Não à privatização de postos de saúde

Opinião da Badaró | A política de privatizações de serviços essenciais é uma solução cruel de quem se declara sem competência para gerir o bem público Editorial Arte: Matías Leal Bits A gestão da prefeita bolsonarista Adriane Lopes (PP), em Campo Grande, pretende privatizar postos de saúde para “reduzir custos” e “agilizar contratações”. O objetivo é transferir a administração de algumas unidades a Organizações Sociais (OS), instituições privadas que se apresentam como sem fins lucrativos. O argumento de que o Estado “respira” ao transferir a responsabilidade de serviços públicos a entes privados é uma falácia. Na prática, como ocorreu com o transporte público, o Estado se torna um refém, que cria mais uma etapa na condução dos serviços e segue fazendo repasses ou salvando as instituições particulares em momentos de crise, quando estas alegam não ter dinheiro. Transferir a responsabilidade pelos postos de saúde não cria leitos novos, não aumenta a oferta de exames, tampouco reorganiza o fluxo de pacientes. Foi o que argumentou, por duas vezes, o Conselho Municipal de Saúde, que recusou a proposta. De acordo com o órgão, o problema é de gestão pública e subfinanciamento; não de modelo administrativo, como diz a Prefeitura que se autodeclara incompetente. Organizações Sociais são entidades privadas que operam com lógica empresarial, mesmo que não possuam fins lucrativos declarados. Para cortar gastos, as OS frequentemente adotam contratos sem estabilidade, com salários potencialmente menores e menos benefícios em comparação ao regime estatutário. Isso leva a uma alta rotatividade de profissionais e sobrecarga de trabalho, além da descontinuidade no cuidado, já que o paciente perde vínculo com a equipe. A Badaró ressalta seu posicionamento contrário à privatização da saúde não apenas em Campo Grande, mas em todo o Brasil e o mundo. A política de privatizações de serviços essenciais é uma solução cruel de quem se declara sem competência para gerir o bem público. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Cruz Vermelha entrega mais de 3 toneladas de medicamentos para rede pública de Campo Grande

Doação fortalece atendimento nas unidades do SUS e amplia capacidade da rede municipal Da redação A Cruz Vermelha Brasileira – Filial Mato Grosso do Sul realizou, nesta segunda-feira (23), a entrega de mais de três toneladas de medicamentos à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande, contribuindo para o reforço do atendimento à população. Entre os itens doados estão antibióticos, anti-inflamatórios e antialérgicos, que serão utilizados tanto no início quanto na continuidade de tratamentos nas unidades públicas de saúde. A doação é resultado da articulação institucional da Cruz Vermelha para ampliar a capacidade de resposta da rede municipal, especialmente diante da alta demanda por assistência. Para a secretária-geral da instituição no estado, Carolina Bernardes, a ação evidencia o papel da organização no apoio direto à população. “Nosso compromisso é atuar de forma concreta onde a população mais precisa”, afirma. Carolina também destaca o compromisso da Cruz Vermelha com o atendimento rápido e eficiente à população. “Essa entrega representa a união de esforços para garantir que os atendimentos cheguem com mais rapidez e qualidade a quem depende do sistema público”. Com atuação humanitária no estado, a Cruz Vermelha desenvolve ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade, resposta a emergências, capacitações em primeiros socorros e parcerias que fortalecem a promoção da saúde e do bem-estar social. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Após reunião em Brasília, Vander e Camila garantem apoio contra surto de chikungunya em Dourados

