Zé Carioca comemora 20 anos de rock com festival que une gerações

Evento também conta com exibição de documentários sobre cena local Da redação Há exatos 20 anos, o que hoje é o tradicional Bar do Zé Carioca (antigo Bar do Carioca) recebia o primeiro evento underground organizado por uma turma que se recusava a ver a cena local silenciada. Duas décadas depois, o espaço na rua General Melo segue de pé, vivo e mais barulhento do que nunca.  O aniversário será comemorado neste sábado (11 de abril), com uma programação que mistura música autoral, cinema independente e ocupação cultural. A noite musical começa a partir das 18h e reúne um recorte potente da produção atual do rock campo-grandense. Entre as atrações confirmadas está a banda Dor de Ouvido (DxDxOx), veterana do hardcore/grindcore local que retorna ao palco para marcar a data histórica. Completam o line-up as bandas Wedding Vows, Mystical Perversion, Burning Universe e Os Alquimistas. O repertório passeia por diferentes vertentes do rock e do underground, prometendo uma experiência intensa e diversa para quem curte som autoral e distorção de verdade. Antes e durante a programação musical, a calçada do bar se transforma em sala de cinema a céu aberto. Em parceria com a TransCine – Cinema em Trânsito, a Casa Holandês Voador apresenta uma sessão especial com dois documentários que atravessam a música e a memória de Mato Grosso do Sul. O primeiro é CenAlternativa: MS Geração 20, que mergulha na nova cena musical autoral pós-pandemia, revelando artistas, desafios e caminhos da produção contemporânea no estado. O segundo, Barulho do Mato, resgata a história da cena heavy metal das décadas de 80 e 90 em Campo Grande, destacando a resistência e a força do underground sul-mato-grossense.“Chega junto, traz a cadeira e soma com a gente”, convida a organização.  O underground, como sempre, não vive de patrocínio: sobrevive de teimosia, amizade e muito barulho. Vinte anos depois, o recado é claro: “Ainda estamos aqui, mais velhos e mais barulhentos”. Serviço 20 Anos de Barulho no ZéData: 11 de abril (sábado)Horário: A partir das 18h (pontualmente)Local: Bar do Zé Carioca – Rua General Melo, 91Centro, Campo Grande (MS) Entrada: R$ 15 A nova edição impressa da Badaró já está disponível. Adquira a sua! Instagram Twitter Youtube Tiktok

Marquinhos deixa PDT e se filia ao PV para concorrer à Câmara federal

Vereador mudou de partido no último dia da janela partidária Por Norberto Liberator Foto: Reprodução/redes sociais O vereador Marquinhos Trad, até então no PDT de Campo Grande, anunciou sua filiação ao PV durante a última sexta-feira (3 de março). O parlamentar deve concorrer à vaga de deputado federal pelo partido ambientalista. O anúncio foi feito por Marquinhos nas redes sociais. O ex-prefeito de Campo Grande publicou o momento da assinatura da ficha de filiação, ao lado do presidente estadual do PV, Marcelo Bluma. Marquinhos também recebeu um documento de anuência do PDT, ou seja, uma permissão do partido para que a mudança não desemboque em infidelidade partidária. O documento foi assinado pelo vice-presidente estadual do partido, Enelvo Iradi Felini. Assine a Badaró e receba nossos materiais em sua casa Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice Jane quer impedir parcerias de entidades misóginas com o poder público

