Jean fiscaliza falta de água e luz em unidades de saúde
Após denúncias de profissionais, vereador apurou abandono de CRS e UPA em bairros de Campo Grande Da redação O vereador Jean Ferreira (PT) visitou, nesta terça-feira (9 de setembro), o Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Tiradentes e a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Universitário, para fiscalizar problemas denunciados pela população. O CRS Tiradentes ficou cinco dias sem água, enquanto a UPA do Universitário está sem energia após furto de cabos de fiação. No CRS Tiradentes, caminhões-pipa foram enviados algumas vezes, mas de acordo com relatos dos profissionais que atuam no local, a água acabava em poucas horas. A falta de água tem afetado a higienização de profissionais e pacientes, além de prejudicar os atendimentos e causar desidratação diante das altas temperaturas. Mesmo sem água, médicos, enfermeiros, recepcionistas e outros profissionais continuaram trabalhando. “Não podemos deixar de ressaltar a firmeza e o compromisso desses profissionais da saúde, que estão há dias fazendo o possível para atender a população com dignidade”, pontua Jean. “O problema não é e nunca foram os médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas ou profissionais da limpeza. Esses têm lutado heroicamente, no entanto temos um descaso do poder público que precisa ser enfrentado e resolvido”, prossegue o vereador. A médica Giulia Rita, que atende no local, afirma que a situação chegou a níveis alarmantes. “Passamos a maior parte das horas do dia sem água, sem torneira para lavar as mãos, sem descarga para dar, acumulando fezes e urina muitas vezes nos vasos sanitários, com a equipe de limpeza tendo que ser encarregada de dar descarga com água da mangueira da rua”, explica. Giulia deixa claro que não houve procura por parte da Prefeitura. “Não veio laudo, nenhuma avaliação documentada, por exemplo, da Secretaria de Infraestrutura, afirmando que estava seguro, que o fluxo não seria interrompido de novo, nem nada do tipo”. Jean decidiu permanecer no local até a situação ser resolvida. Enquanto o vereador fiscalizava a unidade, a água voltou a funcionar. Jean acompanhou a Vigilância Sanitária na averiguação das condições do hospital. “A água já voltou, porém o hospital está sujo, e a inspeção está verificando a situação de insalubridade”, destaca o parlamentar. Já sobre a UPA do Universitário, Jean afirma que o furto de cabos de fiação que gerou a falta de energia evidencia a falta de segurança pública. O vereador, que esteve no local pela manhã, pontua o abandono da região. “A ausência da Guarda Municipal na proteção do patrimônio público foi a crítica que mais ouvimos, pois mesmo diante da repetição desses crimes, a prefeitura não adota medidas efetivas de prevenção”, finaliza o vereador. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Jean destaca importância de ações esportivas da comunidade LGBTQIA+

Fim de semana teve Amistoso da Diversidade e Gaymada Por Norberto Liberator (com assessoria)Foto: Lucas Balds O vereador Jean Ferreira (PT) declarou, nesta segunda-feira (8 de setembro), que eventos esportivos são iniciativas de extrema importância para a comunidade LGBTQIA+ em Campo Grande. No último sábado (6) ocorreu a Gaymada da Diversidade e o amistoso entre times de futsal formados por homens trans e transmasculinos. A partida de futsal teve iniciativa do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat). Já a Gaymada foi organizada pelo mandato da deputada federal Camila Jara (PT). Ambos contaram com o apoio de entidades, como a Defensoria Pública da União (DPU), a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul (ATTMS), o setorial LGBT do Partido dos Trabalhadores, o coletivo TransPor, a Coletiva De Trans Para Frente, a ONG Elas Podem, o Instituto Jordão Santana, o Ponto Bar e o Pagode na Pele. Jean apoiou os eventos com destinação de recursos e divulgação. Futsal transmasculino No Amistoso da Diversidade, a equipe paulistana Spartanos venceu a campo-grandense Araras Trans por 4×1 no ginásio Moreninho. Mesmo sem a vitória do time local, o vereador ressalta que o mais importante foi a iniciativa do evento. “O resultado do jogo não é tanto o foco. O que foi feito é histórico. Uma partida inédita entre times formados por pessoas