Cruz Vermelha entrega mais de 3 toneladas de medicamentos para rede pública de Campo Grande

Doação fortalece atendimento nas unidades do SUS e amplia capacidade da rede municipal Da redação A Cruz Vermelha Brasileira – Filial Mato Grosso do Sul realizou, nesta segunda-feira (23), a entrega de mais de três toneladas de medicamentos à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande, contribuindo para o reforço do atendimento à população. Entre os itens doados estão antibióticos, anti-inflamatórios e antialérgicos, que serão utilizados tanto no início quanto na continuidade de tratamentos nas unidades públicas de saúde. A doação é resultado da articulação institucional da Cruz Vermelha para ampliar a capacidade de resposta da rede municipal, especialmente diante da alta demanda por assistência. Para a secretária-geral da instituição no estado, Carolina Bernardes, a ação evidencia o papel da organização no apoio direto à população. “Nosso compromisso é atuar de forma concreta onde a população mais precisa”, afirma. Carolina também destaca o compromisso da Cruz Vermelha com o atendimento rápido e eficiente à população. “Essa entrega representa a união de esforços para garantir que os atendimentos cheguem com mais rapidez e qualidade a quem depende do sistema público”. Com atuação humanitária no estado, a Cruz Vermelha desenvolve ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade, resposta a emergências, capacitações em primeiros socorros e parcerias que fortalecem a promoção da saúde e do bem-estar social. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Após reunião em Brasília, Vander e Camila garantem apoio contra surto de chikungunya em Dourados

Deputados se reuniram com diretor do Ministério da Saúde Da redação Os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, estiveram nesta terça-feira (24), no Ministério da Saúde, em reunião com o diretor de Programa da Secretaria-Executiva da pasta, Nilton Pereira Júnior, para articular ações emergenciais de enfrentamento ao surto de chikungunya no município de Dourados (MS). Dourados já registrou quatro mortes e mais de 600 casos da doença, sendo que a situação mais grave está na reserva indígena. Durante a reunião, Nilton Pereira Junior, do Ministério da Saúde, informou que a Pasta já enviou agentes de combate a endemias, profissionais da Força Nacional do SUS e especialistas para reforçar a rede hospitalar do município, que atualmente opera com capacidade máxima. Também foram liberados recursos emergenciais para compra de insumos e medicamentos. Além disso, será instalado um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de enfrentamento à doença em Dourados. De acordo com o diretor do Ministério, além da assistência médica, uma das prioridades é a limpeza das áreas mais afetadas, especialmente na aldeia indígena, onde a falta de coleta de lixo e saneamento favorece a proliferação do mosquito transmissor. “Mesmo sendo uma atribuição do Estado, o Governo Federal também deverá atuar para garantir essa limpeza, considerada essencial para conter o avanço da doença”, afirmou Nilton. O deputado Vander Loubet destacou que o momento exige união de esforços e atuação rápida do poder público. “O cenário exige resposta imediata. O Ministério da Saúde já está mobilizado, mas precisamos garantir que todas as frentes atuem juntas para salvar vidas e conter o avanço da doença. Nosso mandato está à disposição para articular apoio, recursos e ações emergenciais para Dourados”, afirmou o deputado. A deputada Camila Jara também defendeu a necessidade de uma ação interministerial, envolvendo órgãos como Funai, Casa Civil, Ministério da Defesa e Forças Armadas, para reforçar as ações emergenciais e evitar novas vítimas. A reunião faz parte das articulações da bancada federal do PT de Mato Grosso do Sul junto ao Governo Federal para garantir apoio imediato ao município de Dourados no enfrentamento ao surto de chikungunya. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Chikungunya nas aldeias: entre o surto e o abandono

Aumento nos casos tem relação com falta de saneamento básico em reserva indígena de Dourados Por Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok
Lula vem a Campo Grande abrir a COP15. Mas o que é COP15?

Evento trata de preservação de espécies migratórias Da redação Lula junto ao superintendente do Patrimônio da União em MS, Tiago Botelho. Foto: Divulgação O presidente Lula e cinco ministros chegam nesta tarde a Campo Grande para participar da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a chamada COP15. A conferência reunirá representantes de mais de uma centena de países, além de cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil, para discutir caminhos concretos de preservação da biodiversidade global, com foco nas espécies migratórias e nos ecossistemas que sustentam suas rotas. A sigla COP significa Conferência das Partes, a instância máxima de decisão de acordos internacionais. Na COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, os países se reúnem para avaliar o estado de conservação dessas espécies, definir prioridades e pactuar ações conjuntas para protegê-las. Na prática, é um espaço onde se constroem políticas globais para enfrentar problemas como a destruição de habitats, a exploração predatória e os impactos das mudanças climáticas sobre a fauna. A COP15 trata das espécies migratórias, animais que se deslocam periodicamente entre diferentes regiões do planeta em busca de alimento, reprodução ou condições ambientais adequadas. Esses deslocamentos podem atravessar continentes e oceanos, como ocorre com aves, peixes, mamíferos e até insetos. Para a convenção, uma espécie migratória é aquela que cruza fronteiras entre países ao longo do seu ciclo de vida, o que torna sua proteção um desafio coletivo. Esses animais desempenham funções essenciais para o equilíbrio ecológico. Contribuem para a polinização, dispersão de sementes e transporte de nutrientes entre ambientes. Além disso, são importantes indicadores da saúde ambiental: alterações em suas rotas ou populações costumam sinalizar desequilíbrios nos ecossistemas. Atualmente, muitas dessas espécies enfrentam ameaças como a perda de habitat, a fragmentação de áreas naturais e a exploração excessiva. Esse cenário reforça a urgência de ações coordenadas entre os países. A escolha de MS como sede não é apenas logística, mas também política e simbólica. O Brasil abriga alguns dos biomas mais ricos do planeta, e o Pantanal é uma das regiões mais estratégicas para a biodiversidade mundial. Ao trazer a COP15 para o estado, o presidente Lula reforça a importância de colocar o interior do país no centro das decisões globais e valorizar territórios fundamentais para o equilíbrio ambiental. Assim como levou a COP30 para Belém, agora o país volta os olhos para Campo Grande. A decisão de realizar a conferência no coração do Pantanal sul-mato-grossense é altamente simbólica. Ela reconhece a potência ambiental da região e mostra que o futuro da agenda climática e da biodiversidade passa, necessariamente, por territórios que historicamente ficaram à margem dos grandes centros de decisão. Além de sediar o encontro, o Brasil assume papel de liderança nas negociações internacionais sobre biodiversidade. A realização da COP15 coloca o país, e especialmente Mato Grosso do Sul, no centro das atenções globais. Durante a semana, o debate internacional deve apontar caminhos para conciliar desenvolvimento e preservação, com foco na proteção das espécies migratórias e na manutenção de seus habitats e rotas. Mais do que um encontro técnico, a COP15 representa uma oportunidade de construir soluções para um dos maiores desafios do nosso tempo: garantir a sobrevivência das espécies e o equilíbrio dos ecossistemas. Ao sediar o evento em Campo Grande, o Brasil envia ao mundo uma mensagem clara: proteger a biodiversidade também significa reconhecer a força do interior e o papel estratégico de biomas como o Pantanal no futuro do planeta. Enquanto sul-mato-grossense, nascido em Ivinhema, agradeço ao presidente Lula por colocar o Estado em protagonismo. Se queremos proteger o meio ambiente, precisamos ouvir e valorizar os territórios onde a natureza ainda pulsa com força. Como ensinou Manoel de Barros é no “chão das coisas pequenas” que mora a grandeza do mundo e é desse chão, do interior profundo, do Pantanal que podem surgir as respostas para os desafios ambientais do nosso tempo. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Para fortalecer ações em MS, gestores vão a encontro no Planalto

