Candidatos à presidência nacional do PT cumprem agendas em Campo Grande

Valter Pomar e Rui Falcão cumprem agendas junto à militância Da redação Dois candidatos à presidência nacional do PT estarão, nesta semana, em Campo Grande. Valter Pomar e Rui Falcão têm agendas de campanha. A legenda está em processo de eleições internas, que ocorrem no dia 6 de julho. Valter Pomar, que concorre como representante da corrente interna Articulação de Esquerda, estará na capital sul-mato-grossense nesta segunda-feira (23). O historiador, que integra a direção nacional do partido, participa do debate entre chapas nacionais no Sindicato dos Bancários (R. Barão do Rio Branco, 2652), a partir das 18h30. Já Rui Falcão, da tendência interna Novo Rumo e que conta com apoio de correntes como Democracia Socialista, Avante e O Trabalho, além do campo Diálogo e Ação Petista, vem na quinta-feira (26). O candidato, que atualmente é deputado federal e já presidiu a legenda, cumpre compromissos de campanha com a militância partidária. Eleição do PT Os dirigentes petistas são escolhidos por votação dos filiados no chamado PED (Processo de Eleição Direta). O partido é subdividido em correntes internas, que disputam entre si as direções nacional, estaduais e municipais em todo o Brasil. Em Campo Grande, as candidaturas municipais são da ex-vereadora Elaine Becker, da corrente Articulação de Esquerda, e do deputado estadual Pedro Kemp, da corrente Avante. Elaine apoia Valter Pomar para a presidência nacional do partido, enquanto Kemp apoia Rui Falcão. A nível estadual, os candidatos são Humberto Amaducci, ex-prefeito de Mundo Novo e atual vice-presidente em Mato Grosso do Sul, que representa a Articulação de Esquerda e apoia Valter Pomar para presidente nacional; e o deputado federal Vander Loubet, da corrente Resistência Socialista, que nacionalmente apoia Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, no interior de São Paulo. Edinho pertence à corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), considerada majoritária no partido. Além de Edinho, Pomar e Falcão, a eleição nacional tem ainda como candidato o secretário de Relações Internacionais da legenda, Romênio Pereira, da tendência interna Movimento PT (MPT). Tanto Pomar quanto Falcão e Romênio são considerados mais à esquerda na política interna do partido, enquanto Edinho é visto como um quadro mais ao centro e “moderado”. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Candidatura de Elaine Becker mobiliza mulheres do PT de Campo Grande

Ex-vereadora disputa presidência do Diretório Municipal Da redação A candidatura da ex-vereadora Elaine Becker, que disputa a presidência do Diretório Municipal do PT em Campo Grande, tem movimentado mulheres em busca de representatividade e valorização dos quadros femininos do partido. Elaine é secretária de Organização do PT de Mato Grosso do Sul e está à frente da chapa “A Esperança É Vermelha”. Também foi lançado o movimento “O PT PED mulher”, em alusão à sigla de Processo de Eleição Direta (PED), como é conhecido o pleito interno do partido. Um sarau de lançamento da chapa e do movimento ocorreu no dia 6 de junho, na sede do PT de Campo Grande, com apresentação musical de Ana Cabral e exposições de artistas, como Melissa de Aguiar e Alucha Burque Chaves. Representante da corrente Articulação de Esquerda, a candidatura de Becker tem superado a disputa das tendências internas e conquistado adesão de militantes de outras forças do PT, sobretudo de mulheres. O sarau de lançamento refletiu tal mobilização, com a presença de lideranças feministas do partido. A deputada estadual Gleice Jane, que apoia a candidatura, destaca que Elaine não apenas representa a pauta feminista, como também tem experiência para administrar o partido. “Ela sabe da luta das mulheres, do movimento sindical, dos movimentos populares e sabe que o PT foi construído a partir da luta popular”, afirma a parlamentar. Valter Pomar, da direção nacional do partido, afirma que Elaine “é uma lutadora do povo, alguém que tem a dedicação e o estilo de trabalho necessários para que o Partido dos Trabalhadores em Campo Grande recupere sua força política”. As eleições que definirão a direção do PT a níveis municipal, estadual e nacional ocorrem no dia 6 de julho. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Sarau lança candidatura de Elaine Becker à presidência do PT em Campo Grande

Evento ocorre nesta sexta a partir das 18h30 Norberto Liberator Ocorre nesta sexta-feira (6), a partir das 18h30, o sarau “PT PED Mulher”, que celebra o lançamento da candidatura da ex-vereadora Elaine Becker à presidência do PT em Campo Grande. O evento conta com apresentação da cantora Ana Cabral e exposições artísticas. O sarau será realizado na sede do partido em Campo Grande, localizada na Rua das Garças, 2320, no bairro Santa Fé. O nome do evento faz referência ao Processo de Eleições Diretas (PED), ou seja, a eleição interna do partido, quando a própria militância define os e as dirigentes da legenda por votos. Elaine é servidora pública e atualmente comanda a Secretaria de Organização (Sorg) do partido. Sua candidatura integra a chapa “A Esperança é Vermelha”, que conta com o ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, como candidato a presidente estadual em Mato Grosso do Sul. A chapa tem Valter Pomar como postulante a presidente nacional. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Entrevista: Humberto Amaducci

