Da Palestina ao Brasil, sionistas odeiam crianças

PDL do Estupro e genocídio em Gaza são dois lados da mesma moeda: o desprezo de sionistas à infância Opinião da Badaró Arte: Norberto Liberator Que os culpados não sejam esquecidos: o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/2025, conhecido como PDL do Estupro, não avançaria sem o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O projeto revoga a Resolução nº 258, de 23 de dezembro de 2024, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que permitia a interrupção da gravidez para crianças e adolescentes vítimas de violência 5exua| sem necessidade de autorização dos pais. Esse tipo de matéria não passa por sanção presidencial, ou seja, entra em vigor a partir de sua aprovação. Não espanta que Alcolumbre apoie o projeto, já que é um defensor ferrenho das ações de Israel contra crianças palestinas. Para quem defende o infanticídio em massa praticado em Gaza, as vidas de crianças não têm qualquer valor. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Brasileiro e palestino-espanhol seguem sequestrados por Israel

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram capturados em águas internacionais enquanto integravam Global Sumud Flotilla Otávio Marinho Israel segue mantendo como reféns o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek. Ambos foram sequestrados em águas internacionais e levados ao território de ocupação autointitulado país enquanto tentavam levar ajuda humanitári a Gaza, em clara agressão ao direito internacional. Brasil e Espanha emitiram nota conjunta exigindo a soltura dos militantes da Global Sumud Flotilla. Dos 211 membros da flotilha, a grande maioria foi solta, mas Ávila e Abu Keshek seguem sequestrados. Israel os acusa de “envolvimento com terrorismo”. Leia nota na íntegra: Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel. Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta. Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições. Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Lobby sionista: um papo com Ualid Rabah, presidente da Fepal

Representante da Federação Árabe-Palestina do Brasil comenta projeto de lei que cria “mordaça sionista” Por Norberto Liberator O PL 1424/2026, de Tabata Amaral (PSB-SP), visa alterar a definição de antissemitismo no Brasil, adotando o critério da definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). Um dos pontos mais polêmicos é a extensão do entendimento de “antissemitismo” às críticas feitas ao Estado de Israel. Conversamos com Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe-Palestina do Brasil (Fepal), sobre o perigo representado pelo projeto e a que interesses a proposta serve. Após as ilustrações, está a entrevista completa. Para ler em carrossel, clique nas imagens. Badaró: Como você avalia a possibilidade de aprovação do projeto de Tabata Amaral que criminaliza a luta antissionista? Sob um ponto de vista estritamente de maioria parlamentar, olhando de um modo muito simplório, poderia até haver uma suspeita de aprovação, mas acredito que as maiorias parlamentares não se realizam em situações muito absurdas como essa. Porque o projeto é estritamente inconstitucional. Tornou entre aspas “antissemitismo” o que seria próprio de antijudaísmo. [Trouxe] a possibilidade de não judeus estarem cobertos por isso. O judeu por si só já não é semita necessariamente, se trataria de antijudaísmo. E como um não judeu poderia estar coberto pelo antijudaísmo – que é um dos elementos inovadores desse projeto de lei? Além do mais, ele é claramente inconstitucional. E também ele vai prejudicar a política externa brasileira. Quer dizer que o Brasil vai ter que se retirar de todos os tratados internacionais, de todas as resoluções da ONU, que classificam o sionismo, o regime israelense como regime de apartheid, de genocídio. Por exemplo, o Brasil não vai poder manter-se na petição da África do Sul, que pede à Corte Internacional de Justiça a investigação de genocídio? Então, tudo isso colocado na balança implica em graves riscos à ordem constitucional no Brasil, à ordem legal no Brasil e, claro, evidente que isso cria também perigos para a política externa brasileira. E pior do que isso, muito pior, e muita atenção a isso: transporta para o Brasil a vigência do regime de apartheid israelense. Já que nós podemos criticar quem quer que seja por cometer crimes de lesa humanidade, apartheid, genocídio e limpeza étnica, só não poderíamos criticar Israel. Quer dizer que haveria um regime legal de apartheid no Brasil, em que o beneficiário é o sionismo e o regime genocida de Israel. Você acha que a apresentação do texto no Dia da Terra Palestina, e no mesmo momento em que Israel discutia a pena de morte para palestinos, não foi coincidência e sim uma diretriz de entidades ligadas ao lobby sionista? Não foi mera coincidência. Ela tem um claro propósito de blindar Israel no momento mais dramático da vida desse regime frente à humanidade. No momento que ele comete o maior genocídio proporcional da história em Gaza contra homens, mulheres e crianças, a maior matança de crianças da história. 11 mil por milhão de habitantes contra 2.813, em seis anos da Segunda Guerra, por milhão de habitantes da Europa daquele momento, por exemplo. E obviamente que a legislação penal israelense institui a pena capital, a pena de morte, ao ser exclusivamente para não-judeus e os judeus não estarem sujeitos, é o escancarar do regime de apartheid. Então, por exemplo, nós temos que dizer que essa legislação adotada pelo parlamento israelense é exclusivamente aplicada por um regime supremacista judaico contra não-judeus, os palestinos, e não é aplicada pelo mesmo regime supremacista judaico contra judeus. Então não é mera coincidência, e a deputada Tabata Amaral está rigorosamente implicada na defesa do genocídio do povo palestino e de blindar Israel do genocídio, e especialmente blindar Israel da talvez mais obscena forma de apartheid externalizada desvergonhadamente. Deputados de esquerda que inicialmente assinaram o texto do projeto retiraram seus nomes. Isso teria se dado por pressão das bases e das direções partidárias? Os parlamentares progressistas do campo civilizatório devem ter assinado isso por engano e, ao perceberem o erro, se retiram. Mas, claro que foi a pressão que levou a isso. Então, quando na quarta-feira à noite, eu fui entrevistado e coloquei essa questão e, em seguida, uma série de perfis e veículos de comunicação trazem a questão e os nomes dos parlamentares, dentre eles, estes progressistas, eles retiram os nomes. Mas é preciso destacar que esses parlamentares sempre foram contra o genocídio, denunciaram o genocídio e mantiveram-se sempre a favor do povo palestino. Portanto, é preciso, sim, dar o crédito da boa fé dessas pessoas. Tabata Amaral as enganou. Portanto, é preciso, inclusive, também apurar este crime da deputada Tabata Amaral e eventualmente apreciar se ela não incorre em crime contra o decoro parlamentar. E eu suspeito que ela poderia correr o risco de perder o mandato por esta manobra de enganar pessoas que sempre foram contra o genocídio, contra o apartheid imposto ao povo palestino, e subordiná-las ao escracho público e ao engano de apoiarem o genocídio. É como enganar alguém para apoiar o nazismo. Evidentemente que a pessoa que foi enganada para apoiar o nazismo deve obter judicialmente reparação; e o parlamentar que teria feito isso, como fez a Tabata Amaral para apoiar o genocídio contra o povo palestino, deve responder inclusive com a hipótese da perda do seu mandato parlamentar e dos seus direitos políticos e eleitorais. A narrativa de Israel como vítima tem se tornado cada vez mais impopular diante dos acontecimentos dos últimos dois anos. Isso faz com que o lobby sionista se torne ainda mais agressivo para fazer frente à luta em prol da causa palestina? Muito inteligente a questão. Sim, é a história do leão que está com o espinho na pata. Quando você vai tirar, ele fica mais bravo. Os israelenses, ou sionistas, melhor dizendo, não contavam que o seu projeto de limpeza étnica na Palestina não tivesse sucesso e demorasse tanto, e com isso as pessoas fossem aos poucos enxergando a cara feia de Israel e do sionismo. Então hoje, silenciar o mundo e criminalizar qualquer
Ela é toda sionista

