Chikungunya: Franklin destaca liberação de recurso para Dourados e outras ações do governo federal

Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 25 de março, já são mais de 1.100 notificações de chikungunya na região Da redação O vereador Franklin Schmalz destacou, nesta sexta-feira (27), o conjunto de ações do governo federal para enfrentar o avanço da chikungunya em Dourados, com reforço de equipes, envio de insumos e liberação de recursos emergenciais para o município. Liberação de recursosEm portaria publicada pelo Ministério da Saúde (GM/MS nº 10.452/2026), fica garantido o repasse de R$ 855.299,36 para Dourados, destinado ao custeio de ações emergenciais em saúde pública no âmbito do SUS. O recurso será utilizado para fortalecer a vigilância em saúde, ampliar o atendimento e apoiar medidas de prevenção e controle da doença. “Esse investimento é essencial para apoiar a rede de saúde, garantir insumos e melhorar as condições de atendimento. É um apoio importante, mas também reforça a necessidade de organização local para que esses recursos cheguem na ponta”, pontuou o vereador. O valor será transferido aos cofres do município, cabendo à Secretaria Municipal de Saúde executar as ações. Nesse sentido, o parlamentar defende a criação urgente de um Comitê de Operações Emergenciais para articular e coordenar as atividades. Outras medidasEntre as demais ações do governo federal estão a autorização para contratação emergencial de 20 Agentes de Combate a Endemias para atuação nos territórios indígenas, o envio de insumos como larvicidas e a mobilização da Força Nacional do SUS, presente no município desde o dia 18 de março, com equipes atuando diretamente no atendimento à população. Hospital Universitário da UFGDO vereador também destaca o papel essencial das equipes do Hospital Universitário da UFGD, mantido pelo Governo Federal por meio da rede Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, na garantia do atendimento ambulatorial e no transporte de pacientes. “O HU tem tem oferecido suporte de pessoal, com três programas de residência atuando diretamente no atendimento à população indígena, no posto instalado na quadra da Escola Municipal Tengatuí. Mais uma vez, o hospital se consolida como uma grande referência na assistência à saúde indígena”, afirmou. Atuação da bancadaA bancada do PT tem atuado nos últimos dias. Foram realizadas reuniões em Dourados entre os vereadores Franklin Schmalz, Elias Ishy e a deputada estadual Gleice Jane, com a gestão do HU, lideranças locais e representantes da Força Nacional do SUS. Em Brasília, os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara têm atuado em articulações para garantir o apoio necessário neste momento. Números da criseSegundo dados do Boletim Epidemiológico de 25 de março, já são mais de 1.100 notificações de chikungunya na região, com casos concentrados principalmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, além de outras localidades atendidas pela rede de saúde. Já foram registrados cinco óbitos pela doença em Dourados. Outro dado alarmante é que 11 municípios de Mato Grosso do Sul já apresentam mais de 300 casos suspeitos de chikungunya por 100 mil habitantes, o que indica cenário de epidemia. Franklin reforçou que seguirá acompanhando a situação e cobrando medidas efetivas. “É fundamental garantir uma resposta rápida, coordenação entre os entes e prioridade no atendimento à população, especialmente diante de um cenário que exige urgência e responsabilidade”, concluiu. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Chikungunya nas aldeias: entre o surto e o abandono

Aumento nos casos tem relação com falta de saneamento básico em reserva indígena de Dourados Por Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok
Com base nas conquistas da gestão Jones, Etienne e Danielle propõem avançar na UFGD

