Gleice cobra fortalecimento de proteção às mulheres após ataque contra jovem trans

Deputada cita casos recentes de violência e cobra que o enfrentamento à violência contra mulheres ultrapasse o debate e se torne ação concreta Da redação Foto: Luciana Nassar O ataque brutal contra uma mulher trans em Ponta Porã e a sequência de feminicídios registrados nas últimas semanas em Mato Grosso do Sul reacenderam o debate sobre a escalada da violência contra mulheres no estado. Diante desse cenário, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) defendeu que o enfrentamento à violência de gênero precisa sair do campo das discussões e se transformar em políticas públicas efetivas. No último fim de semana, uma mulher trans de 29 anos foi vítima de tortura em Ponta Porã. Segundo a Polícia Civil, ela foi atraída até a casa de um casal sob o pretexto de receber pagamento por um serviço de limpeza. No local, foi espancada com socos, chutes e objetos e imobilizada pelos agressores. De acordo com o boletim de ocorrência, um dos suspeitos pediu que a esposa aquecesse uma faca. Com o objeto quente, ele desenhou uma suástica nazista no braço da vítima, próximo ao ombro. Após as agressões, a mulher foi liberada sob ameaça de morte. O caso é investigado como tortura e lesão corporal. Para a deputada, a violência sofrida pela vítima revela o nível de brutalidade que mulheres, especialmente mulheres trans, enfrentam. “Esse caso é uma violência extrema, marcada pelo ódio e pela tentativa de desumanização. Nenhuma pessoa deveria passar por isso. Quando uma mulher é torturada por existir, toda a sociedade precisa se indignar”, afirmou. Como parte das iniciativas para enfrentar a violência contra mulheres, a deputada é autora do Projeto Ampara, proposta que busca fortalecer a rede de proteção e acolhimento às vítimas. A iniciativa prevê a criação de um protocolo de atendimento e acolhimento que articula diferentes instituições e espaços da sociedade para identificar situações de risco e encaminhar mulheres aos serviços de proteção. “O Projeto Ampara nasce da necessidade de garantir que nenhuma mulher fique sozinha quando precisa de ajuda. Muitas vezes o feminicídio é o resultado de uma sequência de violências que poderiam ter sido interrompidas”, explicou. Sequência de feminicídios O ataque acontece em meio a uma sequência de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul neste ano. Em Ponta Porã, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, foi morta a golpes de marreta dentro de casa pelo próprio marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte. Antes de ser atacada, Liliane ainda tentou proteger os três filhos do casal, pedindo que eles saíssem da casa. Dois adolescentes acabaram feridos na cabeça durante o ataque. Em Anastácio, outro caso chocou o estado. Leise Aparecida Cruz foi encontrada morta dentro de casa. Inicialmente, o marido afirmou que se tratava de suicídio, mas durante as investigações acabou confessando que havia asfixiado a esposa. Já em Paranhos, a indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu após um incêndio criminoso provocado dentro de sua casa. O principal suspeito é o ex-companheiro, que confessou ter iniciado o fogo usando um desodorante aerossol e um isqueiro. Para Gleice Jane, a repetição desses crimes evidencia um padrão de violência que precisa ser enfrentado com urgência. “Estamos vendo mulheres sendo assassinadas dentro de casa, por companheiros ou ex-companheiros. Isso mostra que a violência doméstica continua sendo uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos no nosso país”, afirmou. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que Mato Grosso do Sul tem hoje a terceira maior taxa de feminicídio do Brasil. Entre 2021 e 2025, 181 mulheres foram assassinadas no estado por razões relacionadas ao gênero. A parlamentar também destacou a importância de mobilizar toda a sociedade no combate à violência contra as mulheres. Nesse sentido, citou a campanha “Todos Juntos por Todas. Um pacto pela vida das mulheres”, iniciativa do governo federal que busca envolver instituições públicas, sociedade civil e especialmente os homens no enfrentamento ao feminicídio. A campanha integra o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e reforça a necessidade de que homens também assumam responsabilidade no combate à violência de gênero, estimulando atitudes