Participaram Tiago Botelho, superintendente da SPU; Marcelo Heitor, superintendente da Pesca; e Joanice Battilani, superintendente do Ibama Da redação Representantes do Governo Federal em Mato Grosso do Sul estiveram em Brasília nesta segunda-feira (16) para participar do 1º Encontro do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF), realizado no Palácio do Planalto, em Brasília. O evento marca um novo momento na articulação entre União, estados e municípios, com impacto direto na execução de políticas públicas em cidades sul-mato-grossenses. A agenda, promovida pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI), reuniu gestores de todo o país e formalizou a portaria que regulamenta o funcionamento dos Fóruns de Gestores Federais, espaços estratégicos para alinhar as ações do Governo Federal nos territórios. Representando Mato Grosso do Sul, participaram Tiago Botelho, superintendente da SPU; Marcelo Heitor, superintendente da Pesca; e Joanice Battilani, superintendente do Ibama. Para os gestores do estado, o encontro reforça a importância a preocupação do presidente Lula de integrar as políticas públicas federais à realidade local. “O Mato Grosso do Sul tem um papel estratégico, especialmente por ser um estado de fronteira e com forte presença de políticas públicas federais. Esse espaço de articulação garante que os investimentos e programas cheguem com mais eficiência aos municípios”, destacou Tiago Botelho. Marcelo Heitor também ressaltou o impacto direto da articulação federativa para setores produtivos importantes no estado. “A pesca e a aquicultura têm grande relevância em várias regiões de MS. Estar alinhado com os demais órgãos federais e com os municípios fortalece a execução de políticas que geram renda e desenvolvimento local”, afirmou. Já Joanice enfatizou a importância da integração para a agenda ambiental. “Mato Grosso do Sul possui biomas fundamentais como o Pantanal. A articulação entre os entes federativos é essencial para garantir proteção ambiental com desenvolvimento sustentável”, pontuou. Joanice, Marcelo e Tiago destacaram que deixaram Brasília com a missão de intensificar o diálogo com prefeitos e com o Governo do Estado sobre a importância de dar mais visibilidade às ações do Governo Federal nos municípios. Segundo eles, além de uma questão de comunicação, trata-se de um compromisso com a transparência pública e com o direito da população à informação. “É fundamental que o cidadão saiba de onde vêm os investimentos que estão transformando a sua realidade. Isso fortalece a confiança nas instituições e dá mais clareza sobre o papel de cada ente federativo”, ressaltaram. A atuação do Fórum de Gestores Federais em Mato Grosso do Sul será fundamental para garantir que as políticas públicas cheguem de forma mais coordenada e eficiente na ponta. O objetivo é integrar as ações do Governo Federal no estado, aproximando programas, investimentos e serviços da realidade dos municípios. Ainda neste ano, está prevista a realização da Caravana Federativa em MS, um grande momento de diálogo e prestação de contas, que vai apresentar à população e às lideranças locais as diversas ações e investimentos em andamento do governo do presidente Lula no estado. Os gestores apontam, também, que obras estruturantes do PAC, programas como o Minha Casa, Minha Vida e iniciativas como a entrega de ambulâncias muitas vezes não têm a devida identificação do Governo Federal. Para eles, garantir a correta publicidade com a aplicação das marcas institucionais e a comunicação adequada não é apenas um detalhe, mas parte essencial da boa gestão pública, da transparência e da valorização das políticas que impactam diretamente a vida da população sul-mato-grossense. A cerimônia de abertura contou com a presença da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e da ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, além de outras autoridades do Governo Federal. Durante o evento, Gleisi destacou o papel dos gestores que atuam nos estados. “Se estamos obtendo sucesso com nossos programas e projetos, devemos isso a vocês, que estão na ponta executando essas ações”, afirmou. A ministra Esther Dweck também ressaltou a importância da organização e da inovação na gestão pública. “Fortalecer a atuação integrada do Governo Federal nos estados é fundamental para garantir mais eficiência, transparência e melhores resultados para a população brasileira”, destacou. Instagram Twitter Youtube Tiktok