Etienne apresentou resultados da gestão atual e propostas para ampliar políticas acadêmicas e estruturais Da redação Etienne Biasotto e a candidata a vice pela chapa, Danielle. Foto: Divulgação. A eleição da UFGD chega na sua última semana. A série de debates entre as chapas que disputam a consulta para a Reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) evidenciou a defesa da continuidade com avanços por parte do candidato Etienne Biasotto (Chapa 1 – Avançar UFGD). Logo na abertura de sua participação, Etienne destacou o legado da atual gestão e apontou o caminho para o futuro. “A UFGD avançou muito nos últimos anos. Temos resultados concretos em todas as áreas, e o nosso compromisso é dar continuidade a esse trabalho, mas indo além, com mais inovação, inclusão e qualidade”, afirmou. A candidata a vice, Danielle, reforçou a mesma linha. “A gestão do professor Jones deixou conquistas importantes para a universidade. O que nós defendemos é preservar esse legado e, ao mesmo tempo, avançar ainda mais, ampliando oportunidades e fortalecendo as políticas que fazem diferença na vida dos estudantes”, destacou. Ao longo dos encontros, Etienne apresentou resultados da gestão atual e propostas para ampliar políticas acadêmicas e estruturais da universidade. Entre os principais indicadores está o crescimento de 70% no número de ingressantes entre 2022 e 2025, passando de 1.433 para 2.436 estudantes, além da criação de 210 novas vagas em cursos como Educação Inclusiva, Educação Quilombola, Pedagogia Intercultural Indígena, Agroecologia e Escrita Criativa. Na área de assistência estudantil, o candidato ressaltou a ampliação significativa do número de estudantes atendidos. “Não basta garantir o acesso, é preciso garantir permanência. E foi isso que avançou na UFGD, com mais bolsas, mais apoio e melhores condições para os estudantes continuarem seus cursos”, afirmou Etienne. Os números apresentados incluem o aumento da Bolsa Permanência, que passou de 154 para 484 beneficiários, o crescimento dos auxílios do PNAES de 653 para 988 estudantes e a ampliação dos auxílios com recursos próprios, de 55 para 330. Também foram destacadas ações como a ampliação do Restaurante Universitário, a retomada do café da manhã subsidiado e a reabertura da cantina, além da manutenção do RU a R$ 1 para estudantes em situação de vulnerabilidade. Na pós-graduação, os avanços incluem o aumento de bolsas, que passaram de 374 para 579, além da abertura de cinco novos doutorados. O crescimento também foi expressivo no número de estudantes internacionais, com aumento de 1.000%, e na expansão de matrículas no mestrado (12%) e doutorado (40%). No campo da pesquisa e inovação, Etienne destacou o aumento de 52% nas bolsas de iniciação científica, de 320 para 487. “Fortalecer a pesquisa é garantir o futuro da universidade. Nós ampliamos investimentos e organizamos a área, e agora queremos dar um salto ainda maior em inovação”, pontuou. Os investimentos também foram enfatizados como base para o desenvolvimento da universidade. Segundo o candidato, a UFGD captou R$ 22 milhões em recursos externos, além de R$ 13 milhões via PAC para a construção de laboratórios de engenharia. Também foram aplicados R$ 1 milhão em equipamentos de ar-condicionado e R$ 1,6 milhão em tecnologia para gestão do patrimônio. Durante os debates, Etienne manteve um discurso centrado na valorização da comunidade universitária e no fortalecimento do diálogo institucional. “Nosso projeto é de continuidade com avanço. É olhar para o que já foi feito com responsabilidade e construir uma UFGD ainda mais forte, democrática e inclusiva”, concluiu. Organizados pela Comissão de Consulta Prévia, os debates garantiram igualdade entre as candidaturas e abordaram temas estratégicos para o futuro da universidade. A iniciativa integrou o calendário oficial da consulta e buscou ampliar o acesso da comunidade acadêmica às propostas, reforçando a participação democrática na escolha da nova gestão. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Com Etienne reitor, Danielle propõe UFGD mais comprometida com as mulheres

