Ministro extremista confirma prisão e insulta integrantes da Global Sumud Flotilla

Itamar Ben-Gvir gravou vídeo em que expõe tripulantes aprisionados em Israel Por Norberto Liberator O terrorista Itamar Ben-Gvir, que ocupa a função de ministro da Segurança Interna de Israel, gravou um vídeo na sexta-feira (3.out.2025) em que insulta os integrantes da Global Sumud Flotilla detidos pela marinha israelense. “Olhem para eles. São terroristas. Apoiadores de assassinos”, afirma Ben-Gvir, apontando para os capturados. As mais de 400 pessoas estão na prisão de Ktziot, no deserto de Negev. Há 14 brasileiros detidos, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE); a vereadora Mariana Conti (Psol-Campinas-SP); a presidente do Psol gaúcho, Gabi Tolotti; o internacionalista e ativista Thiago Ávila; e o influenciador Victor Mansur Peixoto. A flotilha com cerca de 40 barcos foi interceptada na quarta-feira (1.out.2025) de forma ilegal, já que não se encontrava em águas israelenses. O Itamaraty afirmou que uma equipe esteve no centro de detenção para acompanhar a situação. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Pedro Kemp critica genocídio e questiona membros do governo de MS em Israel

Deputado denunciou extermínio em Gaza e citou ofício ao governo estadual Norberto LiberatorFoto: Wagner Guimarães (reprodução) O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) subiu à tribuna nesta terça-feira (24) para condenar o genocídio em curso na Faixa de Gaza. Kemp fez um apanhado histórico e criticou os milhares de assassinatos praticados pelo governo de Benjamin Netanyahu. O parlamentar também denunciou o uso político da religião por figuras públicas e questionou uma recente viagem de membros do governo sul-mato-grossense a Israel. Kemp iniciou sua fala esclarecendo que condenou os ataques do Hamas contra Israel, que mataram cerca de 1.300 a 1.400 pessoas. No entanto, o deputado classificou a reação de Israel como desproporcional, citando as mortes de mais de 100 mil pessoas, majoritariamente civis, incluindo mulheres, crianças e idosos, além de causar fome na Faixa de Gaza. “O que está em curso é um genocídio, uma tentativa de eliminar o povo palestino”, declarou. O parlamentar denunciou os planos israelenses de realizar a limpeza étnica dos palestinos e de reocupação de Gaza, além dos avanços sobre a Cisjordânia. Ele também criticou a resolução da ONU de 1948, que criou o Estado de Israel e também previa a criação do Estado da Palestina, mas que na prática nunca garantiu a criação de um Estado palestino soberano. Kemp direcionou críticas à confusão feita entre o Estado de Israel contemporâneo e o Reino de Israel bíblico, especialmente por parte de fundamentalistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) apareceram com bandeiras de Israel na Marcha para Jesus, em São Paulo. “Israel não aceita Jesus Cristo, mas cristãos bolsonaristas enaltecem o Estado de Israel, confundindo com o Israel do rei Davi e Salomão”, afirmou, classificando a atitude como “ignorância ou burrice”. O deputado acusou figuras políticas de usarem a religião para manipular a população, citando Tarcísio como exemplo de alguém que estaria se projetando para a Presidência da República. “Tenho nojo de quem usa o nome de Deus para dominar e explorar”, declarou, a respeito dos que chamou de “falsos profetas” que defendem “Deus, pátria e família” com intenções políticas. O deputado também abordou uma viagem de três membros do governo de Mato Grosso do Sul a Israel, sobre a qual Kemp enviou um ofício ao governador Eduardo Riedel (PSDB) cobrando explicações. Ele questionou o propósito da missão, paga com recursos públicos, especialmente em um momento em que o Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens à entidade sionista. “Foram buscar tecnologia na área de saúde enquanto privatizam os hospitais aqui?”, perguntou. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Cuspir em cristãos: uma tradição em Israel

Enquanto marchas evangélicas utilizam bandeiras de Israel, sociedade israelense normaliza agressões e humilhações a cristãos Norberto Liberator (texto e arte) Instagram Twitter Youtube Tiktok
Como os mísseis iranianos conseguem furar o “Domo de Ferro” israelense

Arsenal do país persa não tomou conhecimento do sistema de interceptação sionista Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok
Galeria de fotos: Ato em solidariedade à Palestina pede rompimento de relações com Israel

Ato reuniu cerca de 100 pessoas em Campo Grande Norberto Liberator Ocorreu neste domingo (15) uma manifestação em solidariedade ao povo palestino e pelo rompimento das relações diplomáticas e econômicas do Brasil com Israel, na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. O ato, organizado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino em Mato Grosso do Sul, se iniciou às 9h e seguiu até cerca de 11h. Aproximadamente 100 pessoas estiveram no local. Entre elas, representantes da comunidade palestina e árabe, partidos, coletivos, movimentos sociais, ONGs, mandatos e apoiadores independentes. Os vereadores Jean Ferreira e Luiza Ribeiro, além da deputada federal Camila Jara, todos do PT, estiveram entre os manifestantes presentes. Outros partidos representados foram o PCB, PSTU e UP. Jean Ferreira destacou a defesa de Lula ao povo palestino e suas denúncias ao genocídio praticado por Israel. O vereador também lembrou a comitiva de representantes do governo sul-mato-grossense que está em Tel Aviv. “Se não fosse o ataque ao Irã, nem saberíamos que essas pessoas estão lá, com dinheiro público, visitando um Estado genocida”, afirmou. Os apelos pelo fim das relações com Israel se intensificaram após a captura e detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, junto aos outros tripulantes da Flotilha da Liberdade, incluindo a sueca Greta Thunberg. Ávila já retornou ao Brasil e pediu, em entrevista coletiva, que o governo brasileiro realize o rompimento diplomático. Desde o início dos ataques contra a Faixa de Gaza em outubro de 2023, Israel matou ao menos 50 mil civis palestinos, em sua maioria crianças e mulheres. O relatório A/79/363, das Nações Unidas, classificou as ações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Gaza como genocidas. No cenário internacional, Israel recebeu algumas sanções econômicas do Reino Unido e Espanha, além de advertências por parte dos governos da França e Canadá. México, Chile, Colômbia e África do Sul apresentaram denúncias formais contra as políticas genocidas. O Brasil também tem condenado os ataques, mas os manifestantes exigem do presidente Lula ações mais concretas, como o fim de acordos econômicos e a retirada da embaixada e representações consulares. Veja galeria de fotos Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Instagram Twitter Youtube Tiktok