MS terá maior programa de regularização fundiária urbana em áreas da União

SPU, DPU, TJMS e Agehab assinam cooperação técnica histórica para garantir o direito à moradia e a segurança jurídica de milhares de famílias sul-mato-grossenses Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo para enfrentar o déficit habitacional e promover justiça social com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica do programa Lar Legal, reunindo a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a Defensoria Pública da União (DPU), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Agência de Habitação Popular de MS (Agehab). A parceria visa promover a regularização fundiária urbana em áreas da União, beneficiando milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. Com a formalização do acordo, será implementado o maior programa de regularização fundiária da história de Mato Grosso do Sul em áreas pertencentes à União. A iniciativa envolve assentamentos urbanos consolidados que, até hoje, convivem com a informalidade e a insegurança jurídica sobre suas moradias. A expectativa é de que o programa atue inicialmente em áreas prioritárias identificadas em Campo Grande, Três Lagoas e em outros municípios do estado. O objetivo é garantir o título de propriedade, acesso à infraestrutura urbana e dignidade a comunidades que, há décadas, aguardam por esse reconhecimento. O superintendente da SPU em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, destacou a importância histórica do programa: “Esse acordo marca o início de uma revolução sócio habitacional. Estamos falando de milhares de famílias que passarão a ter o direito pleno à moradia, à cidade e à dignidade. A regularização fundiária não é apenas papelada, é justiça social na prática”, afirmou Botelho. O programa Lar Legal terá o suporte técnico e jurídico do TJMS e da DPU para agilizar os trâmites de regularização, enquanto a Agehab e a SPU atuarão na identificação das áreas, produção de documentos e entrega dos títulos de propriedade aos moradores. Segundo Tiago Botelho “o lar legal é uma forma mais rápida de regularizar áreas que estão consolidadas. Por meio de uma ação coletiva podemos regularizar grandes áreas que esperam há décadas”. A iniciativa também prevê ações sociais, urbanísticas e ambientais, garantindo que a regularização venha acompanhada de melhorias efetivas na qualidade de vida das comunidades. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Gleice Jane participa de plenária em solidariedade à Palestina na UEMS

Com mais de duas décadas de militância, a deputada chamou atenção para as semelhanças entre as violações de direitos enfrentadas pelos palestinos e os conflitos territoriais vividos por povos indígenas. Da redação A deputada estadual Gleice Jane (PT) participou de uma mobilização emocionante e necessária, em solidariedade ao Povo Palestino. Trata-se do 1º Encontro Universidade Autônoma e Coletiva – Demarcando Epistemologias e Territórios em MS, na última quarta-feira, (2), na UEMS, em Campo Grande (MS). Momento de escuta a lado de representantes da comunidade palestina, como Sondos Dhaher, do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino em MS, Ashjan Sadique, da Federação Árabe-Palestina do Brasil (Fepal) e do vereador Jamal Salem (MDB), além do líder indígena Daniel Kaiowá (Aty Guasu), Luso de Queiroz (PSOL), Marcelo Batarce (UEMS) e Lucilene Costa (UEMS). A parlamentar reafirmou seu compromisso com a causa palestina. “Defender a Palestina é defender os direitos humanos. É dizer não às guerras, à ocupação e às injustiças”, destacou Gleice. Com mais de duas décadas de militância, a deputada chamou atenção para as semelhanças entre as violações de direitos enfrentadas pelos palestinos e os conflitos territoriais vividos por povos indígenas no Brasil. “O que vemos na Cisjordânia é grave e desumano. Precisamos reconhecer esse processo de desumanização e sermos as vozes que gritam e denunciam. A Palestina nos interpela como humanidade”, afirmou. A representante palestina Sondos Dhaher reforçou a urgência da solidariedade internacional. “Na Palestina, viver é resistir. Respirar é desafiar. Dormir é o risco, acordar é o milagre. Famílias inteiras são apagadas em segundos, enquanto o mundo desvia o olhar. O que Israel comete contra o nosso povo não é guerra, é genocídio”, declarou. O evento reafirmou a importância do diálogo, da escuta ativa e do posicionamento político em defesa dos direitos humanos. “A discussão é de suma importância, ainda mais neste período. Fazer parte desse momento é reafirmar o compromisso do mandato com causas internacionais que atravessam fronteiras, mas que tocam diretamente a dignidade humana em qualquer lugar do mundo”, finalizou a deputada. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Exposição das obras de Lidia Baís no MIS é prorrogada