Ex-prefeito de Mundo Novo é candidato a presidente do PT em MS Entrevista: Norberto Liberator Com a experiência de três mandatos como prefeito de Mundo Novo, município sul-mato-grossense na divisa com o Paraná e fronteira com o Paraguai, Humberto Amaducci é um quadro histórico do PT em Mato Grosso do Sul. Atual vice-presidente da legenda no estado, o professor e bancário tem em sua origem a luta pela agricultura familiar e reforma agrária. Foi assessor do orçamento participativo durante o mandato da prefeita petista Dorcelina Folador, assassinada em 1999 por se opor a oligarquias políticas locais. Considerado herdeiro político de Dorcelina, Amaducci implantou o orçamento participativo em 100% da receita municipal. Em 2018, Humberto assumiu a missão de representar o 13 como candidato a governador de Mato Grosso do Sul, estado onde Jair Bolsonaro teve 65,22% dos votos. Era o momento de maior crise da história do PT, com Lula preso e ampla perseguição midiática ao partido, que chegou a ter sua morte política anunciada por veículos da imprensa hegemônica. Atualmente, Humberto Amaducci encara um novo desafio: ser candidato à presidência do PT de Mato Grosso do Sul. Seu nome foi definido pela corrente Articulação de Esquerda para a disputa do Processo de Eleição Direta (PED). Conversamos com o ex-prefeito para entender suas propostas e objetivos. Badaró: Hoje se costuma falar muito em frente ampla e democracia contra o fascismo. Alguns setores do PT defendem, inclusive, que a frente ampla se amplie ainda mais e não se radicalize o projeto do partido à esquerda. Como você avalia esse tipo de posicionamento e que rumos você acha que o partido precisa tomar, se é mais à esquerda ou mais frente ampla? Humberto Amaducci: Existe, na realidade, alguma confusão hoje na cabeça de alguns companheiros e companheiras do PT. É óbvio que a defesa da democracia foi muito importante, muito fundamental nesse último período desse avanço do fascismo em nosso país. Porém, nós temos que ter alguns cuidados. Quem pariu a extrema direita foi a direita! Então existe hoje essa dificuldade pra nós, que nós temos que compreender e os companheiros do PT também. Eu costumo dizer, por onde eu ando, pelo Mato Grosso do Sul, fazer um grande mutirão para que a gente empurre o PT para a esquerda. O PT precisa ir mais à esquerda para que a gente possa de fato contribuir não só com o nosso partido, mas com o próprio governo, nosso presidente Lula que precisa. E essa frente ampla, se nesse momento já traz alguns prejuízos para o governo e para a própria esquerda, se ampliar ainda mais, vai aumentar, vai aprofundar ainda mais esse prejuízo. Então nós defendemos um PT à esquerda e também um governo no próximo período, que a gente também consiga fazer esse grande mutirão de ir para a esquerda. Hoje na disputa interna do PED em Mato Grosso do Sul, há três chapas concorrendo. Uma formada por várias correntes, uma de independentes e uma da Articulação de Esquerda. Por que a AE optou por ter uma chapa própria e não integrar o chamado chapão? Olha, nós da Articulação de Esquerda, mais uma vez, nós temos a compreensão e entendemos que é o momento. Nós realizamos dois congressos, várias reuniões, fizemos muitos debates, onde nós chegamos à conclusão que é o momento da gente debater e discutir o PT. E nada melhor que o PT, porque na nossa avaliação, esse processo de eleição direta do PT é fundamental, demonstra para toda a sociedade que o Partido dos Trabalhadores é o único partido desse país que tem uma democracia interna fantástica. O problema, muitas vezes, é que as nossas direções não conseguem levar para os nossos filiados, para a nossa militância, o funcionamento dessa democracia interna, até para os companheiros poderem se posicionar dentro do PT. Então, cabe a nós, enquanto dirigentes, a gente fazer esse trabalho de estar levando agora, nesse momento, pra nossa militância. Como que funciona? Veja bem. No dia 6 de julho, o filiado do PT, ele vai estar votando pro presidente municipal, pra chapa municipal, pro presidente estadual, pra chapa estadual, pro presidente nacional e pra chapa nacional. Ou seja, a responsabilidade dos nossos filiados é muito grande diante da democracia interna do Partido dos Trabalhadores. É importante compreender o surgimento do PT. O Partido dos Trabalhadores, na década de 80, surge do chão da fábrica. Trabalhadores sindicalistas; metalúrgicos; setores da Igreja Católica; intelectualidade; músicos, o pessoal da cultura, que a ditadura militar reprimia demais, então esse setor veio… setor do campesinato, o pessoal que lutava pela reforma agrária, que eram os campesinos, também tiveram acesso ao PT. Enfim, setores políticos. Naquela época só tinha Arena e MDB, e aí setores do MDB vieram para o PT… Eduardo Suplicy, por exemplo, veio para o Partido dos Trabalhadores pelo MDB. Ou seja, o PT nessa década acabou se tornando um grande guarda-chuva. Setores da guerrilha também, do Araguaia: José Genoíno… E isso começou a criar alguns problemas dentro do PT, que ficou, dá a impressão de vários partidos dentro do PT. Veio a ideia, final da década de 80, início da década de 90, surge a regulamentação das tendências. O PT achou a fórmula para organizar isso, cada tendência com ação além de pensamento, escrevia-se teses, fazia-se debates, congressos, plenárias… Enfim, havia um grande debate dentro do PT. A tese vencedora, o pensamento sairia, poderia ter emendas, poderia ter, então saía um documento onde basicamente [se] agradava a quase todos os militantes do PT. Com o tempo, o que aconteceu? Hoje, infelizmente, as tendências foram dominadas pelos mandatos. Você percebe que as tendências pararam de escrever documentos, pararam de debater, isso é muito ruim. E quando surgiu a proposta do Chapão, pra que a gente fizesse o único chapão, a candidatura única, e resolvesse logo de cara os cargos dentro da Executiva, a avaliação que nós fizemos dentro da nossa tendência, da Articulação de Esquerda, com a participação da companheira Gleice Jane, nossa deputada, do Elias Ishy de Dourados, vereadores
Articulação de Esquerda lança Valter Pomar como candidato à Presidência do PT