Deputados se reuniram com diretor do Ministério da Saúde Da redação Os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, estiveram nesta terça-feira (24), no Ministério da Saúde, em reunião com o diretor de Programa da Secretaria-Executiva da pasta, Nilton Pereira Júnior, para articular ações emergenciais de enfrentamento ao surto de chikungunya no município de Dourados (MS). Dourados já registrou quatro mortes e mais de 600 casos da doença, sendo que a situação mais grave está na reserva indígena. Durante a reunião, Nilton Pereira Junior, do Ministério da Saúde, informou que a Pasta já enviou agentes de combate a endemias, profissionais da Força Nacional do SUS e especialistas para reforçar a rede hospitalar do município, que atualmente opera com capacidade máxima. Também foram liberados recursos emergenciais para compra de insumos e medicamentos. Além disso, será instalado um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de enfrentamento à doença em Dourados. De acordo com o diretor do Ministério, além da assistência médica, uma das prioridades é a limpeza das áreas mais afetadas, especialmente na aldeia indígena, onde a falta de coleta de lixo e saneamento favorece a proliferação do mosquito transmissor. “Mesmo sendo uma atribuição do Estado, o Governo Federal também deverá atuar para garantir essa limpeza, considerada essencial para conter o avanço da doença”, afirmou Nilton. O deputado Vander Loubet destacou que o momento exige união de esforços e atuação rápida do poder público. “O cenário exige resposta imediata. O Ministério da Saúde já está mobilizado, mas precisamos garantir que todas as frentes atuem juntas para salvar vidas e conter o avanço da doença. Nosso mandato está à disposição para articular apoio, recursos e ações emergenciais para Dourados”, afirmou o deputado. A deputada Camila Jara também defendeu a necessidade de uma ação interministerial, envolvendo órgãos como Funai, Casa Civil, Ministério da Defesa e Forças Armadas, para reforçar as ações emergenciais e evitar novas vítimas. A reunião faz parte das articulações da bancada federal do PT de Mato Grosso do Sul junto ao Governo Federal para garantir apoio imediato ao município de Dourados no enfrentamento ao surto de chikungunya. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Nos braços do povo, Lula chega a Campo Grande para COP15

Presidente confraternizou com militância, encontrou lideranças políticas e reforçou chapa com Fábio Trad e Gilda Maria para governo de MS Por Norberto Liberator O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Campo Grande neste domingo, 22 de março, para participar da COP15, a conferência da ONU que trata da preservação de animais silvestres. O evento se inicia nesta segunda-feira, 23, e vai até o dia 29 do mesmo mês. Ao descer do aeroporto, Lula saiu do carro presidencial e se encontrou com a militância que o esperava para dar boas-vindas. “O presidente Lula é nosso, é trabalhador como a gente”, declarou o bancário e líder sindical Orlando de Almeida, o Orlandinho, que esteve presente na recepção. Mais tarde, Lula se encontrou com lideranças políticas locais, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Junto à primeira-dama Janja Lula da Silva, o presidente esteve com o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT e ex-deputado federal Fábio Trad; a senadora Soraya Thronicke (Podemos); a pré-candidata a vice-governadora e ex-coordenadora-especial de Políticas Públicas para a Mulher em MS, Gilda Maria dos Santos; o deputado estadual e ex-governador Zeca do PT; os deputados estaduais Pedro Kemp e Gleice Jane; o superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho; os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, todos do PT. Lula também encontrou o superintendente estadual da Pesca, Marcelo Heitor Miranda dos Santos; e os vereadores petistas Landmark Rios, Jean Ferreira e Luiza Ribeiro, de Campo Grande. Janja Lula da Silva, Flávia Trad, Zeca do PT, Camila Jara, Fábio Trad, Luiz Inácio Lula da Silva, Tiago Botelho, Gilda Maria dos Santos, Soraya Thronicke, Pedro Kemp, Gleice Jane e Vander Loubet durante visita do presidente. Foto: Ricardo Stuckert À imprensa, Fábio Trad confirmou o apoio de Lula à chapa para o governo de MS, formada pelo ex-deputado e pela ex-coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres e ex-primeira-dama do estado, Gilda Maria dos Santos. “[O presidente Lula] Ficou muito satisfeito quando soube que Dona Gilda estará como vice pela amizade e afeto que os une há mais de 40 anos. Mostrou imenso otimismo com as perspectivas eleitorais em Mato Grosso do Sul. E ao final afirmou: vamos vencer as eleições”, afirmou Trad. No Segmento de Alto Nível do evento, que antecede a abertura, Lula esteve ainda com o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o chanceler boliviano, Fernando Aramayo; a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB); o governador Eduardo Riedel (PP); o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy, entre outras autoridades. A COP15 contará com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, além de presenças internacionais, como Santiago Peña, Fernando Aramayo e delegações de países como Uruguai, Canadá, Portugal e Itália, além de membros da ONU. O objetivo é estabelecer metas para a preservação da fauna migratória e seus habitats. — Assine a Badaró e receba nossos materiais impressos! Instagram Twitter Youtube Tiktok
Lula vem a Campo Grande abrir a COP15. Mas o que é COP15?