Exposição vai até o dia 30 de agosto Karina Lima (Fundação de Cultura de MS)Foto: Ricardo Gomes A exposição “As várias faces de Lidia Baís”, em comemoração aos 125 anos de nascimento da artista, foi prorrogada. O público vai poder conferir a exposição no Museu da Imagem e do Som até o dia 30 de agosto. A exposição traz as principais obras de Lidia Baís que estão sob responsabilidade do MARCO – Museu de Arte Contemporânea. Lídia Baís é uma das mais importantes figuras femininas das artes plásticas de Mato Grosso do Sul. Entre seus inúmeros méritos estÁ sua luta em se fazer arte apesar das limitações que sua terra natal a impusera. De família italiana, nasceu em 1900 em Campo Grande quando esta era apenas um vilarejo. Desejosa de livrar-se de seu isolamento cultural e com o apoio inicial de sua família, Lídia Baís começou no Rio de Janeiro seus estudos em pintura com o célebre Henrique Bernardelli e são desta fase suas obras mais acadêmicas, embora flertasse com as novidades trazidas pela Semana de Arte Moderna em São Paulo, o que é evidenciado no conjunto de sua obra. Com a sua viagem à Europa em 1927, Lídia entrou em contato com grandes pintores e conheceu Ismael Nery, considerado o primeiro artista surrealista do Brasil, cuja obra e amizade a influenciariam para sempre. De volta ao Rio de Janeiro, retoma seus estudos com os irmãos Bernardelli e Osvaldo Teixeira e realiza exposição individual na Policlínica do Rio em 1929. Incompreendida e sob pressão da família retorna a Campo Grande, onde restavam às moças os afazeres domésticos e o casamento. Suas ideias e seus trabalhos iam além da compreensão e da sensibilidade do povoado. Sentindo-se enclausurada deu início a pintura de alegorias no sobrado de sua família. Com a morte trágica do pai e um ambiente cultural hostil, Lídia se enfraquecia dia após dia. Buscava em Deus, no mistério dos astros e em questões existenciais o impulso para suas telas. Seu mundo abstrato e o universo de suas emoções, expostos no conjunto de escritos, diários, desenhos e pinturas, são documentos reveladores de muitas Lídias. A sua busca incessante por uma estética própria e pelo sentido do mundo faz de Lídia uma artista insaciável. Nas religiões buscou também o conforto, e da arte, que entendia como essencial e sagrada, desejava a liberdade. Determinada e guerreira buscou apoio para implantar um museu de arte em uma Campo Grande sem luz elétrica. A dimensão política e a ousadia deste ato de Lídia em plena década de 1950 não podem ser ignoradas. Não chegou a concretizar o sonho do Museu Baís, mas nunca deixou de acreditar na importância e na força da arte. Hoje, sua profecia está sendo cumprida a passos lentos graças aos esforços de pessoas, que como Lídia no passado, lutam para que a arte e a cultura sejam consideradas fundamentais na construção de uma sociedade. Resignou-se a sua terra natal cerrada em si mesma, porém tinha esperança na compreensão futura de sua obra. Morreu no dia 19 de outubro de 1985, com esclerose e sozinha em uma casa repleta de animais e obras de arte encaixotadas, com poucas companhias fiéis, entre elas a de sua sobrinha Nelly Martins, que antecipando o futuro, promoveu exposições quando a artista ainda estava viva e, com a ajuda de familiares, organizou e doou todo seu acervo à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul sente-se honrado com a salvaguarda, desde 1991, do precioso acervo de Lídia Baís. Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, “essa mostra oferece ao público a oportunidade de se aproximar da produção de Lidia Baís de maneira sensível e educativa, promovendo experiências que estimulam o olhar crítico, a reflexão sobre pertencimento e o reconhecimento de narrativas que muitas vezes foram invisibilizadas na história da arte brasileira”. A coordenadora do Museu de Arte Contemporânea (MARCO), Vera Bento, disse que esta ação conjunta entre o MIS e o MARCO reafirma o papel dos museus como espaços vivos de memória, criação e formação crítica. “Lídia Baís é figura central na história da arte sul-mato-grossense. Com uma trajetória marcada por ousadia estética, inquietação espiritual e profunda consciência de seu tempo, a artista construiu uma obra singular que articula elementos do sagrado, do feminino e da ancestralidade em composições densas e simbólicas. Ao valorizar suas raízes familiares e questionar padrões sociais, Lídia rompeu silêncios impostos às mulheres e consolidou uma linguagem própria, de forte valor identitário”. A exposição, com entrada franca, vai até o dia 30 de agosto e fica aberta à visitação de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30, no Museu da Imagem e do Som, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Dia Estadual do Reggae: Lei da deputada Gleice é reconhecimento à força da cultura