“Quando a universidade amplia os espaços para as mulheres, toda a comunidade avança junto, inclusive os homens”, afirma a candidata da Chapa 1 Da redação Professora da Universidade Federal da Grande Dourados há 15 anos, engenheira agrônoma, doutora em Ciência dos Alimentos e atual diretora da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, Danielle Marques Vilela é candidata a vice-reitora pela Chapa 1, Avança UFGD, ao lado de Etienne Biasotto. Com trajetória no ensino, na pesquisa e na gestão da universidade, ela defende uma UFGD mais democrática, acolhedora e comprometida com políticas de acessibilidade e inclusão, permanência estudantil, enfrentamento às violências e fortalecimento do Hospital Universitário. Nesta entrevista, Danielle fala sobre o protagonismo das mulheres na UFGD, os desafios que ainda persistem e os compromissos da chapa para que a universidade siga avançando, com diálogo e responsabilidade social. A participação das mulheres na universidade tem crescido. Como você avalia esse processo na UFGD? A presença das mulheres sempre foi fundamental na universidade, mas hoje esse protagonismo aparece também com mais força nos espaços de decisão, na pesquisa, ensino, extensão e na gestão. Isso é resultado de muita luta e de mudanças institucionais importantes. Na UFGD, as mulheres ocupam a universidade, ajudam a construir seus caminhos e impulsionam transformações que beneficiam toda a comunidade acadêmica. Esse avanço também se refletiu em políticas institucionais? Sim. A UFGD avançou em políticas de enfrentamento às violências, prevenção ao assédio e acolhimento. O desafio agora é garantir continuidade e estrutura para essas conquistas. Defendemos fortalecer a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, implementar plenamente o Protocolo de Não Revitimização, ampliar a Ouvidoria da Mulher e Diversidade e consolidar mecanismos de monitoramento dessas políticas. Ainda existem desafios para as mulheres no ambiente universitário? Sim. Persistem desigualdades no acesso a espaços de poder, na permanência acadêmica e no enfrentamento das violências e discriminações. Por isso, é essencial garantir condições para que mulheres possam estudar, trabalhar, pesquisar e ocupar espaços de liderança com segurança e dignidade, especialmente mães e cuidadoras. Que políticas podem ajudar a transformar essa realidade? Defendemos ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão, fortalecer políticas de permanência e desenvolver ações institucionais de cuidado relacionadas à maternidade, paternidade e responsabilidades familiares. Também propomos o programa Ler Mulheres na Universidade, incentivando a presença de autoras mulheres nas bibliografias e atividades formativas, além de editais específicos de fomento à pesquisa e extensão coordenadas por mulheres. Como a sua trajetória na UFGD influenciou essa visão? Sou professora da UFGD há 15 anos, mãe de dois filhos e sou filha da universidade pública. Foi por meio dela que minha história e a da minha família foram transformadas. Essa trajetória me mostrou que a universidade pública muda vidas e que os avanços dependem de compromisso institucional, planejamento e trabalho coletivo. Também queremos uma universidade que enfrente a violência com seriedade, escuta qualificada e fluxos institucionais mais humanizados. Quando a instituição assume esse compromisso de forma estruturada, ela deixa de apenas reagir aos problemas e passa a criar um ambiente mais justo, mais seguro e mais coerente com sua função social. Nesta eleição, duas chapas são lideradas por mulheres e você é candidata a vice. Como você vê esse momento? Para mim, esta eleição não é só uma escolha entre homens e mulheres, mas entre projetos de universidade. Estou ao lado do Etienne porque construímos uma chapa comprometida em ampliar os espaços das mulheres na gestão, fortalecer políticas de enfrentamento às violências e avançar em ações concretas de permanência e cuidado. Quando aceitei ser vice do Etienne é por acreditar que ele está disposto a construir um projeto que assume o compromisso de transformar em políticas as demandas das mulheres da universidade, o que também exige homens dispostos a dividir poder e atuar de forma coerente com essa mudança. Qual é o principal compromisso da Chapa 1 para os próximos anos? Nosso compromisso é fortalecer a UFGD como uma universidade pública de qualidade, socialmente comprometida e aberta à diversidade. Isso passa pela valorização do ensino, da pesquisa e da extensão, pela permanência estudantil, pelo acolhimento, pela sustentabilidade, pela defesa das ações afirmativas e por uma gestão