Gleice Jane propõe audiência sobre perda salarial na UEMS

Docentes apontam defasagem acumulada de 44% desde 2014; debate será realizado nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa Da redação Foto: Assessoria A deputada estadual Gleice Jane (PT) realiza nesta quarta-feira (27), às 14h, uma audiência pública para discutir a reposição salarial dos professores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).  A reunião acontece no Plenarinho Deputado Nelito Câmara, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), e deve reunir docentes, representantes sindicais, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica.  Segundo dados apresentados pela Associação dos Docentes da UEMS (Aduems), os professores acumulam perdas salariais de 44,48% desde 2014. A categoria afirma que, apesar da ampliação da universidade nos últimos anos, com aumento de cursos, campi e produção científica, não houve recomposição salarial proporcional ao crescimento institucional.  “A UEMS cresceu, expandiu sua atuação no Estado e consolidou sua importância na formação pública e gratuita, mas os professores seguem enfrentando perdas salariais históricas. Essa audiência é um espaço para ouvir a categoria e discutir caminhos concretos para valorização desses profissionais”, afirma Gleice Jane.  Entre os participantes confirmados estão o presidente da Aduems , professor Marcelo Batarce, e o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), professor Cláudio Anselmo de Souza Mendonça.  A discussão dá continuidade a debates realizados anteriormente pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Alems, da qual Gleice Jane é vice-presidente. Em dezembro do ano passado, servidores da universidade participaram de reunião com parlamentares para tratar da valorização salarial.  Já em março deste ano, representantes da Aduems utilizaram a tribuna da Casa para apresentar dados sobre a defasagem salarial da categoria. Para a deputada, o debate também envolve a defesa da educação pública estadual. “Valorizar os professores é defender a permanência, a qualidade e o fortalecimento da universidade pública em Mato Grosso do Sul”, diz.  SERVIÇO  Audiência Pública – Reposição salarial dos professores da UEMS  Data: quarta-feira, 27 de maio  Horário: 14h  Local: Plenarinho Deputado Nelito Câmara – Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice Jane cobra transparência da Cassems após reajuste para cônjuges

Parlamentar defende fiscalização sobre recursos públicos repassados pelo Estado e mais participação dos servidores nas decisões Da redação Foto: Divulgação/Assessoria A deputada estadual Gleice Jane criticou o reajuste anunciado pela Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) para a contribuição fixa de cônjuges dos beneficiários. A partir da competência de maio de 2026, com vencimento em 10 de junho, o valor passará a ser de R$ 450 mensais. Segundo a direção da entidade, a medida foi tomada após estudos técnicos apontarem desequilíbrio no modelo atual de custeio desse grupo.  Líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gleice Jane afirmou que o partido se posicionou contra o reajuste e solicitou formalmente que a presidência da Cassems reveja a decisão. “Nos posicionamos contra o reajuste do cônjuge na Cassems. Solicitamos ao presidente da Caixa que faça uma revisão dessa posição, que discuta com os servidores, realize reuniões regionais, seja transparente e mostre o que está acontecendo na instituição para que os próprios servidores possam participar das decisões sobre os rumos da Cassems, declarou a parlamentar. A deputada também afirmou que se somou ao deputado estadual Paulo Duarte em uma série de questionamentos sobre a situação financeira da instituição e os fatores que levaram à adoção da medida. “O que queremos compreender é qual é a real condição da Cassems neste momento e o que levou a entidade a chegar nessa situação. Transparência é necessária para que possamos também prestar esclarecimentos aos servidores públicos”, afirmou. Durante a sessão desta terça-feira (20), houve uma proposta de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para discutir a situação da Cassems.  No entanto, Gleice Jane ponderou que existem limites legais para a atuação da Assembleia Legislativa nesse caso. A Cassems possui natureza privada e autônoma, o que impede a abertura de CPI pela ALEMS exclusivamente para investigar a entidade. Ainda assim, segundo a deputada, é legítimo que o Parlamento cobre transparência sobre os recursos públicos destinados à instituição e os impactos das decisões sobre os servidores estaduais. “Podemos e estamos cobrando transparência, diálogo e respostas sobre medidas que impactam diretamente os servidores públicos e suas famílias”, afirmou.  A parlamentar também defendeu maior clareza sobre os repasses feitos pelo Governo do Estado à instituição. “É legítimo questionar os repasses de recursos públicos do Governo do Estado para a Cassems e exigir clareza sobre como esses recursos estão sendo utilizados. Quem contribui com a Cassems e sustenta o serviço público merece transparência e participação nas decisões”, disse.  Para Gleice Jane, a principal preocupação é que a mudança rompa com o modelo histórico de funcionamento da Caixa, criado sob a lógica da solidariedade entre os servidores. “A Cassems foi criada como um plano familiar e solidário. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos, mas todos devem ter acesso ao mesmo tratamento. Esse sempre foi o princípio da Caixa, e eu não concordo que esse princípio deixe de existir”, declarou. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice Jane critica lei transfóbica e defende manifestantes em Campo Grande

