Jean Ferreira promove ciclo de plantio e educação ambiental em escolas de Campo Grande

Ação, em parceria com ONG Mil Pelo Planeta e deputado Pedro Kemp, tem como objetivo conscientizar estudantes Norberto Liberator/Assessoria de Imprensa O vereador Jean Ferreira (PT) promoveu uma ação de educação ambiental em escolas públicas de Campo Grande, com palestras e plantio de mudas durante a Semana do Meio Ambiente. O objetivo é conscientizar estudantes sobre a importância da preservação e arborização. As atividades foram realizadas em diferentes bairros. As ações começaram na segunda-feira (2 de junho) na Escola Estadual Maria de Lourdes Toledo Areias, no Conjunto Residencial Recanto dos Rouxinóis. Na terça (3), seguiram na Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues, na Mata do Jacinto. Na quarta (4), a iniciativa chegou à Escola Estadual Pe. José Scampini, localizada no bairro Coophavila II. Já na quinta-feira (5), as atividades foram realizadas na Escola Estadual Arlindo Sampaio Jorge, na Vila Moreninha II. O ciclo foi encerrado nesta sexta-feira (6), na Escola Estadual Profª Zélia Quevedo Chaves, no Parque Residencial Iracy Coelho Netto. Acompanhado do coordenador da ONG Mil Pelo Planeta, Neo Ávila, e do deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS), Jean Ferreira liderou palestras e dinâmicas sobre reciclagem, conservação de recursos naturais e mudanças climáticas, que envolveram centenas de alunos. Jean destaca a participação dos estudantes, que se envolveram prontamente na ação. “A empolgação das crianças e dos adolescentes é uma prova de que a educação ambiental é um tema que chama a atenção”, pontua o vereador. “Ações como esta, que promovem a conscientização de forma lúdica, têm um impacto profundo sobre como esses estudantes vão lidar com o meio ambiente durante todas as etapas de suas vidas”, conclui. A Semana do Meio Ambiente ocorre todos os anos durante a primeira semana de junho. A escolha se deve ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado anualmente no dia 5 deste mês. A data foi criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, que tratou do tema do clima e da necessidade de preservação. Instagram Twitter Youtube Tiktok
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Enquanto sedia conferência da ONU sobre o clima, o presidente Ilham Aliyev segue impune após praticar limpeza étnica Por Norberto Liberator Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Instagram Twitter Youtube Tiktok
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Para compreender de perto as demandas das comunidades tradicionais e debater soluções, a deputada Gleice Jane iniciou viagem de barco pelo Pantanal e propôs a realização de audiência pública Instagram Twitter Youtube Tiktok
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País vizinho desenvolveu sistema altamente eficiente de planejamento para terremotos, que pode ser exemplo para evitar tragédias como a do Rio Grande do Sul Por Norberto Liberator Para doar ao Rio Grande do Sul: Cozinhas Solidárias do MTST: apoia.se/enchentesrs MST RS e Instituto Brasileiro de Solidariedade (Pix): 09.352.141/0001-48 Comissão Guarani Yvirupa (Pix): 21.860.239/0001-01 Articulação dos Povos Indígenas do RS (Pix): 00.479.105/0005-07 Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Será barbárie?

Emergência climática aumenta urgência de superação do modo de produção capitalista Por Vitória Regina No primeiro semestre deste ano, a Organização Meteorológica Internacional previu que o mundo estaria à beira de ultrapassar, em cinco anos, o crítico e grave marco de 1,5°C de aumento de temperatura comparado aos níveis pré-industriais. O alarmante anúncio reforça a urgência de ações radicais e decisivas para conter as mudanças climáticas e suas consequências sem precedentes. Além disso, o relatório também frisa a importância dos esforços globais para atingir as metas deliberadas no Acordo de Paris. Entre as ações citadas no relatório, destaca-se a necessidade da redução drástica das emissões de carbono e a elaboração de medidas de adaptação às mudanças climáticas. É de suma importância atribuir o real sentido do aumento da temperatura global e entender que estamos prestes a um ponto sem retorno. Esse ponto sem retorno é a barbárie. O avanço das mudanças climáticas impõem incêndios descontrolados, inundações devastadoras, secas extremas, escassez de alimentos, carências energéticas e ondas de calor cada vez mais insuportáveis. Recentemente os efeitos do El Niño e do aquecimento global foram sentidos de forma crítica no Amazonas. Em reportagem do portal Brasil de Fato, o jornalista Murilo Pajolla destacou que a forte estiagem baixou o nível dos rios e representa uma ameaça à pesca e à agricultura na maior bacia hidrográfica do planeta. O governo do Amazonas decretou estado