democrática e dialogada. Qual é o papel do Hospital Universitário dentro desse projeto? O Hospital Universitário é UFGD. E, como tal, é estratégico para a universidade, mas, principalmente, para toda a região. Ele atende a população, forma profissionais de saúde e produz conhecimento. Defendemos ampliar a integração entre HU e universidade, fortalecer as residências e garantir um ambiente de formação e trabalho mais qualificado e humano. Que mensagem você deixa para a comunidade universitária? A UFGD é uma construção coletiva. Tudo o que a universidade conquistou é resultado do trabalho de muitas pessoas. No dia 26 de março, a comunidade universitária decidirá os próximos rumos da instituição. Nosso convite é para que conheçam as propostas da Chapa 1 e participem dessa escolha com responsabilidade e compromisso com o futuro da universidade. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Em audiência, Gleice Jane defende mais políticas culturais em Dourados
O evento foi promovido pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Dourados Foto: Assessoria de Comunicação A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) participou, nesta quarta-feira (25), de uma audiência pública que debateu a construção do Plano Municipal de Cultura de Dourados e a necessidade de garantir financiamento permanente para o setor cultural no município. O encontro teve como tema “Que cultura nós queremos para Dourados?” e reuniu representantes do poder público, artistas, produtores culturais e membros da sociedade civil. Durante a audiência, Gleice Jane destacou a importância de consolidar políticas públicas estruturantes para a cultura e defendeu a destinação mínima de 1% do orçamento municipal para o setor. Segundo a parlamentar, investir em cultura é fundamental para fortalecer a identidade local, valorizar a diversidade e impulsionar a economia. “A cultura molda a identidade de um território. Investir em cultura é investir na diversidade, na pluralidade e também na economia do município”, afirmou a deputada. Ela ressaltou ainda a riqueza cultural de Dourados, marcada pela convivência de diferentes povos e tradições. “Temos uma diversidade enorme, com pessoas que falam português, espanhol, guarani, japonês, entre outras línguas. Mas muitas vezes essa riqueza não é conhecida, porque faltam espaços e políticas de difusão cultural”, pontuou. A audiência pública foi promovida pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Dourados e contou com a participação do vereador Franklin Schmalz (PT), presidente da comissão e responsável pela condução dos trabalhos de elaboração do Plano Municipal de Cultura. O plano é um instrumento estratégico que irá orientar as políticas culturais do município pelos próximos dez anos, estabelecendo metas, diretrizes e ações para o setor. Franklin explicou que o plano é uma exigência prevista na legislação federal e condição para que o município continue tendo acesso a recursos e financiamentos da União. “A partir do próximo ano, municípios que não tiverem o Plano Municipal de Cultura instituído por lei podem deixar de receber repasses federais do Sistema Nacional de Cultura. O plano garante continuidade às políticas públicas, independentemente das mudanças de gestão”, afirmou. O vereador também destacou o papel da cultura como geradora de desenvolvimento econômico. “A cultura movimenta a hotelaria, os restaurantes, os serviços de som, iluminação, limpeza e comunicação. Além disso, é um direito humano, essencial para a identidade dos povos e para o lazer da população”, ressaltou. Durante o encontro, Franklin anunciou a viabilização de uma emenda de R$ 350 mil junto ao Ministério da Cultura para a criação de um Circuito Cultural em Dourados, com início previsto para abril, além de mencionar esforços para a reforma do Teatro Municipal, fechado há quase três anos. Ao final da audiência, os organizadores reforçaram o convite para que artistas, trabalhadores da cultura, empresários, associações e movimentos culturais participem ativamente do processo de construção do Plano Municipal de Cultura, contribuindo com propostas e prioridades para o fortalecimento do setor no município. Instagram Twitter Youtube Tiktok