Gleice Jane ajuda a garantir R$ 30 milhões para construção de policlínica em Três Lagoas

Evento ocorreu na sede da Superintendência de Saúde Da redação Foto: Reprodução/Assessoria A deputada estadual Gleice Jane (PT) participou, nesta sexta-feira (3), do ato de assinatura do Termo de Compromisso que garante a liberação de R$ 30 milhões do Novo PAC Saúde para a construção da Policlínica Regional de Três Lagoas. O evento ocorreu na sede da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, consolidando a parceria entre o Governo Federal, a Caixa Econômica Federal e o município. A Policlínica de Três Lagoas integra o conjunto de 46 unidades aprovadas nas Seleções 2025 do Novo PAC Saúde, que também preveem a construção de 800 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 130 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em municípios de todo o Brasil. O município tem como prazo de referência dezembro de 2025 para apresentar à Caixa Econômica Federal o projeto básico e a documentação necessária para a execução. Para a deputada Gleice Jane, o momento simboliza a retomada de políticas públicas concretas. “Há um sentimento de que as coisas voltaram a caminhar, gerando esperança e confiança em parcerias de efeito. O papel do Parlamento também é levar as demandas do povo, mas é fundamental agir e concretizar. Estar presente neste momento histórico reafirma a importância do PAC para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, comemorou. O superintendente estadual do Ministério da Saúde, Ronaldo de Souza Costa, destacou a importância da iniciativa no processo de reconstrução e ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS). “O governo do presidente Lula conseguiu, em pouco tempo, reestruturar o Ministério da Saúde e implementar projetos fundamentais, como as Policlínicas, que garantem qualidade de atendimento à população e melhores condições de trabalho aos profissionais. Nosso objetivo é que cada macrorregião de Mato Grosso do Sul seja contemplada, evitando o deslocamento de pacientes por longas distâncias para a realização de exames”, afirmou. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice Jane visita comunidades indígenas e reafirma denúncia de contaminação por agrotóxicos

Escalada de tensão em Caarapó  mobilizou o mandato da parlamentar e representantes do governo federal Da redação Foto: Reprodução/Assessoria A deputada estadual Gleice Jane (PT) esteve na última sexta-feira (26) nos territórios indígenas Guyraroká e Passo Piraju, localizados nos municípios de Caarapó e Dourados, onde acompanhou de perto a situação dos povos Guarani e Kaiowá. A intensificação dos conflitos nessas áreas, especialmente na última semana, mobilizou parte da equipe do mandato parlamentar e representantes do Governo Federal diante das denúncias de pulverização de agrotóxicos que vem comprometendo a segurança alimentar e a saúde dessas comunidades. Gleice Jane destacou a gravidade da situação, principalmente pela proximidade das áreas pulverizadas com espaços de convivência coletiva. Em um dos locais visitados está instalada a extensão da Escola Municipal Indígena Ñandejara: Mbo’eroga Guyra Arandu Roká, da Reserva de Te’yikue, em Caarapó. “A escola está a poucos metros das plantações. A pulverização tem provocado contaminação e intoxicação em crianças. É uma denúncia gravíssima da comunidade”, frisou a parlamentar. Durante a visita, a parlamentar conversou com lideranças indígenas e com famílias que relataram como foi a ação da Tropa de Choque da Polícia Militar, marcada por violência e ofensas. Uma das mulheres da comunidade Guyraroká fez questão de reafirmar que os Guarani e Kaiowá ocupam suas terras por direito e que os agrotóxicos vêm destruindo as plantações da comunidade. “Dizem que não plantamos mais, mas o veneno mata nossa roça e não temos alimentos para as crianças”, desabafou. Confronto No domingo (21), indígenas ocuparam a Fazenda Ipuitã, dentro dos limites da Terra Indígena Guyraroká, para impedir o uso de agrotóxicos. No dia seguinte (22), a retomada foi desalojada pela Tropa de Choque da Polícia Militar, em ação sem ordem judicial. Nos dois dias seguintes, novos episódios de violência foram registrados. Na terça-feira (23), houve conflito na retomada Porto Cambira, em Passo Piraju, na Terra Indígena Amambaipeguá III. Já na quarta-feira (24), a Terra Indígena Guyraroká foi alvo de uma operação policial que incluiu bloqueio de acessos e disparos de munições letais e não letais contra indígenas. A Terra Indígena Guyraroká já foi declarada pela Funai como área de ocupação tradicional e aguarda a conclusão do processo de homologação. Requerimento Durante a sessão desta quarta-feira (24), a deputada estadual Gleice Jane (PT) cobrou explicações por meio de requerimento de informações encaminhado ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado de Segurança Pública, a respeito das supostas violações ocorridas nas Terras Indígenas. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Professores convocados protestam contra corte de Adriane em adicional por pós-graduação

Docentes realizaram ato na Fetems neste sábado, 27/9 Norberto Liberator Cerca de 250 professores temporários da Rede Municipal de Ensino (Reme) se reuniram na manhã deste sábado (27), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), para protestar contra o Decreto nº 16.389, publicado pela prefeita Adriane Lopes (PP) na quinta-feira (25). Vestidos de preto em sinal de luto pela perda de direitos, os manifestantes cobram a volta da gratificação por titulação acadêmica de 10% para profissionais com especialização, mestrado ou doutorado.  A ação coincidiu com uma formação oferecida pela Fetems aos sábados, ampliando o impacto da manifestação. Os docentes denunciam que o novo edital para seleção de temporários na Reme veio com menos benefícios em comparação ao anterior, retirando especificamente o adicional por título de qualificação. “É um desrespeito ao tempo e investimento que dedicamos para nos qualificar”, afirma um dos participantes do ato. A categoria estima que o corte pode significar uma perda mensal de até R$ 442 no salário base, que para temporários é equivalente ao dos efetivos no nível PH2A, mas sem os incentivos extras. O protesto ocorre em um momento de tensão na educação municipal. Na segunda-feira (22), já havia ocorrido uma repactuação salarial com a prefeitura, alegando falta de recursos.  O Decreto nº 16.389 regulamenta a prestação de serviços temporários na Reme, mas exclui gratificações vinculadas à titulação acadêmica, como especialização, mestrado e doutorado – benefícios que eram pagos em seleções anteriores. A medida afeta diretamente os cerca de 600 professores temporários convocados anualmente, que compõem 14% do quadro da rede (86% são concursados).  A prefeitura justifica a decisão como necessária para redução de custos, sem detalhar o impacto financeiro exato. A controvérsia ganhou fôlego na sexta-feira (26), quando Adriane Lopes defendeu publicamente o corte durante a assinatura de um termo de compromisso para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no Teatro Municipal José Octávio Guizzo. “Professores temporários não têm carreira e, por isso, não vão receber gratificações vinculadas à titulação acadêmica”, afirmou, enfatizando que a contratação temporária é uma prática legal adotada em todo o país para garantir o atendimento a mais de 115 mil alunos sem prejuízo à qualidade do ensino.  Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) reforçou que não há diferenciação no salário base entre efetivos e temporários, mas manteve a exclusão dos adicionais. Esse não é o primeiro embate da administração de Adriane com a categoria. Desde março de 2025, um decreto de moratória nos gastos públicos, motivado por crise financeira – incluindo o pagamento de R$ 50 milhões em precatórios atrasados –, já vetava contratações temporárias ampliadas e horas complementares para professores, exceto em substituições essenciais.  Reações na Câmara  A  medida já provoca reações na Câmara Municipal. Vereadores de oposição criticam o corte como “penalização aos que mais precisam”, enquanto aliados da prefeita defendem a “responsabilidade fiscal”. Os sindicatos ligados à categoria prometem pressionar por revisão do decreto. O líder da bancada petista na Câmara de Campo Grande, Jean Ferreira, chamou a medida de “mais um ataque à educação pública”. O vereador chamou atenção para a desvalorização do capital humano investido pelos docentes. “É essa lógica neoliberal a que a prefeita tanto adere”, pontuou. “Não está claro no edital, e isso permite que o secretário de Educação segure a gratificação para quem é efetivo e retire dos convocados. Eu não acho justo. Já fui professor convocado e sempre busquei me especializar”, afirmou Landmark Rios, também do PT. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Criador de cidades-esponja, Kongjian Yu morre junto a cineastas e piloto em Aquidauana

Avião particular levava arquiteto, o piloto Marcelo Pereira de Barros e os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr Agência Brasil Foto: Reprodução/Agência Brasil Quatro pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte na cidade de Aquidauana (MS), a cerca de 150 quilômetros de Campo Grande, no fim da tarde dessa terça-feira (23). Entre as vítimas está o chinês Kongjian Yu, 62 anos, considerado um dos mais influentes arquitetos e urbanistas da atualidade e criador do conceito das chamadas cidades-esponja, em que se utiliza da própria natureza para tornar os aglomerados urbanos mais resilientes às condições climáticas severas. O avião pertencia ao piloto Marcelo Pereira de Barros, 59 anos, que também morreu em decorrência da tragédia. As outras duas vítimas da queda do Cessna Aircraft 175, prefixo PT-BAN, são o cineasta Luiz Ferraz, 42 anos, e o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr, 51 anos. Investigadores do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos estiveram no local do acidente coletando material e informações que possam ajudar a esclarecer as causas da tragédia. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), ainda não é possível falar em prazos, mas “a conclusão da investigação ocorrerá no menor prazo possível”, conforme a complexidade da ocorrência. Ao fim, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgará relatório com os achados e as conclusões dos peritos, com o propósito não de apontar culpados ou responsáveis, mas de evitar futuras ocorrências semelhantes. Em nota, a empresa Olé Produções, fundada por Ferraz e outros sócios, confirmou as mortes de Yu, Barros, Crispim e Ferraz em meio à região do pantanal sul-mato-grossense. Diretor de vários documentários cinematográficos, Ferraz foi indicado ao prêmio Emmy Internacional, em 2023, pela série Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia. Em nota, o Ministério da Cultura lamentou a morte de Ferraz, frisando que o cineasta se destacou pela dedicação aos documentários e “pela busca constante de novas linguagens audiovisuais”. “Sua obra deixa uma contribuição inestimável à cultura e ao cinema brasileiro”. O produtor-executivo da companhia, Thomas Miguez, informou à Agência Brasil que Ferraz e Crispim estavam gravando material para um documentário que planejavam fazer sobre o trabalho de Yu, e que se chamaria Planeta Esponja. “A viagem do professor Yu ao Brasil foi a convite da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, mas, como eles já estavam envolvidos na produção do filme, a visita ao Pantanal foi um pedido especial do professor, que não conhecia a região”, comentou Miguez, referindo-se a Yu como professor da Universidade de Pequim. A 14ª Bienal Internacional de Arquitetura ocorreu em São Paulo, entre os últimos dias 18 e 19. A convite do Instituto de Arquitetos do Brasil, Yu ministrou a conferência de abertura do evento, falando sobre seu conceito de cidades-esponja. Duas semanas antes, o chinês já tinha participado da conferência internacional promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU 2025), realizada em Brasília, entre 4 e 6 de setembro. Nota de pesar Em nota, o CAU manifestou pesar pela morte de Yu. Segundo o conselho, o arquiteto e urbanista era uma referência mundial em planejamento urbano ecológico, tendo recebido alguns dos mais importantes prêmios de sua área de atuação, como o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award (2020), o Cooper Hewitt National Design Award (2023) e o RAIC International Prize (2025). Na semana passada, a prestigiada revista Forbes nomeou Yu como um dos 50 líderes globais em sustentabilidade, junto com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e outros empreendedores, investidores, ativistas e cientistas. “Sua contribuição influenciou políticas públicas ambientais na China e em outros países”, afirmou o CAU, lembrando a participação de Yu durante a recente conferência internacional que ocorreu em Brasília, onde, segundo a entidade, o chinês “compartilhou com milhares de profissionais sua visão transformadora para as cidades do futuro. “Diante de cerca de quatro mil pessoas, ele apresentou seu conceito de “cidades-esponja”, aplicado em mais de mil projetos em 250 localidades e defendeu soluções baseadas na natureza para enfrentar enchentes urbanas e os efeitos da crise climática”, acrescentou o CAU, destacando que a obra do fundador do premiado