para além da pesquisa científica, incluindo iniciativas de inovação não definidas. Pesquisadores consideram a proposta um risco significativo para a ciência e o desenvolvimento da pesquisa no estado. “O governo estadual deve manter o compromisso de apoiar e protagonizar a geração de saberes por meio da Fundect. As pesquisas não apenas geram emprego e renda, mas promovem o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região”, afirma o professor Alexandre Meira de Vasconcelos. O professor, que fez parte da diretoria da Seção Sindical de Docentes da UFMS (Adufms), destaca que a Fundect tem sido essencial para o avanço científico em áreas estratégicas, como a preservação dos biomas Pantanal e Cerrado, e para a inovação em setores como agricultura e biotecnologia. Alexandre reitera que retirar o protagonismo da fundação coloca em risco vários programas, que já se consolidaram como referência nacional e internacional. Colagem: Norberto Liberator A Adufms recebe com preocupação a possibilidade de aprovação da PEC. A professora Mariuza Guimarães, presidenta da seção sindical, afirma que “Dentre as atribuições dos e das docentes das instituições públicas está a pesquisa, que faz parte da contribuição social das universidades públicas que são responsáveis por 95% da produção do conhecimento no país. Isto só é possível porque temos garantido constitucionalmente percentuais do orçamento público para tal”, afirma a docente. “A mudança na Constituição de MS impactará diretamente em nosso trabalho na universidade pública, nas atribuições de pesquisa e extensão, que garante a nossa interlocução com a sociedade e com o modo de vida de nosso povo”, finaliza Mariuza. A possibilidade de repassar recursos para instituições privadas também é criticada pela comunidade científica. A Adufms alerta que isso compromete a transparência e a eficácia dos investimentos públicos, uma vez que essas entidades não têm o mesmo compromisso e controle da Fundect. “O estado não pode abrir mão de ser o principal agente no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, transferindo essa responsabilidade para organizações cujo impacto e lisura não têm o respaldo da comunidade acadêmica”, ressalta o professor Alexandre. A Fundect, que regularmente publica editais para bolsas de mestrado e doutorado, é vista como uma ferramenta crucial para a formação de pesquisadores. As iniciativas colocaram Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional em investimentos na capacitação de estudantes de ensino superior. A PEC, no entanto, ameaça desarticular essa estrutura, prejudicando projetos científicos que já demonstraram resultados sólidos. A comunidade científica e a Adufms concordam que o financiamento público da ciência não deve ser desviado para atender interesses externos ao campo da pesquisa. “A Fundect é uma garantia de que os recursos são aplicados com transparência e em benefício de toda a sociedade sul-mato-grossense”, reforça Mariuza. Ao reafirmar seu compromisso com a ciência a tecnologia e a educação, a Adufms defende que o governo estadual preserve o protagonismo da Fundect, reconhecendo-a como peça-chave para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de Mato Grosso do Sul. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean Ferreira tranquiliza eleitores em nota sobre prestação de contas

Jean foi eleito com 3.768 votos para mandato na capital sul-mato-grossense Por Norberto Liberator O vereador Jean Ferreira (PT), eleito em Campo Grande durante o pleito deste ano, publicou uma nota para esclarecer a sociedade sobre a decisão judicial a respeito de sua prestação de contas, ocorrida devido a uma falha técnica. O juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 44ª Zona Eleitoral de Campo Grande, alegou que Jean não havia declarado, no registro da candidatura, os recursos que o próprio candidato doou para a campanha. No entanto, o magistrado confirma que Jean comprovou a origem de todos os valores. Jean foi eleito para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande com 3.768 votos, sendo o primeiro vereador abertamente LGBT+ de Campo Grande. Sua campanha contou com apoios de figuras políticas de grande relevância nacional, como Duda Salabert e Erika Hilton, além de artistas, como a cantora Marina Sena. Leia na íntegra a nota do parlamentar eleito: Na última semana, fui surpreendido por uma decisão judicial com relação aos recursos utilizados durante minha campanha. O próprio juiz deixou claro, no entanto, que comprovei a origem de todos os valores. Fui eleito com quase 4 mil votos para representar a juventude e a renovação na Câmara dos Vereadores de Campo Grande, a partir do meu compromisso daqueles e daquelas que lutam pelo fim das desigualdades, que defendem o direito à cidade e a justiça climática. Todos os recursos utilizados durante a campanha foram declarados e o juiz reconhece a origem lícita e a transparência da doação feita por recursos próprios, que foi questionada na prestação de contas. O entendimento judicial se deu por motivos formais. Ou seja, um erro técnico da equipe financeira que já foi esclarecido pela equipe de advogados da campanha.  Confiante na eficácia e na eficiência da Justiça Eleitoral, tenho certeza de que o recurso será deferido e as contas serão aprovadas. Dito isto, os 3.768 campo-grandenses que me escolheram para representá-los como vereador na Capital podem ficar tranquilos e seguros, porque terão um vereador combativo e disposto na casa de leis a partir de 2025. Jean Ferreira Instagram Twitter Youtube Tiktok