Projeto de Tabata Amaral quer criminalizar defesa da Palestina Por Norberto Liberatôr Veja também no Instagram Instagram Twitter Youtube Tiktok
Hamas aceita acordo com condições; leia carta do grupo

Após comunicado do partido palestino, Donald Trump exigiu fim dos bombardeios de Israel em Gaza Por Norberto Liberator O grupo militante Hamas, que administra a Faixa de Gaza, concordou com a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de entregar os prisioneiros israelenses em troca do fim dos bombardeios. O partido fez um comunicado em que apresenta seus termos para um acordo, incluindo entregar a gestão de Gaza a um governo provisório formado por palestinos. Pouco depois, Donald Trump utilizou de suas redes sociais para exigir o fim imediato dos bombardeios por parte de Israel. Leia a carta do Hamas na íntegra: Em Nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso Declaração Importante Sobre a Resposta do Hamas à Proposta do Presidente dos EUA, Trump Em um esforço para deter a agressão e a guerra de extermínio travadas contra nosso povo fiel na Faixa de Gaza, e com base na responsabilidade nacional e na preocupação com os fundamentos, direitos e interesses supremos de nosso povo, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) realizou consultas aprofundadas dentro de suas instituições de liderança, amplas consultas com forças e facções palestinas e consultas com mediadores e amigos para alcançar uma posição responsável ao lidar com o plano do presidente dos EUA, Donald Trump. Após um estudo aprofundado, o movimento tomou sua decisão e apresentou a seguinte resposta aos irmãos mediadores: O Movimento de Resistência Islâmica, Hamas, aprecia os esforços árabes, islâmicos e internacionais, bem como os esforços do Presidente dos EUA, Donald Trump, que pedem o fim da guerra na Faixa de Gaza, a troca de prisioneiros, a entrada imediata de ajuda humanitária, a rejeição da ocupação da Faixa de Gaza e o deslocamento do nosso povo palestino. Neste contexto, e a fim de alcançar a interrupção das hostilidades e a retirada completa da Faixa de Gaza, o movimento anuncia seu acordo para entregar todos os prisioneiros israelenses, vivos e mortos, de acordo com a fórmula de troca contida na proposta do Presidente Trump, desde que as condições de campo para a troca sejam atendidas. O movimento afirma sua disposição para iniciar imediatamente as negociações por meio dos mediadores para discutir os detalhes deste acordo. O movimento também renova seu compromisso para entregar a administração da Faixa de Gaza a um corpo palestino de independentes (tecnocratas), com base no consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico. As demais questões mencionadas na proposta do presidente Trump sobre o futuro da Faixa de Gaza e os direitos inerentes do povo palestino estão vinculadas a uma posição nacional abrangente e baseada em leis e resoluções internacionais relevantes. Elas devem ser discutidas dentro de uma estrutura nacional palestina abrangente. O Hamas fará parte dela e contribuirá com total responsabilidade. Movimento de Resistência Islâmica – Hamas Instagram Twitter Youtube Tiktok