como interromper comportamentos violentos, dialogar com outros homens e denunciar agressões. Tecnologia e proteção das vítimas No âmbito nacional, novas propostas também buscam ampliar os mecanismos de proteção. Nesta semana, o Senado Federal aprovou um projeto que cria um sistema de monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas integradas a sistemas de inteligência artificial. A proposta prevê que a vítima seja alertada pelo celular caso o agressor descumpra a medida protetiva e se aproxime do perímetro onde ela está. O sistema também permitirá o acionamento automático das forças policiais. Para Gleice Jane, medidas como essa podem contribuir para salvar vidas, mas precisam vir acompanhadas de investimento em políticas públicas e fortalecimento da rede de proteção. “Não basta reconhecer que a violência existe. Precisamos agir para preveni-la. Isso significa fortalecer políticas de proteção, garantir acolhimento às vítimas e responsabilizar os agressores”, afirmou. A deputada defende que enfrentar a violência de gênero exige compromisso permanente do poder público e da sociedade. “Cada caso de feminicídio é uma tragédia que poderia ter sido evitada. Transformar indignação em ação é o caminho para proteger a vida das mulheres”, concluiu. Instagram Twitter Youtube Tiktok
SPU autoriza construção de novo cartão-postal no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Portaria assinada pelo superintendente da SPU/MS, Tiago Botelho, estipula prazo de 12 meses para entrega da Orla Fluvial em Corumbá Da redação A Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU-MS) oficializou a autorização para as obras do Projeto de Revitalização e Urbanização da Orla Fluvial de Corumbá. A medida foi assinada pelo superintendente Tiago Botelho e estabelece prazo de 12 meses para a execução das obras, que serão realizadas pelo município em uma área considerada um dos cenários mais emblemáticos do Pantanal sul-mato-grossense. O projeto conta com investimento de R$ 7.250.000,00, recursos do Governo Federal por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), e tem como objetivo transformar a orla em um novo cartão-postal da região. A revitalização busca unir a preservação histórica do Porto Geral com a modernização necessária para atrair visitantes e oferecer melhores espaços de lazer à população. Para o superintendente Tiago Botelho, a iniciativa reforça o papel social do patrimônio público. “Esse é um compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o cuidado do Pantanal e com o desenvolvimento da região. Queremos transformar a orla de Corumbá em um grande cartão-postal turístico. A SPU tem trabalhado de forma muito próxima ao prefeito Gabriel e sua equipe para viabilizar investimentos que fortaleçam o município”, afirmou. O prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, destacou a importância da parceria institucional para tirar o projeto do papel. “Quero agradecer o trabalho da SPU em Mato Grosso do Sul, que foi fundamental para que Corumbá avançasse nesse projeto tão importante. Essa autorização permite dar andamento à revitalização da nossa orla, um espaço simbólico da cidade e com grande potencial turístico”, afirmou. Além do impacto visual e turístico, a iniciativa reforça o compromisso da SPU em garantir a função social das áreas da União no estado. A Portaria SPU-MS/MGI nº 795 estabelece diretrizes para execução do projeto e determina que o município obtenha todas as licenças ambientais necessárias, garantindo que as intervenções ocorram em harmonia com o ecossistema pantaneiro. O prefeito também ressaltou que a revitalização é um projeto esperado há anos pela população. “Agora avançamos para as próximas etapas, incluindo a licitação da obra. A revitalização da orla é um sonho antigo da população e estamos trabalhando com planejamento e parcerias para torná-lo realidade”, concluiu. Com a conclusão das obras, a expectativa é fortalecer a identidade cultural de Corumbá e impulsionar a geração de emprego e renda por meio do turismo fluvial. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Proposta de Gleice Jane contra racismo religioso é aprovada e vira lei em MS