transmasculinas, um recado de que o futebol também é um espaço a ser ocupado”, afirma Jean. O vereador não deixa de destacar o gol do atleta Theo Toledo, que marcou o único do Araras Trans. “Mesmo com o Spartanos sendo uma equipe mais consolidada, que tem rodado o Brasil com frequência, ainda tivemos um golaço do nosso craque, o que já mostra a força do nosso time local”, pontua Jean. “Nossos meninos foram muito bem. É só o início de uma trajetória vitoriosa para esse time que traz tanta representatividade”, finaliza. Na mesma linha, o capitão do Araras Trans, e conselheiro do Ibrat-MS, Luan Silva, reforça a importância do evento para a comunidade. “A realização desse amistoso, específico para homens trans e transmasculinos, é algo que vai um pouco além do esporte. É criar um espaço mesmo, que a gente se encontra, um espaço de visibilidade”, afirma. “Muitos de nós, antes da transição, jogamos em times profissionais, de quadra, de campo, e a gente teve que parar com essa profissão, tivemos que parar de jogar por fazer a transição”, destaca Luan. Foto: Lucas Balds/Assessoria Jean Ferreira “Quando a gente opta por essa transição, o espaço do futebol feminino já não nos cabe mais, porque não é mais àquele espaço que a gente pertence”, pontua o capitão do time. “É o futebol masculino o espaço ao qual a gente pertence, mas que não nos aceita enquanto pessoas trans. Então ele quebra esse estigma. É sobre resistência, sobre visibilidade, sobre pertencer a esse espaço. Esse amistoso foi mais do que uma competição, foi uma celebração da nossa existência, do apoio uns com os outros, construir referências positivas para que as próximas gerações consigam também ocupar esse espaço”. Jogando queimada pela diversidade Já na Gaymada, realizada na Orla Morena, o mandato do vereador não apenas contribuiu com recursos e prestigiou o evento, como também participou. O Time Jean ficou em terceiro lugar. A competição foi vencida pela equipe Power, tendo o time Coronel & Seus Soldados na segunda colocação. “A competição já virou tradição em Campo Grande”, afirma Jean sobre a Gaymada, que chegou à sua quarta edição. “Na primeira edição, em 2022, participei como competidor e ficamos em segundo lugar com a equipe Bad Girls”, pontua o vereador. Naquele ano, a Gaymada foi conquistada pelo time As Usurpadoras. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Riedel foge de protesto e aciona PM para reprimir manifestantes; veja fotos

Governador de MS ordenou isolamento de Grito dos Excluídos após desfile de 7 de setembro Texto: Norberto Liberator Fotos: Danilo Gonçalves O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) acionou a tropa de choque e a cavalaria da Polícia Militar para reprimir manifestantes pacíficos em Campo Grande neste domingo (7 de setembro). A repressão ocorreu durante a passeata do Grito dos Excluídos. O ato, que ocorre tradicionalmente após o desfile cívico do feriado de independência, foi isolado por forças policiais para que o governador tivesse tempo de sair da área reservada a autoridades, enquanto a multidão se aproximava com gritos de “Fora Riedel”. Policiais chegaram a atirar spray de pimenta diretamente nos olhos de um manifestante. O material atingiu inclusive lideranças políticas, como o vereador Jean Ferreira, a vereadora Luiza Ribeiro, a deputada federal Camila Jara, o deputado federal Vander Loubet, os deputados estaduais Zeca do PT e Pedro Kemp, o ex-deputado federal Fábio Trad e o superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, todos do PT. Um manifestante chegou a ser preso. Confira nas fotos: Instagram Twitter Youtube Tiktok
Travestis em cena: ColetivA de Trans para Frente leva corpos dissidentes ao palco e às ruas em Campo Grande