Da redação Foto: Aline Teodoro Durante a sessão desta terça-feira (1º de junho), a deputada estadual Gleice Jane (PT), aproveitou para destacar a importância do reggae como agente transformador, que promove a cultura, a educação, a união, a empatia, a consciência social e a tolerância entre os povos. A parlamentar é autora do projeto que institui o Dia da Cultura Reggae em MS, desde o ano passado. A data presta homenagem ao músico Lincoln Gouveia e coincide com o Dia Internacional do Reggae. Ex-vocalista da banda Canaroots e ícone do reggae, ele faleceu em junho de 2021, em Campo Grande. Gleice Jane ainda reforçou que a homenagem é um dos meios para colocar a pauta em evidência. “Filho da servidora Ana Amélia, Lincoln Gouveia era um jovem sonhador e tinha como objetivo mudar as estruturas da sociedade, por meio da música. Com seu violão, levou multidões de pessoas à cantar e dançar reggae”, pontuou. Proposta Na data celebrativa, poderão ser realizados eventos, festivais, oficinas, palestras e outras atividades de valorização do reggae. A criação do Dia Estadual do Reggae reconhece a contribuição significativa desse gênero musical para a identidade cultural e social dessa comunidade em todo o MS. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Para Jean, premiação LGBT é início de uma série de conquistas

Casa de Acolhimento e Conselho LGBT são próximos passos para efetivação de políticas públicas de diversidade Norberto Liberator (com assessoria) O vereador Jean Ferreira (PT) tem realizado uma série de iniciativas que visam dar visibilidade e garantir os direitos das pessoas LGBTQIAPN+. Entre elas, está a medalha Alanys Matheusa, primeira premiação do poder público voltada à comunidade em Mato Grosso do Sul. A medalha foi criada em homenagem à primeira advogada trans negra do estado, falecida em 2020, e se tornou lei após a aprovação do projeto de autoria do petista. Para Jean, o reconhecimento é apenas o início de um novo ciclo de defesa da dignidade de uma parcela da população. “A medalha é importante para mostrar o papel que essas pessoas desempenham na sociedade, tirá-las da invisibilidade e reconhecer sua contribuição, mas para além dela, também defendemos políticas públicas”, destaca o vereador. Atualmente, Jean tem se esforçado para que a primeira Casa de Acolhimento de Mato Grosso do Sul saia do papel. O projeto tem como objetivo a criação de um espaço para pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade, sobretudo as que foram expulsas de suas casas devido à orientação sexual ou identidade de gênero. O vereador tem articulado, junto à deputada federal Camila Jara (PT), a viabilidade de recursos para que o poder público inaugure o espaço. O vereador também tem defendido a criação do Conselho Municipal LGBTQIAPN+, um órgão para tratar de políticas públicas voltadas à comunidade e fiscalizar sua execução. “Campo Grande tem índices muito altos de violência contra a comunidade, tanto física quanto psicológica, o que torna imprescindível a criação de um Conselho que vai fiscalizar, propor e encaminhar demandas”, afirma Jean. Premiação inédita A Medalha Alanys Matheusa foi entregue em sessão solene realizada na Câmara Municipal na última sexta-feira (27), um dia antes do Dia Internacional do Orgulho LGBT+. É a primeira vez que uma entidade do poder público em Mato Grosso do Sul – no caso, a Câmara Municipal – realiza uma premiação para homenagear a diversidade sexual e de gênero. Foram ao todo 58 indicações, sendo que cada um dos 29 vereadores tinha direito a homenagear duas pessoas. Com a abstenção de parte da Câmara, foi possível que os vereadores indicassem individualmente um número maior do que as duas homenagens iniciais. A mesa foi presidida por Jean Ferreira e teve como secretário o vereador Beto Avelar (PP). Além de Jean e Avelar, os vereadores que indicaram personalidades a serem homenageadas foram Carlão (PSB), Dr. Victor Rocha (PSDB), Flávio Cabo Almi (PSDB), Júnior Coringa (MDB), Landmark Rios (PT), Luiza Ribeiro (PT), Maicon Nogueira (PP), Marquinhos Trad (PDT), Professor Juari (PSDB), Professor Riverton (PP), Ronilço Guerreiro (Podemos) e o presidente Papy (PSDB). Instagram Twitter Youtube Tiktok