A nova norma estabelece diretrizes para prevenção e enfrentamento da discriminação religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, afro-brasileiras, povos de terreiro e espiritualidades indígenas Da redação Racismo religioso contra comunidades negras e indígenas passa a ter ações de combate em Mato Grosso do Sul. A medida foi instituída pela Lei nº 6.556/2026, de autoria da deputada estadual professora Gleice Jane (PT). A nova norma estabelece diretrizes para prevenção e enfrentamento da discriminação religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, afro-brasileiras, povos de terreiro e espiritualidades indígenas. A lei foi sancionada pelo governador Eduardo Riedel e publicada no Diário Oficial do Estado. “A sanção desta lei é um passo importante para garantir respeito às religiões de matriz africana e às espiritualidades indígenas. A liberdade religiosa é um direito constitucional e precisa ser assegurada na prática. Combater o racismo religioso também é defender a dignidade e os direitos das comunidades que historicamente foram alvo de discriminação”, afirmou a parlamentar. A lei estabelece ações voltadas à promoção dos valores democráticos da liberdade religiosa e da laicidade do Estado, além de incentivar campanhas de conscientização sobre o direito constitucional à liberdade de crença e culto. Entre as diretrizes previstas estão também medidas para enfrentar a intolerância religiosa, combater a estigmatização de religiões de matriz africana e das cosmovisões indígenas, além de prevenir a violência direcionada a praticantes, símbolos, vestimentas e locais de culto. Definição de racismo religioso A legislação define racismo religioso como qualquer ato praticado por indivíduos do setor público ou privado que resulte em discriminação ou restrição de direitos contra comunidades negras ou indígenas devido à prática de religiões de matriz africana ou espiritualidades indígenas. O texto também reforça direitos aos praticantes dessas religiões e espiritualidades, como o tratamento digno e respeitoso, a realização de rituais em espaços públicos ou privados e o uso de vestimentas e adornos religiosos. A norma ainda assegura o acesso de lideranças religiosas indígenas e de religiões de matriz africana a instituições civis e militares para prestação de assistência religiosa, nas mesmas condições conferidas a outras religiões. Com a sanção da lei, Mato Grosso do Sul passa a contar com um instrumento legal específico para fortalecer o enfrentamento ao racismo religioso e promover o respeito à diversidade religiosa no Estado. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Fim da lista tríplice mobiliza candidatura de Etienne Biasotto na UFGD

Professor foi eleito pela comunidade acadêmica durante última consulta, mas não foi nomeado pelo então presidente Jair Bolsonaro Da redação Professor Etienne Biasotto. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal A aprovação, pelo Senado Federal, do projeto que prevê o fim da lista tríplice para escolha de reitores das universidades e institutos federais reacendeu o debate sobre autonomia universitária em instituições de todo o país. Na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o tema ganha contornos diretos no atual processo eleitoral. Candidato à reitoria, o professor Etienne Biasotto voltou a defender a mudança no modelo de nomeação e a necessidade de sanção presidencial da proposta para que a vontade expressa pela comunidade acadêmica seja respeitada. Atualmente, após a consulta realizada junto a docentes, técnicas e técnicos administrativos e estudantes, os três candidatos mais votados compõem uma lista encaminhada ao presidente da República, responsável pela nomeação. O mecanismo permite a escolha de um nome diferente do mais votado, o que tem sido alvo de críticas por parte de setores da comunidade universitária. Em março de 2026, o Senado aprovou o projeto que extingue a lista tríplice e fortalece o modelo de respeito ao resultado das consultas internas. A medida ainda depende de sanção presidencial para entrar em vigor. Entidades nacionais, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, também defendem mudanças no sistema como forma de ampliar a autonomia universitária e a legitimidade dos processos de escolha. Na UFGD, o debate possui impacto direto. Na última consulta realizada na instituição, Etienne Biasotto foi o candidato mais votado pela comunidade acadêmica, mas não foi nomeado para assumir a reitoria. “Fui escolhido pela comunidade universitária na consulta realizada na UFGD. Infelizmente, a vontade expressa nas urnas não foi