Após reunião em Brasília, Vander e Camila garantem apoio contra surto de chikungunya em Dourados

Deputados se reuniram com diretor do Ministério da Saúde Da redação Os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, estiveram nesta terça-feira (24), no Ministério da Saúde, em reunião com o diretor de Programa da Secretaria-Executiva da pasta, Nilton Pereira Júnior, para articular ações emergenciais de enfrentamento ao surto de chikungunya no município de Dourados (MS). Dourados já registrou quatro mortes e mais de 600 casos da doença, sendo que a situação mais grave está na reserva indígena. Durante a reunião, Nilton Pereira Junior, do Ministério da Saúde, informou que a Pasta já enviou agentes de combate a endemias, profissionais da Força Nacional do SUS e especialistas para reforçar a rede hospitalar do município, que atualmente opera com capacidade máxima. Também foram liberados recursos emergenciais para compra de insumos e medicamentos. Além disso, será instalado um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de enfrentamento à doença em Dourados. De acordo com o diretor do Ministério, além da assistência médica, uma das prioridades é a limpeza das áreas mais afetadas, especialmente na aldeia indígena, onde a falta de coleta de lixo e saneamento favorece a proliferação do mosquito transmissor. “Mesmo sendo uma atribuição do Estado, o Governo Federal também deverá atuar para garantir essa limpeza, considerada essencial para conter o avanço da doença”, afirmou Nilton. O deputado Vander Loubet destacou que o momento exige união de esforços e atuação rápida do poder público. “O cenário exige resposta imediata. O Ministério da Saúde já está mobilizado, mas precisamos garantir que todas as frentes atuem juntas para salvar vidas e conter o avanço da doença. Nosso mandato está à disposição para articular apoio, recursos e ações emergenciais para Dourados”, afirmou o deputado. A deputada Camila Jara também defendeu a necessidade de uma ação interministerial, envolvendo órgãos como Funai, Casa Civil, Ministério da Defesa e Forças Armadas, para reforçar as ações emergenciais e evitar novas vítimas. A reunião faz parte das articulações da bancada federal do PT de Mato Grosso do Sul junto ao Governo Federal para garantir apoio imediato ao município de Dourados no enfrentamento ao surto de chikungunya. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Nos braços do povo, Lula chega a Campo Grande para COP15

Presidente confraternizou com militância, encontrou lideranças políticas e reforçou chapa com Fábio Trad e Gilda Maria para governo de MS Por Norberto Liberator O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Campo Grande neste domingo, 22 de março, para participar da COP15, a conferência da ONU que trata da preservação de animais silvestres. O evento se inicia nesta segunda-feira, 23, e vai até o dia 29 do mesmo mês. Ao descer do aeroporto, Lula saiu do carro presidencial e se encontrou com a militância que o esperava para dar boas-vindas. “O presidente Lula é nosso, é trabalhador como a gente”, declarou o bancário e líder sindical Orlando de Almeida, o Orlandinho, que esteve presente na recepção. Mais tarde, Lula se encontrou com lideranças políticas locais, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Junto à primeira-dama Janja Lula da Silva, o presidente esteve com o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT e ex-deputado federal Fábio Trad; a senadora Soraya Thronicke (Podemos); a pré-candidata a vice-governadora e ex-coordenadora-especial de Políticas Públicas para a Mulher em MS, Gilda Maria dos Santos; o deputado estadual e ex-governador Zeca do PT; os deputados estaduais Pedro Kemp e Gleice Jane; o superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho; os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, todos do PT. Lula também encontrou o superintendente estadual da Pesca, Marcelo Heitor Miranda dos Santos; e os vereadores petistas Landmark Rios, Jean Ferreira e Luiza Ribeiro, de Campo Grande.   Janja Lula da Silva, Flávia Trad, Zeca do PT, Camila Jara, Fábio Trad, Luiz Inácio Lula da Silva, Tiago Botelho, Gilda Maria dos Santos, Soraya Thronicke, Pedro Kemp, Gleice Jane e Vander Loubet durante visita do presidente. Foto: Ricardo Stuckert À imprensa, Fábio Trad confirmou o apoio de Lula à chapa para o governo de MS, formada pelo ex-deputado e pela ex-coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres e ex-primeira-dama do estado, Gilda Maria dos Santos. “[O presidente Lula] Ficou muito satisfeito quando soube que Dona Gilda estará como vice pela amizade e afeto que os une há mais de 40 anos. Mostrou imenso otimismo com as perspectivas eleitorais em Mato Grosso do Sul. E ao final afirmou: vamos vencer as eleições”, afirmou Trad.  No Segmento de Alto Nível do evento, que antecede a abertura, Lula esteve ainda com o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o chanceler boliviano, Fernando Aramayo; a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB); o governador Eduardo Riedel (PP); o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy, entre outras autoridades. A COP15 contará com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, além de presenças internacionais, como Santiago Peña, Fernando Aramayo e delegações de países como Uruguai, Canadá, Portugal e Itália, além de membros da ONU. O objetivo é estabelecer metas para a preservação da fauna migratória e seus habitats. — Assine a Badaró e receba nossos materiais impressos! Instagram Twitter Youtube Tiktok

Lula vem a Campo Grande abrir a COP15. Mas o que é COP15?