Deputada classifica medida como inconstitucional e um retrocesso em direitos fundamentais Da redação Foto: Assessoria A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) se posicionou contra a lei aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos, classificando a medida como inconstitucional e um retrocesso em direitos fundamentais. A manifestação ocorre após sessão realizada nesta terça-feira (28), marcada por protestos de movimentos sociais no plenário da Casa. Os manifestantes criticaram tanto a legislação sobre o uso de banheiros quanto propostas relacionadas à pauta fundiária. Para a parlamentar, a proibição fere princípios garantidos pela Constituição Federal, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade e a não discriminação. “Não é possível que o poder público utilize a lei para excluir e expor ainda mais uma população que já vive em situação de vulnerabilidade. Essa medida não se sustenta juridicamente”, afirma. Gleice Jane também destacou que a manifestação realizada na Câmara é legítima e faz parte do processo democrático. “Quando direitos são ameaçados, a sociedade se mobiliza. O que vimos foi o exercício legítimo da democracia”, pontua. Em relação às propostas que envolvem o debate sobre terra e movimentos sociais, a deputada afirma que iniciativas que tentam deslegitimar essas organizações ignoram a complexidade histórica da questão fundiária no Brasil. “Não se resolve um problema estrutural com medidas simbólicas ou de enfrentamento ideológico. É preciso diálogo, política pública e respeito à função social da terra”, diz. A parlamentar reforça que o papel do poder público deve ser o de garantir direitos e promover soluções, e não aprofundar desigualdades. “O caminho não é restringir direitos, mas ampliá-los. O Estado precisa estar comprometido com a Constituição e com a dignidade de todas as pessoas”, conclui. Instagram Twitter Youtube Tiktok

“Não é reajuste, é perda”: Gleice Jane pressiona Riedel sobre abandono dos servidores