considerada no processo de nomeação”, afirma. Segundo o professor, a experiência reforçou sua defesa de mudanças no sistema e motivou sua nova candidatura. “É fundamental que a decisão da comunidade universitária seja respeitada. A universidade é um espaço de pluralidade, produção de conhecimento e democracia, e sua gestão precisa refletir esses valores”, argumenta. Ele avalia que o avanço da proposta no Congresso representa um passo importante para evitar interferências externas na escolha de dirigentes das instituições federais. “Acreditamos que agora vamos vencer novamente nas urnas e que a vontade da comunidade acadêmica será respeitada. A universidade pública brasileira sempre foi um espaço de compromisso democrático”, conclui. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Gleice Jane homenageia três mulheres com Troféu Celina Jallad na Alems

Premiação ocorreu durante sessão solene nesta terça-feira (10/03) Da redação A deputada estadual Professora Gleice Jane (PT) participou, nesta terça-feira (10), da Sessão Solene de entrega do Troféu Celina Jallad, realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A cerimônia, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, reconheceu trajetórias femininas de destaque na administração pública e em diferentes áreas de atuação no estado. Durante a solenidade, Gleice Jane homenageou três mulheres com atuação reconhecida nas áreas da educação, da assistência social e da luta por direitos: a professora Fernanda Gomes Serafim, a educadora Paola Barbosa Dias e a assistente social Ledi Ferla. A deputada destacou que a homenagem é uma forma de reconhecer mulheres que constroem políticas públicas, fortalecem direitos e contribuem para a transformação social em Mato Grosso do Sul. “São mulheres que dedicam suas trajetórias ao serviço público, à educação e à defesa de direitos. Cada uma delas representa a força das mulheres que constroem diariamente uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou Gleice Jane. A professora Fernanda Gomes Serafim, que esteve presente na cerimônia, agradeceu a homenagem e ressaltou a importância do reconhecimento às mulheres que atuam no serviço público e na construção de políticas mais humanas. “Sou professora da rede pública estadual de Mato Grosso do Sul há 15 anos e servidora pública estadual há 17 anos. Esse reconhecimento fortalece o nosso trabalho e reafirma que, nos indicadores democráticos, as mulheres são predominantes nos países que constroem políticas públicas mais humanas e igualitárias”, destacou. Professora de Sociologia da Rede Estadual de Ensino há 15 anos, Fernanda Gomes Serafim atua em diferentes espaços de mobilização social, com participação no movimento negro, no movimento feminista, na luta por moradia e em organizações da sociedade civil. Atualmente é conselheira estadual dos Direitos das Mulheres em Mato Grosso do Sul e integra comissões voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Também foi homenageada Paola Barbosa Dias, professora da rede municipal de Cassilândia e mestre em Educação, com trajetória dedicada à educação pública e à formação docente. Paola atuou como gestora escolar, assessora técnica na Secretaria Municipal de Educação e avaliadora do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), além de integrar espaços de organização sindical e política voltados à defesa da educação pública. A terceira homenageada foi Ledi Ferla, assistente social e mestre em Sociologia, com ampla experiência na área da assistência social. Servidora pública de carreira, Ledi atuou por mais de 15 anos na gestão da política de assistência social em Dourados e também foi gestora da área em Mundo Novo. Atualmente trabalha como assistente social no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) em Dourados. Instituído pela Resolução 03/2011, o Troféu Celina Jallad homenageia mulheres que se destacam na gestão pública e na promoção de políticas voltadas à sociedade. A honraria leva o nome da ex-deputada estadual Celina Jallad, que teve papel fundamental na criação de políticas de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul. A sessão solene reuniu parlamentares, representantes de instituições públicas e lideranças femininas, reafirmando o protagonismo das mulheres na construção de políticas públicas e no desenvolvimento do estado. Foto: Assessoria Instagram Twitter Youtube Tiktok