Grupo tem se apresentado pela cidade com equipe formada por travestis e pessoas trans Por Vitória Regina Correia Foto: Ana Laura Menegat A arte travesti ocupa, provoca e transforma. É com esse gesto político e estético que nasceu, em Campo Grande, a ColetivA De Trans pra Frente, primeira companhia do Mato Grosso do Sul formada exclusivamente por pessoas trans e travestis. Criada pela multiartista, professora e diretora Emy Santos, o grupo vem consolidando um espaço inédito de criação e de protagonismo para corpos historicamente marginalizados. Em 2024, a coletiva estreou seu primeiro espetáculo, O Culto das Travestis. A montagem voltou aos palcos em agosto de 2025, no Sesc Teatro Prosa, agora com um novo elenco. No próximo domingo (7), as artistas também sobem ao palco em participação especial no show da cantora Liniker, em Campo Grande — mais um marco de visibilidade para o grupo. O trabalho da ColetivA De Trans pra Frente mistura dança, teatro e performance para refletir sobre os espaços que pessoas trans e travestis ocupam — ou dos quais são sistematicamente excluídas. Para a fundadora e diretora do grupo, a multiartista e professora Emy Santos, a criação surge de uma urgência social e política. “A ColetivA De Trans pra Frente nasce da necessidade de unir artistas trans e travestis no Mato Grosso do Sul, levando propostas artísticas, culturais e pedagógicas que envolvem protagonismo. Desenvolvemos ações, encontros, oficinas, espetáculos e eventos, sempre com a intenção de levantar questões ligadas a gênero, sexualidade, raça e contexto social”, afirma. O principal trabalho da coletiva é O Culto das Travestis, que Emy define como mais que espetáculo: um rito de acolhimento e resistência. Criado a partir de pesquisas individuais e encontros coletivos, o projeto transforma vivências em arte e propõe novas formas de espiritualidade e sacralidade travesti. “Essa obra é um espaço de cuidado e escuta, porque justamente nos é negado esse espaço. Quando nos encontramos, conseguimos nos olhar, curar feridas e fortalecer nossos trabalhos. É uma resposta à violência e ao conservadorismo que tentam nos silenciar. Criamos arte para criar vida”, explica. Segundo a diretora, a montagem rompe com imaginários que reduzem travestis à marginalidade. Ao incorporar referências religiosas e espirituais em sua estética, a peça afirma que identidades travestis também podem ser sagradas, profanas e livres. O alcance do trabalho já ultrapassa as fronteiras nacionais. Com O Culto das Travestis, Emy Santos participou do Festival OFF Avignon, na França, levando ao cenário internacional a discussão sobre a arte trans contemporânea produzida em Mato Grosso do Sul. “O próprio nome do espetáculo é ousado e forte. Somos artistas que resistem, que transformam, e o nosso trabalho mistura performance, ativismo e cultura. Também criamos rodas de conversa e oficinas, espaços de cuidado para corpos historicamente marginalizados”, afirma. A recepção do público tem sido intensa. Na reestreia realizada no Sesc Teatro Prosa, em Campo Grande, uma procissão pelas ruas abriu a apresentação, seguida pela partilha de chá com a plateia antes da entrada no teatro. “As pessoas cantaram conosco, tomaram chá e entraram no espaço de outra forma. Muitos se emocionaram, choraram. Foi muito especial ver pessoas idosas presentes. Isso mostra que conseguimos furar a bolha”, relembra Emy. Mais que um grupo artístico, a ColetivA De Trans pra Frente se coloca como um ato de resistência. Entre palco e rua, suas ações reafirmam a presença e a potência de pessoas trans e travestis, não apenas em Campo Grande, mas em diferentes partes do mundo. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Jardim Secreto tem oficina de pintura para crianças neste sábado

Aulas serão ministradas pela artista Melissa de Aguiar e ocorrerão das 10h às 12h Norberto Liberator Ocorre neste sábado (6) a primeira oficina de arte voltada para crianças do Sementes Ateliê. O evento acontecerá das 10h às 12h, no espaço Jardim Secreto, localizado na Rua Barão de Melgaço, 180, na região central de Campo Grande. As aulas serão ministradas pela artista visual e arte-educadora Melissa de Aguiar. A oficina promete uma experiência imersiva, conectando os pequenos artistas à natureza por meio da arte. Não é necessário ter experiência prévia com pintura, apenas entusiasmo e curiosidade para explorar novas formas de desenhar. “Queremos que as crianças se sintam livres para criar e experimentar”, destaca a artista. O investimento para participar é de R$ 100 e todos os materiais já estão garantidos pela organização. As vagas são limitadas, e os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla clicando neste link. A artista visual Melissa de Aguiar, que ministrará a oficina de pintura para crianças no Jardim Secreto, exibe uma de suas obras. Foto: Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok