Futebol antifascista: Jean homenageia Motim e Molotov em sessão solene

Atletas receberam medalha Lázaro Grisoste   Norberto Liberator (com Assessoria) Times foram representados por Leonardo Busanello (Leiseira) e Érico Bruno Camargo O vereador Jean Ferreira (PT) participou da sessão solene que distribuiu a medalha Lázaro Grisoste de Futebol Amador a atletas de várzea em Campo Grande. Na cerimônia, Jean homenageou Leonardo Busanello de Araújo (Leoseira), do Molotov Futebol Clube, e Érico Bruno Camargo, do Motim Futebol Caos. Ambas as equipes têm como objetivo ir além do esporte, utilizando a prática do futebol como forma de conscientização. Rodas de conversa e ações solidárias são algumas das atividades extra-campo que Motim FC e Molotov FC costumam praticar, além de serem ativos em mobilizações por direitos trabalhistas, combate ao preconceito, defesa dos povos indígenas, preservação ambiental e outras pautas. Os dois times levantam a bandeira do antifascismo no futebol. O Motim Futebol Caos nasceu em 2018 e atua tanto no futebol de campo (seja no gramado ou terrão) quanto no futsal. Suas cores são o marrom e o branco. O Molotov Futebol Clube foi fundado em 2024 e atua nos campos com as cores vermelha e preta. A equipe alcançou o terceiro lugar na Copa Pepe Mujica, criada em homenagem ao ex-presidente uruguaio neste ano, em Joinville (SC). Proposta pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), a medalha foi instituída em 2018. A premiação tem objetivo de valorizar os atletas amadores de Campo Grande, que constituem uma parte importante da cultura local com campeonatos que movimentam a comunidade local, a maioria em campos de terra. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean destaca importância de ações esportivas da comunidade LGBTQIA+

Fim de semana teve Amistoso da Diversidade e Gaymada Por Norberto Liberator (com assessoria)Foto: Lucas Balds O vereador Jean Ferreira (PT) declarou, nesta segunda-feira (8 de setembro), que eventos esportivos são iniciativas de extrema importância para a comunidade LGBTQIA+ em Campo Grande. No último sábado (6) ocorreu a Gaymada da Diversidade e o amistoso entre times de futsal formados por homens trans e transmasculinos.  A partida de futsal teve iniciativa do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat). Já a Gaymada foi organizada pelo mandato da deputada federal Camila Jara (PT). Ambos contaram com o apoio de entidades, como a Defensoria Pública da União (DPU), a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul (ATTMS), o setorial LGBT do Partido dos Trabalhadores, o coletivo TransPor, a Coletiva De Trans Para Frente, a ONG Elas Podem, o Instituto Jordão Santana, o Ponto Bar e o Pagode na Pele. Jean apoiou os eventos com destinação de recursos e divulgação. Futsal transmasculino No Amistoso da Diversidade, a equipe paulistana Spartanos venceu a campo-grandense Araras Trans por 4×1 no ginásio Moreninho. Mesmo sem a vitória do time local, o vereador ressalta que o mais importante foi a iniciativa do evento. “O resultado do jogo não é tanto o foco. O que foi feito é histórico. Uma partida inédita entre times formados por pessoas transmasculinas, um recado de que o futebol também é um espaço a ser ocupado”, afirma Jean. O vereador não deixa de destacar o gol do atleta Theo Toledo, que marcou o único do Araras Trans. “Mesmo com o Spartanos sendo uma equipe mais consolidada, que tem rodado o Brasil com frequência, ainda tivemos um golaço do nosso craque, o que já mostra a força do nosso time local”, pontua Jean. “Nossos meninos foram muito bem. É só o início de uma trajetória vitoriosa para esse time que traz tanta representatividade”, finaliza. Na mesma linha, o capitão do Araras Trans, e conselheiro do Ibrat-MS, Luan Silva, reforça a importância do evento para a comunidade. “A realização desse amistoso, específico para homens trans e transmasculinos, é algo que vai um pouco além do esporte. É criar um espaço mesmo, que a gente se encontra, um espaço de visibilidade”, afirma. “Muitos de nós, antes da transição, jogamos em times profissionais, de quadra, de campo, e a gente teve que parar com essa profissão, tivemos que parar de jogar por fazer a transição”, destaca Luan. Foto: Lucas Balds/Assessoria Jean Ferreira “Quando a gente opta por essa transição,  o espaço do futebol feminino já não nos cabe mais, porque não é mais àquele espaço que a gente pertence”, pontua o capitão do time. “É o futebol masculino o espaço ao qual a gente pertence, mas que não nos aceita enquanto pessoas trans. Então ele quebra esse estigma. É sobre resistência, sobre visibilidade, sobre pertencer a esse espaço. Esse amistoso foi mais do que uma competição, foi uma celebração da nossa existência, do apoio uns com os outros, construir referências positivas para que as próximas gerações consigam também ocupar esse espaço”. Jogando queimada pela diversidade Já na Gaymada, realizada na Orla Morena, o mandato do vereador não apenas contribuiu com recursos e prestigiou o evento, como também participou. O Time Jean ficou em terceiro lugar. A competição foi vencida pela equipe Power, tendo o time Coronel & Seus Soldados na segunda colocação. “A competição já virou tradição em Campo Grande”, afirma Jean sobre a Gaymada, que chegou à sua quarta edição. “Na primeira edição, em 2022, participei como competidor e ficamos em segundo lugar com a equipe Bad Girls”, pontua o vereador. Naquele ano, a Gaymada foi conquistada pelo time As Usurpadoras. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Muito obrigado, Lionel Messi!