Evento trata de preservação de espécies migratórias Da redação Lula junto ao superintendente do Patrimônio da União em MS, Tiago Botelho. Foto: Divulgação O presidente Lula e cinco ministros chegam nesta tarde a Campo Grande para participar da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a chamada COP15. A conferência reunirá representantes de mais de uma centena de países, além de cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil, para discutir caminhos concretos de preservação da biodiversidade global, com foco nas espécies migratórias e nos ecossistemas que sustentam suas rotas. A sigla COP significa Conferência das Partes, a instância máxima de decisão de acordos internacionais. Na COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, os países se reúnem para avaliar o estado de conservação dessas espécies, definir prioridades e pactuar ações conjuntas para protegê-las. Na prática, é um espaço onde se constroem políticas globais para enfrentar problemas como a destruição de habitats, a exploração predatória e os impactos das mudanças climáticas sobre a fauna. A COP15 trata das espécies migratórias, animais que se deslocam periodicamente entre diferentes regiões do planeta em busca de alimento, reprodução ou condições ambientais adequadas. Esses deslocamentos podem atravessar continentes e oceanos, como ocorre com aves, peixes, mamíferos e até insetos. Para a convenção, uma espécie migratória é aquela que cruza fronteiras entre países ao longo do seu ciclo de vida, o que torna sua proteção um desafio coletivo. Esses animais desempenham funções essenciais para o equilíbrio ecológico. Contribuem para a polinização, dispersão de sementes e transporte de nutrientes entre ambientes. Além disso, são importantes indicadores da saúde ambiental: alterações em suas rotas ou populações costumam sinalizar desequilíbrios nos ecossistemas. Atualmente, muitas dessas espécies enfrentam ameaças como a perda de habitat, a fragmentação de áreas naturais e a exploração excessiva. Esse cenário reforça a urgência de ações coordenadas entre os países. A escolha de MS como sede não é apenas logística, mas também política e simbólica. O Brasil abriga alguns dos biomas mais ricos do planeta, e o Pantanal é uma das regiões mais estratégicas para a biodiversidade mundial. Ao trazer a COP15 para o estado, o presidente Lula reforça a importância de colocar o interior do país no centro das decisões globais e valorizar territórios fundamentais para o equilíbrio ambiental. Assim como levou a COP30 para Belém, agora o país volta os olhos para Campo Grande. A decisão de realizar a conferência no coração do Pantanal sul-mato-grossense é altamente simbólica. Ela reconhece a potência ambiental da região e mostra que o futuro da agenda climática e da biodiversidade passa, necessariamente, por territórios que historicamente ficaram à margem dos grandes centros de decisão. Além de sediar o encontro, o Brasil assume papel de liderança nas negociações internacionais sobre biodiversidade. A realização da COP15 coloca o país, e especialmente Mato Grosso do Sul, no centro das atenções globais. Durante a semana, o debate internacional deve apontar caminhos para conciliar desenvolvimento e preservação, com foco na proteção das espécies migratórias e na manutenção de seus habitats e rotas. Mais do que um encontro técnico, a COP15 representa uma oportunidade de construir soluções para um dos maiores desafios do nosso tempo: garantir a sobrevivência das espécies e o equilíbrio dos ecossistemas. Ao sediar o evento em Campo Grande, o Brasil envia ao mundo uma mensagem clara: proteger a biodiversidade também significa reconhecer a força do interior e o papel estratégico de biomas como o Pantanal no futuro do planeta. Enquanto sul-mato-grossense, nascido em Ivinhema, agradeço ao presidente Lula por colocar o Estado em protagonismo. Se queremos proteger o meio ambiente, precisamos ouvir e valorizar os territórios onde a natureza ainda pulsa com força. Como ensinou Manoel de Barros é no “chão das coisas pequenas” que mora a grandeza do mundo e é desse chão, do interior profundo, do Pantanal que podem surgir as respostas para os desafios ambientais do nosso tempo. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Rua 14: o rio submerso

A 14 e o rio parecem hoje lutar uma guerra, a política é uma guerra, uma guerra para cometer a imprudência de viver Por Yan Chaparro Arte: Norberto Liberator A rua é um vale, de dia o trabalho, de noite a alegria. Ouvi dizer que o contrário do ódio é a alegria. O que o rio pensaria sobre a rua que talvez expresse o desejo de emergir?   O rio foi submetido ao asfalto, hoje a 14 parece não querer se submeter às façanhas que racionam a alegria. O rio deve se alegrar ao escutar o canto do samba que expressa a cachoeira.  O que aconteceria se o rio saísse para cantar e sambar? Já disseram que se todo mundo sambasse a vida seria melhor. A 14 é um vale e se pronuncia como um vale, é a profundeza, o alimento e a nascente.  Mas, a 14 e o rio parecem hoje lutar uma guerra, a política é uma guerra, uma guerra para cometer a imprudência de viver.  O rio é poética, e também é gente. O rio talvez celebre silenciosamente, debaixo do asfalto, o desejo de não mais se submeter aos caprichos do poder, podres. Instagram Twitter Youtube Tiktok