O historiador e membro do Diretório Nacional do PT, Valter Pomar, registrou, neste sábado (15), sua candidatura para concorrer à presidência nacional do partido pela Articulação de Esquerda. O Processo de Eleição Direta (PED) 2025 ocorrerá no dia 6 de julho, quando será realizada a votação que irá eleger representantes de diretorias municipais, estaduais e nacional. Em declaração ao site do PT Nacional, Pomar afirmou que sua candidatura representa um projeto de direção socialista para orientar a disputa política do partido no país. O petista defende que o PT esteja alinhado com propostas de reformas estruturais, em um processo de transformação “radical” do Brasil. “Representa uma voz a mais em defesa de um partido internamente democrático, militante, presente e atuante nos territórios, nos locais de moradia, de trabalho, de estudo, de cultura e lazer”, explica o historiador. Em uma análise atual da conjuntura política e econômica brasileira e mundial, Pomar faz um alerta ao campo progressista: “Vivemos tempos de guerra, de crise do capitalismo, de catástrofe ambiental”, avalia. “Em tempos assim, se quisermos vencer, é preciso mudar nossa estratégia e nosso jeito de funcionar”. Isso só será possível, sustenta, se o PT for um instrumento “de fato” da classe trabalhadora. O candidato também detalha os desafios da próxima direção do partido, a começar por um processo de descentralização interna. “O PT precisa ser menos presidencialista e voltar a ter direção coletiva”, opina. “Falando dos desafios políticos no ano de 2025, destaco quatro: primeiro, contribuir para que o governo federal mude de rumo e recupere a bandeira da “transformação”; segundo, estimular, apoiar e protagonizar a mobilização social, inclusive como contraponto a maioria de direita no Congresso; terceiro, reforçar o debate politico ideológico contra o neofascismo e contra o neoliberalismo, criando um ambiente favorável a prender os golpistas e também ajudando a nos livrar da canga do “ajuste fiscal permanente”; quarto, fazer da cúpula dos BRICS e da COP 30 momentos de afirmar nossa política externa altiva e ativa e, também, a política de relações internacionais do PT”, elenca. De acordo com o historiador, a vitória de Lula em 2026 passa obrigatoriamente pelo enfrentamento dos quatro desafios apontados, e de outros adjacentes. Se o PT for bem sucedido na estratégia, insiste Pomar, criará “as condições para um quarto mandato bem melhor do que o atual”. “Destaco, entretanto, que nossa preocupação maior é com o partido. O PT está ameaçado, não apenas por nossos inimigos, mas também pelos nossos erros e insuficiências”, adverte o petista. Críticas ao PED Pomar também não economiza críticas ao próprio processo de renovação dos quadros do partido, o PED. “Em todos os PED realizados desde 2001, a maior parte dos filiados não compareceu para votar”, cita ele. “E a maior parte dos que compareceram, votaram sem que antes tivessem participado de um único debate entre as chapas e as candidaturas”, aponta. Pomar considera que, desde 2001, o processo foi contaminado por práticas de abuso de poder, interferências externas e até fraudes. “Apesar disso, em alguns momentos o PED foi importante para defender o partido e inclusive para mudar os seus rumos. Foi o que aconteceu em 2005 e é o que espero volte a acontecer em 2025”, conclui o candidato da Articulação de Esquerda. Acesse o comprovante de inscrição de Valter Pomar clicando aqui.