Em uma cobertura jornalística, nunca fui tão bem recebido; muito obrigado, Lionel Messi; graças a você, me senti em família Texto por Gabriel Neri Arte por Norberto Liberator O silêncio antes do pênalti de Gonzalo Montiel que se espalhou nas ruas de Buenos Aires tiveram como som seguinte o maior grito em 36 anos na Argentina. Finalmente, acabou o jejum de Mundiais, que começou na Itália em 1990. A Seleção Argentina, comandada por dois ‘Lionéis’, o Messi e o Scaloni, saiu campeã. A final não tinha como ser mais dramática e melhor. Quando o destino pareceria ser albiceleste, os azuis franceses empatavam. E salimos campeones. Eu não poderia estar em um lugar melhor. Morando em Campo Grande, vivi as três horas da partida na casa de um argentino. Sofri com eles, cantei com eles, chorei com eles. Argentinos, brasileiros, paraguaios e venezuelanos. Todos juntos. Nunca imaginei que o sentido de assistir à Copa em família viria com quem não é parente de sangue, mas de alma. Estava em um ‘paraíso’ no bairro Buriti. Bandeiras para todo lado, muitas pessoas uniformizadas, mística, fumaça, cantoria, cerveja, churrasco e o coração. Uma recompensa, para quem sempre foi do contra, foi ser campeão do mundo com quem realmente torcia comigo. No final, um tal de Ramón Galeano me abraçou e disse: “você deu sorte”. Comecei a ter um sentimento pela Seleção Argentina por causa das cores. Cruzeirense, o azul e branco sempre fez parte da minha vida. O verde e amarelo, não. Em 2014, o plantel argentino chegou a final da Copa do Brasil perdeu para a Alemanha. Em 2015 e 2016, mais duas finais. Ambas perdidas para a melhor geração chilena da história. Messi se despediu da Seleção e voltou. O tempo passou e “las finales que perdimos cuántos años las lloré. Pero eso se terminó, porque em Maracaná…”. Foi o que cantaram os argentinos no Catar nas sete partidas até o título mundial. Antes, dois eventos marcam e forjam a força de guerreiro deste time. O primeiro é a morte de Diego Maradona em novembro de 2020. Com 60 anos, o pibe de Fiorito nos deixou. Dali em diante, do céu, ele guiou o time. A primeira competição póstuma foi a Copa América. Argentina e Colômbia, sedes iniciais, não quiseram sediar. O Brasil ‘adotou’ a competição mais antiga de seleções em meio à pandemia e com todas as controvérsias possíveis. No Maracanazo argentino, Messi saiu campeão. Jogaram por Lionel, que jogou pelos demais. O grito de alívio veio para quem sempre foi tão cobrado. Para além da conquista, impediu o uso oportunista, por parte de Jair Bolsonaro, de um eventual título brasileiro. O argumento de que ele não tinha título com a Argentina caiu por terra. Veio a Finalíssima – competição entre os vencedores da Copa América e Eurocopa – e baile para cima da Itália. Faltava um título para coroar a maior carreira de um jogador argentino, a Copa do Mundo. E foi o melhor Mundial de Messi. O camisa 10 fez gol em todas as fases: sete nos sete jogos. Marcou na derrota histórica para Arábia Saudita, vitória contra México, Austrália, Holanda, Croácia e França. Só a Polônia não foi vazada pelo 10. Tudo isso o credenciou para ser novamente o melhor da Copa. ‘Ojalá’ que diferente de 2014, agora campeão. Em uma cobertura jornalística, nunca fui tão bem recebido. Muito obrigado, Lionel Messi; graças a você, me senti em família. Na final da Copa América, eu comemorei sozinho. Desta vez, estava com o coração cheio. Fui com a mesma camisa alusiva à azul de 1986. Também tinha a braçadeira de capitão. Senti que seria campeão em 2021 e agora em 2022. Ao longo da Copa, em especial nos primeiros momentos, eu me senti sozinho. Parecia que era só eu o “errado em torcer pela Argentina”. O Brasil caiu e o time de Messi seguiu. Na final, eu me senti acolhido como nunca estive com esta camisa. Salimos campeones. Copamos. Gabriel Neri     Estudante de jornalismo, amante de futebol sul-americano e da América Latina. Norberto Liberator       Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Twitter Youtube Facebook Instagram