A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores Da redação Com o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ocupado por servidores públicos de diversas categorias, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez críticas contundentes à política salarial do governador Eduardo Riedel (PP), durante debate realizado nesta terça-feira (31). A discussão foi motivada pela aplicação do índice de 3,81% sobre os vencimentos dos servidores, percentual que, segundo parlamentares da oposição e representantes sindicais, não repõe sequer a inflação e tem aprofundado a defasagem salarial. Para Gleice Jane, o índice não pode ser tratado como reajuste. “Não se trata de RGA. Trata-se de uma política de achatamento salarial dos servidores públicos, e isso nós não podemos aceitar”, afirmou na tribuna. A deputada também relacionou o descontentamento dos servidores ao não cumprimento de promessas feitas durante o período eleitoral. Segundo ela, compromissos como a equiparação salarial entre professores contratados e efetivos seguem sem avanço. “Os servidores já tomaram sua decisão, inclusive no processo eleitoral. E é justo. Foram muitas promessas. Eu me lembro de estar em sala de aula ouvindo essas promessas, e até hoje sequer começou uma política real de recuperação salarial”, disse. Gleice relembrou ainda medidas adotadas em gestões anteriores que impactaram diretamente a categoria, como a redução salarial de professores contratados em 2019 e a implementação do desconto de 14% sobre aposentadorias. “Teve professor que saiu de férias com um salário e voltou recebendo muito menos. Aposentados foram dormir com uma organização financeira e acordaram tendo que pagar 14% do próprio salário. E agora, mais uma vez, o trabalhador paga a conta”, afirmou. A parlamentar também criticou a política fiscal de Riedel, apontando contradições entre benefícios concedidos a empresas e o tratamento dado aos servidores.”Desconto e isenção fiscal para empresas tem de sobra. Enquanto isso, servidores enfrentam perdas salariais e trabalhadores são empurrados para condições precárias de vida”, disse. Como exemplo, citou visita recente ao município de Ribas do Rio Pardo, onde, segundo ela, a instalação de grandes empreendimentos têm provocado aumento no custo de vida e agravamento de problemas sociais. “Você vê trabalhadores vivendo em áreas precárias enquanto há estruturas empresariais vazias ao lado. É uma política que beneficia quem já tem muito, enquanto o povo perde dignidade”, afirmou. Outro ponto levantado pela deputada foi a falta de transparência na gestão estadual, especialmente em relação ao não atendimento de pedidos de informação sobre a aplicação de recursos públicos, o que, segundo ela, compromete o acompanhamento por parte da sociedade. Ao final, Gleice Jane avaliou que a mobilização dos servidores extrapola demandas pontuais de categorias e reflete um descontentamento mais amplo, marcado pela frustração diante de promessas não cumpridas e pela percepção de perda contínua de direitos e condições de trabalho. E concluiu com um recado direto ao governo estadual. “Ou o governo enxerga os servidores e respeita quem sustenta o Estado, ou precisa parar de prometer aquilo que não vai cumprir.” Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice Jane destaca articulação da bancada do PT para combate à chikungunya em Dourados

Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 855,3 mil para ações de resposta à crise sanitária Da redação Foto: Wagner Guimarães/ALEMS Envolvida nas ações de enfrentamento e diante do agravamento dos casos de chikungunya em Dourados, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT)  intensificou nesta semana a articulação com autoridades locais e federais e destacou o papel da bancada do PT na viabilização de recursos emergenciais para o município. Como resultado desse movimento conjunto, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 855,3 mil para ações de resposta à crise sanitária. O recurso foi oficializado por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União e integra um pacote de incremento financeiro emergencial para custeio de ações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a parlamentar, o repasse é fruto de uma atuação articulada entre diferentes esferas, com participação do deputado federal Vander Loubet e da deputada Camila Jara, além de diálogo com representantes do Ministério da Saúde. “A bancada do PT está trabalhando de forma integrada para garantir respostas rápidas. Esse recurso é um primeiro passo, e novas medidas podem ser adotadas conforme a evolução da situação”, afirmou. Gleice esteve em Dourados ao longo da semana, acompanhando a situação junto à comunidade e articulando soluções. A crise levou o governo federal a enviar a Força Nacional do SUS, com atuação prioritária nas comunidades indígenas, consideradas mais vulneráveis neste momento. De acordo com a deputada, a presença da equipe também contribui para a organização das ações de saúde em toda a cidade. “A Força Nacional veio com um olhar especial para as aldeias, mas também está ajudando a estruturar a resposta no município como um todo, apoiando o planejamento e o cuidado com a população”, disse. Além da crise sanitária, a parlamentar também tem atuado em questões estruturais. Nesta semana, Gleice e Vander Loubet se reuniram com o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, para discutir a situação do abastecimento de água em Dourados, especialmente nas aldeias indígenas. A deputada informou que convidou o dirigente da estatal para visitar as comunidades e verificar de perto os problemas. “A ideia é que ele conheça a realidade in loco, para que possamos buscar soluções mais rápidas e também alternativas emergenciais enquanto o problema não é resolvido de forma definitiva”, afirmou. Gleice reforçou que o momento exige ação coordenada entre os governos e a população. Segundo ela, o envio de recursos e equipes federais é fundamental, mas precisa ser acompanhado de medidas locais eficazes para conter o avanço da doença. A chikungunya tem apresentado alta taxa de positividade em Dourados e tendência de agravamento nas próximas semanas, segundo avaliações técnicas acompanhadas pela parlamentar. Instagram Twitter Youtube Tiktok