Batalha de desenho é uma das atrações do Salão Gráfico da Badaró

Erika Pedraza e Guilherme Garden disputam preferência do público no Vizú Ateliê Bar, neste sábado (9 de maio) Por Norberto Liberatôr Uma das principais atrações do Salão Gráfico da Badaró, neste sábado (9), será a Batalha de Desenho entre Erika Pedraza e Guilherme Garden. Os artistas se enfrentarão com representações gráficas de temas escolhidos pela curadoria, sendo que o público definirá, por aclamação, qual dos dois será o vencedor.  Erika Pedraza em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, Erika Pedraza se formou em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e há 13 anos seus trabalhos transbordam através dos muros da periferia, prédios centrais e exposições regionais, nacionais e internacionais. Guilherme Garden é bacharel em Artes Visuais, ilustrador, designer gráfico e UX designer.  Seus trabalhos abordam principalmente a vida urbana, música e cultura pop. Possui vasta produção em projetos musicais, como capas de álbuns, cartazes de eventos e e-cards para redes sociais. O Salão Gráfico da Badaró tem início às 19h30, no Vizú Ateliê Bar, em Campo Grande. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Nova Badaró terá eventos de lançamento em dois bares de CG

Encontros no Capivas e Vizú terão música, exposições, intervenção artística ao vivo e até batalha de desenho A Revista Badaró realiza, nesta semana, dois eventos de lançamento da nova edição impressa, a primeira da fase periódica. Na quinta-feira (7 de maio), a partir das 19h, o Capivas Cervejaria recebe a “Missa do Galo”, que contará também com as exposições de Very Ruim, Syunoi e Lambe Lambe y Afins. O som fica por conta do duo Pizza Noise. Já no sábado (9 de maio), a partir das 19h30, é a vez do Vizú Ateliê Bar. O Salão Gráfico da Badaró contará com intervenção artística ao vivo de Leonardo Mareco, além da batalha de desenhos entre Erika Pedraza e Guilherme Garden. O afro-rock progressivo de Jorge Aluvaiá & O Capuz Negro completa o evento. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Já está à venda a nova Badaró impressa

Está à venda a nova edição impressa da Revista Badaró, referente ao primeiro semestre de 2025. Com uma mudança no formato, que passa do A5 para o americano (17x26cm), a nova versão traz 44 páginas de miolo com jornalismo em quadrinhos e narrativas híbridas, em produções totalmente exclusivas. A primeira Badaró impressa de 2025 marca uma nova fase para a revista. A partir dela, a principal publicação será semestral, com edições de bolso em alguns meses intercalares. Clique aqui para comprar e aqui para assinar. Confira os conteúdos Entrevista com Olívio Dutra: o governador gaúcho bateu um papo sobre as enchentes que assolaram seu estado em 2024, além de análises e perspectivas sobre o governo Lula e a esquerda brasileira. A indústria da mudança… climática: reportagem em quadrinhos explica os impactos ambientais da agroindústria, sobretudo em biomas como Cerrado, Pantanal e Amazônia. O império contra-ataca: em um híbrido entre quadrinhos e produção textual, a matéria traz dados sobre a guerra comercial de Trump e traça perspectivas sobre a geopolítica estadunidense dos próximos quatro anos. O futuro das redes: este artigo de opinião com trechos em quadrinhos traz uma análise sobre o crescimento cada vez mais agressivo de discursos neofascistas nas redes sociais. O último dos tucanos: no último reduto eleitoral do PSDB, Eduardo Riedel se vende como adepto de uma “nova política”, mas repete velhas fórmulas. A situação é analisada com acidez nesta coluna em quadrinhos. — Colaboraram nesta edição: Vitória Regina (edição, direção, texto e arte); Norberto Liberator (edição, direção, texto, diagramação e arte); Melissa Aguiar (arte) e Mannu Leones (arte). Instagram Twitter Youtube Tiktok

O Manifesto

Em defesa do potencial artístico do jornalismo e do potencial jornalístico da arte “Sou parcial mesmo. Não acredito em jornalista que não seja parcial; são babacas”. Esta frase de Tarso de Castro, editor-chefe da primeira fase do jornal O Pasquim, ajuda a guiar a Badaró na busca por um jornalismo francamente combativo, que se posicione em favor dos setores mais vulneráveis da sociedade. A pretensa neutralidade é um posicionamento favorável ao opressor. Com estreia no final do ano de 2019, em um contexto político de perda de direitos, a Badaró se propôs desde o início a ser um veículo de posição independente e contra-hegemônica. Tal escolha está presente não apenas no conteúdo das produções, mas também na forma, tendo assim escolhido se manifestar principalmente a partir do jornalismo em quadrinhos, linguagem pouco conhecida do grande público, e esporadicamente por vídeos, ilustrações, colagens, infográficos e podcasts. Destacamos o potencial artístico do jornalismo e o potencial jornalístico da arte. Decidimos percorrer nosso caminho por meio do encontro entre estas duas formas de comunicação. A arte sem contestação serve apenas para decoração ou consumo distraído; o jornalismo sem contestação está a serviço da ordem vigente. A explicitação das posturas políticas começa pelo nosso próprio nome, uma referência ao jornalista ítalo-brasileiro Giovanni Libero Badaró, primeiro mártir da imprensa nacional, assassinado após combater o autoritarismo do imperador D. Pedro I.  Em um contexto de perseguição política à imprensa independente, Libero Badaró afirmou a seguinte frase em seu jornal O Observador Constitucional: “altamente declaramos que não temos o menor medo de ameaças. Aconteça o que acontecer, a nossa vereda está marcada e não nos desviamos dela: não há força no mundo que nos possa fazer dobrar, senão a da razão, da justiça”. Dois séculos depois, diante da precarização do trabalho jornalístico e do alinhamento dos grandes conglomerados midiáticos à ordem dominante, a Badaró acredita que a imprensa alternativa, orientada por uma perspectiva crítica, possua ferramentas para colaborar com uma sociedade mais igualitária. A mídia corporativa e sua defesa da democracia burguesa não nos servem como modelo. Neste sentido, o chavão de que o jornalismo é essencial para a democracia deve ser melhor contextualizado: defendemos que um modelo de imprensa crítico ao capitalismo é uma das linhas de frente na luta por uma democracia popular, na qual interesses coletivos sejam mais importantes do que os interesses econômicos da burguesia. A esta imprensa crítica se somam a atuação de artistas engajados, sindicatos, partidos políticos de esquerda e movimentos sociais. Por fim, a Badaró defende que um jornalismo combativo e renovado, que fuja ao modelo tradicional controlado por oligarquias, seja uma forma de enfrentar a crise pela qual a imprensa como um todo tem passado. Novos padrões midiáticos também podem apontar caminhos para o combate às redes de desinformação, que, para além de negar a ciência e o jornalismo, são resultado de novas estratégias de manutenção do próprio capital. É por este caminho que temos buscado pautar nossa prática jornalística no que diz respeito à técnica, estética e ética. Twitter Youtube Facebook Instagram