Espetáculo ‘Quem a mim nomeou o mundo?’ leva reflexões ao Sesc Teatro Prosa

Exibição será no dia 17 de outubro Da redação O Sesc Teatro Prosa recebe, nesta sexta-feira (17/10) o espetáculo “Quem a mim nomeou o mundo?”, uma produção que mergulha em questionamentos profundos sobre as normas de gênero e as violências que atravessam os corpos e as subjetividades. Com sessões às 16h e 19h, a peça promete instigar o público a refletir sobre as palavras e discursos que moldam identidades e perpetuam binarismos. A obra, atravessada por múltiplas vozes que aceitam, questionam e reagem às certezas impostas, propõe uma investigação coletiva: qual é a palavra que mata a coisa? Quais discursos reproduzem violências? E como nomear o mundo fora da lógica que determina quais corpos vivem e quais morrem? A partir de diferentes contextos e localidades, o espetáculo evoca perguntas que geram ainda mais indagações, desafiando normas e ironizando padrões.Entrada franca e ação solidáriaCom entrada gratuita, os ingressos devem ser reservados pelo site da Sympla. Durante o evento, serão arrecadados alimentos não perecíveis, que serão doados ao Núcleo Assistencial Ramatís. Com produção da Manaká Cultural, a apresentação tem coreografia e dança de Vanessa Macedo e Maria Fernanda Figueiró; operação e criação de luz de Camila Jordão; cenografia de Fernanda Lazzarini; trilha sonora de Lua Oliveira; acompanhamento de processo de Júlia da Rocha e figurino de Rita Figueiró. O Sesc Teatro Prosa se localiza na Rua Anhanduí, 200, na região central de Campo Grande. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Futebol antifascista: Jean homenageia Motim e Molotov em sessão solene

Atletas receberam medalha Lázaro Grisoste Norberto Liberator (com Assessoria) Times foram representados por Leonardo Busanello (Leiseira) e Érico Bruno Camargo O vereador Jean Ferreira (PT) participou da sessão solene que distribuiu a medalha Lázaro Grisoste de Futebol Amador a atletas de várzea em Campo Grande. Na cerimônia, Jean homenageou Leonardo Busanello de Araújo (Leoseira), do Molotov Futebol Clube, e Érico Bruno Camargo, do Motim Futebol Caos. Ambas as equipes têm como objetivo ir além do esporte, utilizando a prática do futebol como forma de conscientização. Rodas de conversa e ações solidárias são algumas das atividades extra-campo que Motim FC e Molotov FC costumam praticar, além de serem ativos em mobilizações por direitos trabalhistas, combate ao preconceito, defesa dos povos indígenas, preservação ambiental e outras pautas. Os dois times levantam a bandeira do antifascismo no futebol. O Motim Futebol Caos nasceu em 2018 e atua tanto no futebol de campo (seja no gramado ou terrão) quanto no futsal. Suas cores são o marrom e o branco. O Molotov Futebol Clube foi fundado em 2024 e atua nos campos com as cores vermelha e preta. A equipe alcançou o terceiro lugar na Copa Pepe Mujica, criada em homenagem ao ex-presidente uruguaio neste ano, em Joinville (SC). Proposta pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), a medalha foi instituída em 2018. A premiação tem objetivo de valorizar os atletas amadores de Campo Grande, que constituem uma parte importante da cultura local com campeonatos que movimentam a comunidade local, a maioria em campos de terra. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Jean protocola projeto de combate à adulteração de bebidas alcoólicas

Proposta estabelece multas de até R$ 10 mil e cancelamento de alvará para empresas que praticarem o crime Da redação Vereador Jean Ferreira durante sessão legislativa. Foto: Balds O vereador Jean Ferreira (PT) apresentou, nesta segunda-feira (6), um Projeto de Lei que institui a Política Municipal de Prevenção e Combate à Adulteração de Bebidas Alcoólicas. A proposta estabelece medidas mais rigorosas para a fiscalização na distribuição e comércio de bebidas, assim como endurece as penas para quem praticar crimes como adulteração dos produtos, violação de embalagem e venda de bebidas fora do prazo de validade. O projeto determina que as empresas divulguem, a cada três meses, em seus sites ou plataformas equivalentes, informações detalhadas sobre as medidas adotadas para evitar a adulteração de bebidas. Esses dados incluem a identificação do fabricante, data de produção, número do lote, validade e situação de regularidade da empresa, além do registro de data e horário das compras, permitindo o monitoramento de possíveis fraudes ou duplicidades. Empresas que não comprovarem a idoneidade de seus fornecedores estarão sujeitas a penalidades. O projeto prevê advertência formal, multa de até R$ 10 mil por lote não regularizado, suspensão temporária da comercialização do lote e, em caso de reincidência, o cancelamento do Alvará de Localização e Funcionamento. Caso aprovada, a regulamentação da lei ficará a cargo do Poder Executivo, que definirá os órgãos responsáveis pela fiscalização e os procedimentos para aplicação das sanções. As despesas para implementação serão cobertas por dotações orçamentárias próprias, com possibilidade de suplementação. O projeto foi elaborado após denúncias de adulteração de bebidas em bares de Campo Grande e de casos suspeitos de intoxicação por metanol. “Não podemos assistir calados a esse crime que tem ceifado as vidas de tantos jovens”, destacou Jean. “Enquanto as investigações seguem e o Ministério da Saúde adquire antídotos, a recomendação é evitar os destilados. Mas além disso, também é necessário que o poder público tome medidas concretas para combater esse crime”, afirma o vereador. No sábado (4), Jean publicou um vídeo em sua conta na rede social Instagram, no qual orientou sobre as precauções a serem tomadas e anunciou que o projeto seria protocolado. “A prevenção é o melhor cuidado: desconfie de bebidas muito baratas ou de origem duvidosa”, declarou o parlamentar. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Gleice Jane ajuda a garantir R$ 30 milhões para construção de policlínica em Três Lagoas