Para Gleice Jane, a medida responde a um cenário de ampliação da violência de gênero, inclusive em ambientes virtuais Da redação A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) protocolou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um projeto de lei que altera regras para concessão de utilidade pública no Estado. A proposta impede que entidades que promovam misoginia, discriminação ou violência de gênero recebam reconhecimento institucional. A iniciativa modifica a Lei nº 3.498/2008, que estabelece critérios para o título de utilidade pública. Pela nova redação, organizações que incentivem ou legitimem práticas misóginas, inclusive associadas a grupos como a chamada “machosfera” ou movimentos “red pill”, ficam impedidas de obter o status, que hoje garante legitimidade institucional e amplia o acesso a parcerias com o poder público. Segundo a parlamentar, a proposta é simples do ponto de vista jurídico, mas relevante em seus efeitos. “É uma alteração objetiva em uma lei que já existe, mas que passa a deixar claro que o Estado não pode reconhecer como de utilidade pública entidades que promovem ódio, desigualdade e violência contra mulheres”, afirmou. O texto detalha condutas vedadas, como a promoção de misoginia, a banalização da violência de gênero, o assédio e ataques direcionados a mulheres, além da disseminação de discursos que reforcem hierarquias entre homens e mulheres. Também inclui a atuação em ambientes digitais como critério de análise, diante do crescimento de redes organizadas de desinformação e violência simbólica. Para Gleice Jane, a medida responde a um cenário de ampliação da violência de gênero, inclusive em ambientes virtuais. “Nos últimos anos, a gente tem visto o crescimento de comunidades que transformam frustrações em violência contra mulheres. O Estado precisa ser firme em não legitimar esse tipo de atuação”, disse. A apresentação do projeto ocorre no encerramento do mês das mulheres, mas, segundo a deputada, o enfrentamento à violência exige continuidade. “Março é simbólico, mas a luta não pode ser pontual. As políticas públicas precisam ser permanentes e estruturadas”, afirmou. Nesse contexto, Gleice também destaca a tramitação de outro projeto de sua autoria: o que cria o Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Meninas (FEVIMM). A proposta prevê a destinação de recursos para ações de prevenção, proteção e atendimento às vítimas em Mato Grosso do Sul. De acordo com a parlamentar, o fundo busca dar sustentação financeira às políticas públicas. “Mato Grosso do Sul está entre os estados com maiores índices de feminicídio. Não basta reconhecer o problema, é preciso garantir investimento contínuo para enfrentá-lo”, disse. Ao relacionar as duas propostas, Gleice Jane afirma que o combate à violência de gênero exige tanto regulação quanto investimento. “Para erradicarmos a violência contra mulheres, além de políticas educativas, precisamos de investimento. E é por isso que o fundo de enfrentamento à violência é imprescindível”, concluiu. Instagram Twitter Youtube Tiktok

SPU viabiliza mais de R$ 51 milhões e impulsiona desenvolvimento em Ponta Porã

Ao todo, os projetos envolvem uma área mínima somada de 144.278 m² e investimentos que ultrapassam R$ 51 milhões Da redação A Superintendência do Patrimônio da União (SPU) vem promovendo uma série de iniciativas estratégicas em Ponta Porã, consolidando o município como um polo de desenvolvimento urbano, tecnológico e social. As ações integram o programa Imóvel da Gente, do Governo Federal, que tem como objetivo dar função social a áreas da União, transformando espaços ociosos em oportunidades para a população. Ao todo, os projetos envolvem uma área mínima somada de 144.278 m² e investimentos que ultrapassam R$ 51 milhões, considerando a soma das destinações patrimoniais e investimentos federais em habitação, contemplando inovação, educação, desenvolvimento econômico e moradia. Entre os destaques está a destinação de uma área de 3.555 m², avaliada em mais de R$ 4 milhões, para a implantação do Parque Tecnológico Industrial de Ponta Porã (PTIn), iniciativa que deve impulsionar a inovação e atrair novos investimentos para a cidade. Outro projeto relevante é a área de mais de 33 mil m², com valor estimado superior a R$ 7 milhões, destinada à implantação de um Centro Tecnológico Educacional, reforçando o compromisso com a formação e qualificação profissional. Na área de desenvolvimento econômico, a SPU viabilizou um terreno de 27.723 m², avaliado em mais de R$ 12 milhões, para a construção do Mercado Municipal, espaço que deve fortalecer o comércio local e gerar emprego e renda. Já no campo da habitação, foram destinados 60 mil m² para a construção de 185 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Professora Elfrida Winckler, com investimento federal de R$ 24,18 milhões. Outro ponto importante é o trabalho de regularização dos moradores que ocupam a faixa da rede ferroviária. A ação depende da transferência da área pelo DNIT à SPU, prevista para junho de 2026, etapa fundamental para garantir segurança jurídica às famílias. Com esse conjunto de iniciativas, a SPU reforça seu papel estratégico no desenvolvimento regional, colocando o patrimônio da União a serviço da população e promovendo inclusão social com geração de oportunidades. Instagram Twitter Youtube Tiktok