de emergência em 55 dos 66 municípios afetados. Estima-se que meio milhão de pessoas enfrentarão as consequências dessa situação, incluindo a dificuldade no acesso à educação para as crianças, além das escassez e aumento no preço dos alimentos. No início de outubro, devido à severa estiagem na região amazônica, todas as operações da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, foram temporariamente paralisadas. De acordo com a Santo Antônio Energia (SAE), a decisão foi tomada por uma questão de segurança. Isso porque o rio Madeira, que abastece a usina, apresenta níveis de vazão de 50% abaixo da média. A Usina Santo Antônio é uma das maiores hidrelétricas do Brasil e conta com uma capacidade de 3.568 megawatts (MW) de potência. Olhando para o futuro e considerando a elevação do nível do mar, um cenário em que a temperatura global aumenta 1,5°C até o ano de 2100 traz consigo a gravidade de expor cerca de 70 milhões de pessoas a inundações catastróficas. E aproximadamente 80 milhões de pessoas tentarão sobreviver sob o aumento de 2°C na temperatura. Na última semana de inverno deste ano, ocorreu uma onda de calor significativa que afetou nove estados brasileiros. As regiões colocadas em alerta tiveram que lidar com temperaturas extremamente altas, com algumas cidades alcançando a preocupante marca de 40°C por vários dias. Destacam-se, entre os estados em situação crítica, aqueles que compõem a região Centro-Oeste. Ao longo de todo o território de Mato Grosso do Sul, foram registradas temperaturas elevadas, indicando uma relação direta entre as mudanças climáticas e o setor do agronegócio. Diante do cenário no qual o aumento de temperatura seja de 2°C, as projeções sinalizam que cerca de 18% das espécies de insetos, 16% das espécies vegetais e 8% dos vertebrados entrarão em extinção. Em um artigo publicado em 2019, Kelly Levin elenca os diversos impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas. Um aumento de 2°C na temperatura global provocará alterações ou transformações em aproximadamente 13% da superfície terrestre, inclusive com a possibilidade de transformar tundras em florestas. Entretanto, o risco pode ser reduzido se o aumento da temperatura se limitar a 1,5°C e a superfície afetada seria em torno de 4%. Além disso, outra probabilidade que preocupa é o derretimento do pergelissolo, que armazena significativa quantidade de carbono. O cenário de aquecimento de 2°C pode ter como consequência o derretimento de até 47% do permafrost do Ártico até 2100. Se o aumento for de 1,5°C, o cenário também não é animador: a texa de derretimento estaria entre 21% e 37%. Em relação aos oceanos, a previsão é de redução de 70% a 90% dos recifes de coral com uma temperatura a 1,5°C. Caso a temperatura chegue a 2°C, a redução atingirá cerca de 99%. Ademais, se houver o aumento de 1,5°C na temperatura, a captura da pesca global diminuirá em 1,5 milhão de toneladas; sob o aumento de 2°C, o número se elevaria para 3 milhões de toneladas. Arte: Norberto Liberator As discussões relacionadas às mudanças climáticas estão entre as mais urgentes de nosso tempo. Diante desse cenário, reconhecendo a gravidade de nossos dias, é difícil não se recordar da célebre afirmação de Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie. Isso nos lembra que apenas uma abordagem radical, como a do socialismo, pode evitar o pior cenário. Somente uma transformação profunda nos sistemas de produção e reprodução da vida garantirá um futuro viável para as próximas gerações. Se décadas marcadas por estudos científicos e previsões preocupantes sobre o futuro do planeta não foram suficientes, o que será necessário para que haja mobilizações mais radicais que intensifiquem os esforços na luta contra as mudanças climáticas? É válido destacar que as mudanças climáticas não se limitam apenas ao aumento das temperaturas globais; seus impactos se estenderão a todos os aspectos da vida cotidiana, afetando a qualidade de vida, a disponibilidade de alimentos e até mesmo os momentos de lazer, como aproveitar uma simples cerveja gelada. Isso porque pode faltar cerveja devido às mudanças climáticas, uma vez que a fabricação dessa bebida alcoólica depende de ingredientes como cevada e lúpulo, que podem ser impactados pelo aumento das temperaturas. Como destaca o G1, as mudanças climáticas podem transformar café e laranja em produtos de luxo. Não existe concordância entre o metabolismo do sistema capitalista e o metabolismo da natureza. Não há harmonia quando um sistema de acumulação infinita, como o capitalismo, dita o modo de produção e reprodução em um contexto de recursos finitos. Considerando outra frase célebre, pensemos a colocação feita por Marx e Engels em A Ideologia Alemã: as ideias dominantes são as ideias da classe dominante. Ou seja, o nosso pensamento e os nossos desejos não