Evento ocorreu na sede da Superintendência de Saúde Da redação Foto: Reprodução/Assessoria A deputada estadual Gleice Jane (PT) participou, nesta sexta-feira (3), do ato de assinatura do Termo de Compromisso que garante a liberação de R$ 30 milhões do Novo PAC Saúde para a construção da Policlínica Regional de Três Lagoas. O evento ocorreu na sede da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, consolidando a parceria entre o Governo Federal, a Caixa Econômica Federal e o município. A Policlínica de Três Lagoas integra o conjunto de 46 unidades aprovadas nas Seleções 2025 do Novo PAC Saúde, que também preveem a construção de 800 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 130 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em municípios de todo o Brasil. O município tem como prazo de referência dezembro de 2025 para apresentar à Caixa Econômica Federal o projeto básico e a documentação necessária para a execução. Para a deputada Gleice Jane, o momento simboliza a retomada de políticas públicas concretas. “Há um sentimento de que as coisas voltaram a caminhar, gerando esperança e confiança em parcerias de efeito. O papel do Parlamento também é levar as demandas do povo, mas é fundamental agir e concretizar. Estar presente neste momento histórico reafirma a importância do PAC para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, comemorou. O superintendente estadual do Ministério da Saúde, Ronaldo de Souza Costa, destacou a importância da iniciativa no processo de reconstrução e ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS). “O governo do presidente Lula conseguiu, em pouco tempo, reestruturar o Ministério da Saúde e implementar projetos fundamentais, como as Policlínicas, que garantem qualidade de atendimento à população e melhores condições de trabalho aos profissionais. Nosso objetivo é que cada macrorregião de Mato Grosso do Sul seja contemplada, evitando o deslocamento de pacientes por longas distâncias para a realização de exames”, afirmou. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Professores convocados protestam contra corte de Adriane em adicional por pós-graduação

Docentes realizaram ato na Fetems neste sábado, 27/9 Norberto Liberator Cerca de 250 professores temporários da Rede Municipal de Ensino (Reme) se reuniram na manhã deste sábado (27), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), para protestar contra o Decreto nº 16.389, publicado pela prefeita Adriane Lopes (PP) na quinta-feira (25). Vestidos de preto em sinal de luto pela perda de direitos, os manifestantes cobram a volta da gratificação por titulação acadêmica de 10% para profissionais com especialização, mestrado ou doutorado. A ação coincidiu com uma formação oferecida pela Fetems aos sábados, ampliando o impacto da manifestação. Os docentes denunciam que o novo edital para seleção de temporários na Reme veio com menos benefícios em comparação ao anterior, retirando especificamente o adicional por título de qualificação. “É um desrespeito ao tempo e investimento que dedicamos para nos qualificar”, afirma um dos participantes do ato. A categoria estima que o corte pode significar uma perda mensal de até R$ 442 no salário base, que para temporários é equivalente ao dos efetivos no nível PH2A, mas sem os incentivos extras. O protesto ocorre em um momento de tensão na educação municipal. Na segunda-feira (22), já havia ocorrido uma repactuação salarial com a prefeitura, alegando falta de recursos. O Decreto nº 16.389 regulamenta a prestação de serviços temporários na Reme, mas exclui gratificações vinculadas à titulação acadêmica, como especialização, mestrado e doutorado – benefícios que eram pagos em seleções anteriores. A medida afeta diretamente os cerca de 600 professores temporários convocados anualmente, que compõem 14% do quadro da rede (86% são concursados). A prefeitura justifica a decisão como necessária para redução de custos, sem detalhar o impacto financeiro exato. A controvérsia ganhou fôlego na sexta-feira (26), quando Adriane Lopes defendeu publicamente o corte durante a assinatura de um termo de compromisso para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no Teatro Municipal José Octávio Guizzo. “Professores temporários não têm carreira e, por isso, não vão receber gratificações vinculadas à titulação acadêmica”, afirmou, enfatizando que a contratação temporária é uma prática legal adotada em todo o país para garantir o atendimento a mais de 115 mil alunos sem prejuízo à qualidade do ensino. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) reforçou que não há diferenciação no salário base entre efetivos e temporários, mas manteve a exclusão dos adicionais. Esse não é o primeiro embate da administração de Adriane com a categoria. Desde março de 2025, um decreto de moratória nos gastos públicos, motivado por crise financeira – incluindo o pagamento de R$ 50 milhões em precatórios atrasados –, já vetava contratações temporárias ampliadas e horas complementares para professores, exceto em substituições essenciais. Reações na Câmara A medida já provoca reações na Câmara Municipal. Vereadores de oposição criticam o corte como “penalização aos que mais precisam”, enquanto aliados da prefeita defendem a “responsabilidade fiscal”. Os sindicatos ligados à categoria prometem pressionar por revisão do decreto. O líder da bancada petista na Câmara de Campo Grande, Jean Ferreira, chamou a medida de “mais um ataque à educação pública”. O vereador chamou atenção para a desvalorização do capital humano investido pelos docentes. “É essa lógica neoliberal a que a prefeita tanto adere”, pontuou. “Não está claro no edital, e isso permite que o secretário de Educação segure a gratificação para quem é efetivo e retire dos convocados. Eu não acho justo. Já fui professor convocado e sempre busquei me especializar”, afirmou Landmark Rios, também do PT. Instagram Twitter Youtube Tiktok