PL de Tabata Amaral criminaliza denúncias de crimes praticados por Israel
Após a apresentação do PL 1424/2026 pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), parlamentares de esquerda que assinaram o texto do projeto retiraram seus nomes. Heloísa Helena (Rede-RJ) e os deputados petistas que haviam assinado explicaram que a inclusão de seus nomes se deu por um mal-entendido. O projeto visa criminalizar a defesa da soberania palestina e a denúncia dos crimes do Estado de Israel.
A proposta de Tabata é instituir no Brasil o entendimento da ONG “Aliança Internacional pela Memória do Holocausto”, entidade dedicada ao lobby sionista. A tese equipara a antissemitismo o questionamento à legitimidade de Israel como Estado nacional, bem como as críticas aos crimes contra a humanidade, reconhecidos pela ONU, praticados por Israel.
Vander Loubet (PT-MS) afirmou que sua assinatura foi pela discussão do projeto, não por endosso. O parlamentar sul-mato-grossense publicou uma nota em suas redes sociais explicando a retirada da assinatura. Heloísa Helena declarou que a decisão foi feita por parte de sua assessoria sem sua permissão e que, em relação à inserção de seu nome, medidas serão tomadas.
Os deputados Welter (PT-PR), Ana Paula Lima (PT-SC), Reginaldo Lopes (PT-MG), Luiz Couto (PT-PB) e Alexandre Lindenmeyer (PT-RJ) também emitiram requerimentos para que suas assinaturas fossem retiradas do projeto.