Evento trata de preservação de espécies migratórias Da redação Lula junto ao superintendente do Patrimônio da União em MS, Tiago Botelho. Foto: Divulgação O presidente Lula e cinco ministros chegam nesta tarde a Campo Grande para participar da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a chamada COP15. A conferência reunirá representantes de mais de uma centena de países, além de cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil, para discutir caminhos concretos de preservação da biodiversidade global, com foco nas espécies migratórias e nos ecossistemas que sustentam suas rotas. A sigla COP significa Conferência das Partes, a instância máxima de decisão de acordos internacionais. Na COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, os países se reúnem para avaliar o estado de conservação dessas espécies, definir prioridades e pactuar ações conjuntas para protegê-las. Na prática, é um espaço onde se constroem políticas globais para enfrentar problemas como a destruição de habitats, a exploração predatória e os impactos das mudanças climáticas sobre a fauna. A COP15 trata das espécies migratórias, animais que se deslocam periodicamente entre diferentes regiões do planeta em busca de alimento, reprodução ou condições ambientais adequadas. Esses deslocamentos podem atravessar continentes e oceanos, como ocorre com aves, peixes, mamíferos e até insetos. Para a convenção, uma espécie migratória é aquela que cruza fronteiras entre países ao longo do seu ciclo de vida, o que torna sua proteção um desafio coletivo. Esses animais desempenham funções essenciais para o equilíbrio ecológico. Contribuem para a polinização, dispersão de sementes e transporte de nutrientes entre ambientes. Além disso, são importantes indicadores da saúde ambiental: alterações em suas rotas ou populações costumam sinalizar desequilíbrios nos ecossistemas. Atualmente, muitas dessas espécies enfrentam ameaças como a perda de habitat, a fragmentação de áreas naturais e a exploração excessiva. Esse cenário reforça a urgência de ações coordenadas entre os países. A escolha de MS como sede não é apenas logística, mas também política e simbólica. O Brasil abriga alguns dos biomas mais ricos do planeta, e o Pantanal é uma das regiões mais estratégicas para a biodiversidade mundial. Ao trazer a COP15 para o estado, o presidente Lula reforça a importância de colocar o interior do país no centro das decisões globais e valorizar territórios fundamentais para o equilíbrio ambiental. Assim como levou a COP30 para Belém, agora o país volta os olhos para Campo Grande. A decisão de realizar a conferência no coração do Pantanal sul-mato-grossense é altamente simbólica. Ela reconhece a potência ambiental da região e mostra que o futuro da agenda climática e da biodiversidade passa, necessariamente, por territórios que historicamente ficaram à margem dos grandes centros de decisão. Além de sediar o encontro, o Brasil assume papel de liderança nas negociações internacionais sobre biodiversidade. A realização da COP15 coloca o país, e especialmente Mato Grosso do Sul, no centro das atenções globais. Durante a semana, o debate internacional deve apontar caminhos para conciliar desenvolvimento e preservação, com foco na proteção das espécies migratórias e na manutenção de seus habitats e rotas. Mais do que um encontro técnico, a COP15 representa uma oportunidade de construir soluções para um dos maiores desafios do nosso tempo: garantir a sobrevivência das espécies e o equilíbrio dos ecossistemas. Ao sediar o evento em Campo Grande, o Brasil envia ao mundo uma mensagem clara: proteger a biodiversidade também significa reconhecer a força do interior e o papel estratégico de biomas como o Pantanal no futuro do planeta. Enquanto sul-mato-grossense, nascido em Ivinhema, agradeço ao presidente Lula por colocar o Estado em protagonismo. Se queremos proteger o meio ambiente, precisamos ouvir e valorizar os territórios onde a natureza ainda pulsa com força. Como ensinou Manoel de Barros é no “chão das coisas pequenas” que mora a grandeza do mundo e é desse chão, do interior profundo, do Pantanal que podem surgir as respostas para os desafios ambientais do nosso tempo. Instagram Twitter Youtube Tiktok