escritório de arquitetura Turenscape “deixa um legado de compromisso com a sustentabilidade, a paisagem e a vida urbana”. Referência Em junho de 2024, quando milhares de brasileiros sofriam, direta ou indiretamente, as consequências dos temporais e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul nos dois meses anteriores, Kongjian Yu visitou o Brasil a convite do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao participar de um seminário sobre experiências nacionais e internacionais na reconstrução de cidades devastadas por tragédias ambientais, na sede do banco, no Rio de Janeiro, Yu disse esperar que o Brasil possa ser referência sobre “como construir o mundo”. “Estou orgulhoso de estar aqui para compartilhar a minha experiência de como o planeta pode ser sustentável”, afirmou o arquiteto, contando que começou a pensar sobre o conceito de cidades-esponja ao perceber que o vilarejo em que ele morava, em Zhejiang, província no leste da China, estava sendo recorrentemente afetado por inundações. Segundo o professor, os problemas se agravaram na medida em que avançava o que ele chamava de “infraestrutura cinza”, a presença crescente de concreto nas cidades, canalizando rios e impermeabilizando grandes áreas. Dessa forma, ele colocou em prática projetos de paisagismo que privilegiam a própria natureza para lidar com enchentes, priorizando grandes áreas alagáveis e presença de vegetação nativa. Assim, partes de cidades se tornam uma espécie de esponja, com capacidade de receber inundação e dar tempo para o escoamento da água, diminuindo danos a áreas habitadas. “A enchente passa a não ser uma inimiga”, resumiu o professor.   *Colaborou Bruno de Freitas Moura Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice Jane cobra explicações sobre violações em terras indígenas de Caarapó 

Gleice Jane também indagou se houve requisição formal, por autoridade judiciária, para o emprego da força policial   Da redação A deputada estadual Gleice Jane (PT) utilizou a sessão desta quarta-feira (24) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para cobrar explicações a respeito de casos de violência contra povos indígenas. A parlamentar apresentou requerimento de informações encaminhado ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado de Segurança Pública, a respeito das supostas violações ocorridas na Terra Indígena Guyraroka e na retomada Guarani e Kaiowá de Porto Cambira (Passo Piraju), na Terra Indígena (TI) Dourados-Amambaipeguá III, em Caarapó (MS), nos dias 21, 22 e 23 de setembro. No último domingo (21), indígenas Guarani e Kaiowá ocuparam a Fazenda Ipuitã, situada dentro dos limites da Terra Indígena Guyraroka, em Caarapó, com o objetivo de impedir a dispersão de agrotóxicos em áreas de ocupação tradicional indígena. Já no dia 22, a retomada foi desalojada por ação da Tropa de Choque da Polícia Militar, em um suposto despejo sem fundamento judicial. “Importante mencionar que a área já foi declarada pela Funai como de ocupação tradicional e aguarda a conclusão do processo de homologação”, destacou a deputada Gleice Jane. Reprodução/Assessoria Na manhã de 23 de setembro, um novo episódio de violência foi registrado: a retomada Porto Cambira (Passo Piraju), localizada na TI Amambaipeguá III, foi alvo de uma operação policial marcada por bloqueio de acessos e disparos com munições letais e não letais contra indígenas, segundo registros amplamente divulgados nas redes sociais. Requerimento No documento, a parlamentar apresentou uma série de questionamentos, tais como: as ações policiais mencionadas estavam amparadas por ordem ou mandado judicial? Em caso afirmativo, qual o número do processo, o juízo competente, a data de emissão do mandado e as condições para a sua execução? Em não havendo mandado judicial que autorizasse a ação, de quem partiu a ordem para o despejo e a atuação policial, bem como sob qual fundamento legal e administrativo? Gleice Jane também indagou se houve requisição formal, por autoridade judiciária, para o emprego da força policial. “No caso de ter havido mandado judicial, qual a razão de não ter sido previamente apresentado ou lido à comunidade indígena antes do início da operação? A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi formalmente comunicada, consultada ou envolvida nas etapas preparatórias ou executivas das ações policiais? Precisamos, urgentemente, verificar essas informações”, concluiu a deputada. Instagram Twitter Youtube Tiktok