Gleice Jane participa de plenária em solidariedade à Palestina na UEMS

Com mais de duas décadas de militância, a deputada chamou atenção para as semelhanças entre as violações de direitos enfrentadas pelos palestinos e os conflitos territoriais vividos por povos indígenas.   Da redação A deputada estadual Gleice Jane (PT) participou de uma mobilização emocionante e necessária, em solidariedade ao Povo Palestino. Trata-se do 1º Encontro Universidade Autônoma e Coletiva – Demarcando Epistemologias e Territórios em MS, na última quarta-feira, (2), na UEMS, em Campo Grande (MS). Momento de escuta a lado de representantes da comunidade palestina, como Sondos Dhaher, do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino em MS, Ashjan Sadique, da Federação Árabe-Palestina do Brasil (Fepal) e do vereador Jamal Salem (MDB), além do líder indígena Daniel Kaiowá (Aty Guasu), Luso de Queiroz (PSOL), Marcelo Batarce (UEMS) e Lucilene Costa (UEMS). A parlamentar reafirmou seu compromisso com a causa palestina. “Defender a Palestina é defender os direitos humanos. É dizer não às guerras, à ocupação e às injustiças”, destacou Gleice. Com mais de duas décadas de militância, a deputada chamou atenção para as semelhanças entre as violações de direitos enfrentadas pelos palestinos e os conflitos territoriais vividos por povos indígenas no Brasil. “O que vemos na Cisjordânia é grave e desumano. Precisamos reconhecer esse processo de desumanização e sermos as vozes que gritam e denunciam. A Palestina nos interpela como humanidade”, afirmou. A representante palestina Sondos Dhaher reforçou a urgência da solidariedade internacional. “Na Palestina, viver é resistir. Respirar é desafiar. Dormir é o risco, acordar é o milagre. Famílias inteiras são apagadas em segundos, enquanto o mundo desvia o olhar. O que Israel comete contra o nosso povo não é guerra, é genocídio”, declarou. O evento reafirmou a importância do diálogo, da escuta ativa e do posicionamento político em defesa dos direitos humanos. “A discussão é de suma importância, ainda mais neste período. Fazer parte desse momento é reafirmar o compromisso do mandato com causas internacionais que atravessam fronteiras, mas que tocam diretamente a dignidade humana em qualquer lugar do mundo”, finalizou a deputada. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Pedro Kemp critica genocídio e questiona membros do governo de MS em Israel

Deputado denunciou extermínio em Gaza e citou ofício ao governo estadual Norberto LiberatorFoto: Wagner Guimarães (reprodução) O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) subiu à tribuna nesta terça-feira (24) para condenar o genocídio em curso na Faixa de Gaza. Kemp fez um apanhado histórico e criticou os milhares de assassinatos praticados pelo governo de Benjamin Netanyahu. O parlamentar também denunciou o uso político da religião por figuras públicas e questionou uma recente viagem de membros do governo sul-mato-grossense a Israel. Kemp iniciou sua fala esclarecendo que condenou os ataques do Hamas contra Israel, que mataram cerca de 1.300 a 1.400 pessoas. No entanto, o deputado classificou a reação de Israel como desproporcional, citando as mortes de mais de 100 mil pessoas, majoritariamente civis, incluindo mulheres, crianças e idosos, além de causar fome na Faixa de Gaza.  “O que está em curso é um genocídio, uma tentativa de eliminar o povo palestino”, declarou. O parlamentar denunciou os planos israelenses de realizar a limpeza étnica dos palestinos e de reocupação de Gaza, além dos avanços sobre a Cisjordânia. Ele também criticou a resolução da ONU de 1948, que criou o Estado de Israel e também previa a criação do Estado da Palestina, mas que na prática nunca garantiu a criação de um Estado palestino soberano. Kemp direcionou críticas à confusão feita entre o Estado de Israel contemporâneo e o Reino de Israel bíblico, especialmente por parte de fundamentalistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) apareceram com bandeiras de Israel na Marcha para Jesus, em São Paulo. “Israel não aceita Jesus Cristo, mas cristãos bolsonaristas enaltecem o Estado de Israel, confundindo com o Israel do rei Davi e Salomão”, afirmou, classificando a atitude como “ignorância ou burrice”. O deputado acusou figuras políticas de usarem a religião para manipular a população, citando Tarcísio como exemplo de alguém que estaria se projetando para a Presidência da República. “Tenho nojo de quem usa o nome de Deus para dominar e explorar”, declarou, a respeito dos  que chamou de “falsos profetas” que defendem “Deus, pátria e família” com intenções políticas. O deputado também abordou uma viagem de três membros do governo de Mato Grosso do Sul a Israel, sobre a qual Kemp enviou um ofício ao governador Eduardo Riedel (PSDB) cobrando explicações. Ele questionou o propósito da missão, paga com recursos públicos, especialmente em um momento em que o Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens à entidade sionista. “Foram buscar tecnologia na área de saúde enquanto privatizam os hospitais aqui?”, perguntou. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Cuspir em cristãos: uma tradição em Israel

Enquanto marchas evangélicas utilizam bandeiras de Israel, sociedade israelense normaliza agressões e humilhações a cristãos Norberto Liberator (texto e arte) Instagram Twitter Youtube Tiktok

Galeria de fotos: Ato em solidariedade à Palestina pede rompimento de relações com Israel

Ato reuniu cerca de 100 pessoas em Campo Grande Norberto Liberator Ocorreu neste domingo (15) uma manifestação em solidariedade ao povo palestino e pelo rompimento das relações diplomáticas e econômicas do Brasil com Israel, na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. O ato, organizado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino em Mato Grosso do Sul, se iniciou às 9h e seguiu até cerca de 11h. Aproximadamente 100 pessoas estiveram no local. Entre elas, representantes da comunidade palestina e árabe, partidos, coletivos, movimentos sociais, ONGs, mandatos e apoiadores independentes. Os vereadores Jean Ferreira e Luiza Ribeiro, além da deputada federal Camila Jara, todos do PT, estiveram entre os manifestantes presentes. Outros partidos representados foram o PCB, PSTU e UP. Jean Ferreira destacou a defesa de Lula ao povo palestino e suas denúncias ao genocídio praticado por Israel. O vereador também lembrou a comitiva de representantes do governo sul-mato-grossense que está em Tel Aviv. “Se não fosse o ataque ao Irã, nem saberíamos que essas pessoas estão lá, com dinheiro público, visitando um Estado genocida”, afirmou. Os apelos pelo fim das relações com Israel se intensificaram após a captura e detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, junto aos outros tripulantes da Flotilha da Liberdade, incluindo a sueca Greta Thunberg. Ávila já retornou ao Brasil e pediu, em entrevista coletiva, que o governo brasileiro realize o rompimento diplomático. Desde o início dos ataques contra a Faixa de Gaza em outubro de 2023, Israel matou ao menos 50 mil civis palestinos, em sua maioria crianças e mulheres. O relatório A/79/363, das Nações Unidas, classificou as ações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Gaza como genocidas. No cenário internacional, Israel recebeu algumas sanções econômicas do Reino Unido e Espanha, além de advertências por parte dos governos da França e Canadá. México, Chile, Colômbia e África do Sul apresentaram denúncias formais contra as políticas genocidas. O Brasil também tem condenado os ataques, mas os manifestantes exigem do presidente Lula ações mais concretas, como o fim de acordos econômicos e a retirada da embaixada e representações consulares. Veja galeria de fotos  Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Foto: Danilo Gonçalves Instagram Twitter Youtube Tiktok